sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Novo órgão de comunicação social da Raia

Por mero acaso, tive hoje conhecimento do surgimento de um novo órgão de comunicação social da zona raiana.
Trata-se de um jornal denominado de “Contrabando” (remetendo para uma das actividades mais características da Raia) e tem a particularidade de ser uma publicação bilingue (em português e espanhol).
O link fica aqui em baixo e também na barra lateral, e deixamos os nossos votos de sucesso para esta iniciativa.


Trabalho parlamentar

Deputados do distrito com comissões atribuídas

Economia, trabalho, obras públicas e agricultura são algumas das áreas em que os eleitos vão intervir. Duas das comissões têm presidentes naturais do distrito.
Os quatro deputados eleitos pelo distrito de Castelo Branco nas últimas legislativas, que representam o PS e o PSD, já conhecem as comissões parlamentares da Assembleia da República em que vão participar nesta legislatura.
Hortense Martins, do Partido Socialista, estará como membro efectivo da Comissão de Assuntos Económicos, Inovação e Energia e na Comissão de Orçamento e Finanças. A deputada albicastrense faz ainda parte da Comissão de Trabalho, Segurança Social e Administração Pública, mas aqui como suplente.
Em comunicado do PS diz que a integração de Hortense Martins nas duas primeiras comissões dá “continuidade ao trabalho realizado na anterior Legislatura”.
Por seu lado o deputado socialista Jorge Seguro é membro efectivo da Comissão de Assuntos Económicos, Inovação e Energia e da Comissão de Agricultura e Pescas. Estará ainda como suplente na Comissão de Orçamento e Finanças.
“As opções por estas Comissões resultam do objectivo de continuar a dar uma especial atenção ao acompanhamento das políticas de energia e de sustentabilidade que o deputado Jorge Seguro Sanches acompanhou na legislatura anterior”, refere a fonte do PS.
Os deputados do PSD foram integrados em quatro comissões permanentes, anuncia o partido em comunicado. Carlos Costa Neves, o cabeça-de-lista pelo distrito nas últimas eleições, entra como efectivo para a Comissão de Assuntos Europeus e a de Agricultura e Pescas.
O percurso de Costa Neves está intimamente ligado a estas áreas, já que foi deputado ao Parlamento Europeu, secretário de Estado dos Assuntos Europeus no governo de Durão Barroso e ministro da Agricultura no executivo de Pedro Santana Lopes.
Carlos São Martinho tem assento como efectivo na Comissão de Assuntos Económicos, Inovação e Energia e como suplente na Comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicações. Ambas terão como presidentes dois naturais do distrito e antigos presidentes da Assembleia Municipal de Penamacor. São eles, respectivamente, o socialista António José Seguro e o social-democrata José Matos Correia.
As comissões permanentes existem para acompanhar matérias específicas, funcionando ao longo do mandato de quatro anos dos deputados. Cada comissão pode criar subcomissões. Por exemplo, a área do Turismo tem uma subcomissão, integrada na Comissão de Assuntos Económicos.
O Parlamento dispõe ainda da possibilidade de formação de comissões eventuais, que funcionam durante um tempo limitado e que culminam com a apresentação de um relatório com as conclusões.
Há ainda as comissões eventuais de inquérito, que têm como um dos objectivos apreciar, entre outros, os actos do Governo. Uma das mais conhecidas é a do caso Camarate, relativa à morte do primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro. A que teve maior impacto mediático no último ano foi a do caso BPN.
In jornal "A Reconquista"

Pedrógão quer manter a posição por muito tempo

Há um novo líder no distrital


O campeonato distrital está a aquecer. Entre o primeiro (Pedrógão) e o sétimo (Sernache) distam apenas cinco pontos.

A única equipa que ainda não perdeu no campeonato “Ling”, chegou à 8ª jornada ao topo da classificação. O Pedrógão apoiou-se num golo madrugador (aos 20 segundos) para derrotar o Estreito e chegar “onde queríamos”, como adiantou o treinador Alexandre Gaspar, no final da partida do último domingo (2-1).
Começar o jogo a vencer, com um tento de Fábio Portugal, foi um tónico para o Pedrógão, mas a reacção do Estreito aconteceu e a igualdade chegou pouco depois da meia hora, por Edmilson, na sequência de um canto.
Num jogo pautado pelo equilíbrio, competitivo mas nem sempre bem jogado, o novo líder chegou ao triunfo quando actuava reduzido a dez unidades, por expulsão de Velho. Um jogador que estava para ser substituído por Chana: “estava prevista a alteração, mas não houve tempo”, disse o treinador raiano.
O Pedrógão ganhou duas posições com esta vitória, precisamente ao Estreito e ao ex-líder, Fundão. O responsável técnico, que destaca a consistência defensiva da sua equipa (a menos batida da prova) afirma que quer manter o actual lugar “por muito tempo”, não obstante debater-se com algumas baixas: “temos um bom plantel e as ausências vão ser colmatadas”. Aliás, Chana acredita que a sua equipa ainda vai produzir mais, nomeadamente quando conseguir potenciar melhor “as transições”.
Já do lado do Águias do Moradal a segunda derrota no campeonato foi considerada “injusta”. António Belo refere que “perdemos num lance duvidoso”, mas mantém a tranquilidade: “nesta fase o objectivo é ficar nos seis primeiros, para depois estudar a forma de chegar ao título”.

Pedrógão 2 Estreito 1

Campo Tenente Manuel Morais.

Pedrógão
Tiago Ramos
Filipe
Palmeirão
P. Ferreira
Tony
Roque
R. Santos
(Vasco, 76)
F. Portugal
(Mateus, 88)
Velho
Flávio Cruz
(Leonel, 62)
Caronho
Treinador: A. Gaspar

Estreito
Manuel Silva
Gil Duarte
Gil Paulo
Marco
David
J. Augusto
Prata
Edmilson
Rui Paulo
(Neves, 65)
Gonçalo
Vieira
Treinador: A. Belo

Árbitro: Márcio Lopes.

Marcadores: F. Portugal (20), Edmilson (33), Vasco (84).
Disciplina: amarelo a F. Cruz (29), David (33), F. Portugal (34), J. Augusto (35), Velho (36 e 64), Edmilson (54), G. Duarte (67), Leonel (73), Vasco (85), T. Ramos (90+2), G. Paulo (90+4), Caronho (90+5); vermelho a Velho (64).

Oleiros pára o Fundão
Depois de uma entrada em falso no campeonato, o Oleiros vai em seis jogos sem perder. A equipa de José Ramalho infligiu a primeira derrota ao Fundão (2-1) e já se encontra em 5º lugar, a quatro pontos do líder.
No próximo domingo mais um teste à forma do Oleiros, no Teixoso.

Autor: Francisco Carrega in jornal "A Reconquista"

Associação Municípios Cova da Beira

Torrão preside à assembleia intermunicipal
Domingos Torrão, o presidente da Câmara Municipal de Penamacor, é o novo presidente da Assembleia Intermunicipal da Associação de Municípios da Cova da Beira (AMCB).
O autarca penamacorense é um dos nomes que integram os novos órgãos sociais da AMCB, que tem desde a passada semana um novo líder.
António Ruas, presidente da Câmara Municipal de Pinhel, é o novo presidente do conselho directivo da associação, sucedendo a José Manuel Biscaia, que ocupou o cargo nos últimos nove anos.
A eleição do novo presidente recebeu o voto unânime dos autarcas que fazem parte da associação.
António Ruas pretende manter a aposta nas energias renováveis e no ambiente, áreas que o seu antecessor definiu como das mais importantes, na hora do balanço do mandato.
Domingos Torrão estará acompanhado na assembleia pelo presidente da Câmara Municipal de Belmonte, Amândio Melo, como vice-presidente. José Monteiro, presidente da Câmara Municipal de Celorico da Beira, será secretário.
Manuel Frexes, presidente da Câmara Municipal do Fundão, é um dos vogais, função onde terá como companhia os homólogos da Guarda, Almeida e Sabugal.
Penamacor foi um dos quatro concelhos fundadores da AMCB, em 1981.
In jornal "A Reconquista"

Música de Outono

Camerata Concertante na Bemposta
O Ciclo de Música de Outono continua a percorrer as freguesias do concelho de Penamacor, chegando no próximo domingo, dia 22, a Bemposta.
Na aldeia mais pequena do concelho apresenta-se o ensemble Camerata Concertante, com Ana Rosa na voz, Carlos Branco no contrabaixo, Paula Galhano no violino e Rui Sousa na flauta transversal.
O concerto está marcado para as 16 horas na capela do Espírito Santo.
O Ciclo de Música de Outono é uma organização da Câmara Municipal de Penamacor, tendo já passado pelas freguesias de Pedrógão de S. Pedro e Vale da Sr.ª da Póvoa. O último concerto acontece na próxima semana em Benquerença.
In jornal "A Reconquista"

Animais continuam a chegar

Lince em livro e em carne e osso
A editora Bizâncio acaba de lançar o livro “Lince-Ibérico”, com textos do jornalista Paulo Caetano e fotografias do biólogo Joaquim Pedro Ferreira. A obra conta ainda com ilustrações de Jorge Mateus.
“Lince-Ibérico” retrata um dos animais mais ameaçados do mundo e que tem no concelho de Penamacor uma das suas referências, já que é neste município que fica a Reserva Natural da Serra da Malcata, criada em 1981 na sequência de uma campanha pela conservação desta espécie.
O livro surge numa altura em que continuam a chegar linces ao centro nacional de reprodução, situado em Silves, no Algarve. Segundo o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), citado pela Agência Lusa, deram entrada já esta semana mais três linces vindos de Espanha. São eles "Fresno", "Fresa" e “Fado”, este último assim apelidado em celebração da entrada de Portugal no programa ibérico de reprodução em cativeiro.
O primeiro lince chegou a Silves no final de Outubro e desde então houve mais três entregas. Este processo deverá estar concluído até ao final deste mês, altura em que o centro de reprodução português deverá somar os 16 animais previstos.
In jornal "A Reconquista"

Iniciativa da Junta de Penamacor

Magusto cumpre dez anos de festa para a população

Parece que foi ontem, mas já lá vão dez anos. A Casa do Povo voltou a ser o ponto de encontro para o magusto organizado pela Junta de Freguesia de Penamacor, uma das poucas festas populares que juntam os habitantes da sede de concelho.
A ideia surgiu quando Orlando Dias Gonçalves chegou à junta, onde acaba de assumir o quarto mandato consecutivo. Tirando o Madeiro e as festas dos santos populares – que já viram melhores dias – a vila não tinha um evento só para ela. Ao contrário das aldeias onde, por exemplo, há as festas de Verão que coincidem com o regresso para férias dos emigrantes.
“Surgiu porque a junta não fazia uma festa e tinha de fazer uma festa anual”, reforça o presidente já depois do almoço, que foi servido a cerca de 250 pessoas. Aqui ninguém paga para entrar e muito menos para comer e beber. A organização oferece desde a primeira edição não só o almoço, como o lanche e a animação durante a tarde.
Este ano a lista de compras incluiu 60 quilos de castanhas, 150 de carne, 115 de sardinha e 30 litros de jeropiga, entre outros. A trabalhar estiveram cerca de 20 pessoas, incluindo o próprio executivo.
A animação musical esteve a cargo do grupo “Raízes do Minho” e dos “Quintarolas”, contando ainda com um grupo de Pauliteiros e danças do ventre. Para o ano há mais, promete a organização.

Autor: José Furtado in jornal "A Reconquista"

Penamacor

Junta de Freguesia continua à espera de sede

Arranjar uma nova sede é um dos objectivos da Junta de Freguesia de Penamacor para os quatro anos de mandato que acabam de começar. Orlando Dias Gonçalves voltou a lembrar o problema no magusto que a autarquia organizou e onde esteve o presidente da Câmara Municipal de Penamacor, nas mãos de qual estará a solução.
A junta funciona há vários anos em duas salas por baixo da Casa do Povo de Penamacor, uma para atendimento ao público e para o executivo, outra onde reúne a assembleia de freguesia. A humidade é apenas um dos problemas do edifício, que a autarquia ocupa desde que deixou o antigo quartel.
Orlando Dias Gonçalves cumpre agora aquele que será o seu último mandato e diz que quando sair “quero deixar uma sede de junta em condições”. A solução está mesmo ali ao lado, no edifício onde funcionam os serviços da Segurança Social e onde em tempos até já esteve a junta. O presidente espera que tudo fique resolvido já em 2010.
Enquanto não chega a nova casa, a Junta de Freguesia de Penamacor promete continuar a intervir em caminhos rurais, na construção de pontões e a ajudar a Igreja e os Bombeiros Voluntários de Penamacor.

Autor: José Furtado in jornal "A Reconquista"

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Beira Interior entre a esperança e a velhice

Quem nasce na sub-região da Cova da Beira (Covilhã, Fundão e Belmonte) tem uma esperança de vida das mais elevadas do País: 79,3 anos. Os casamentos pelo civil ganham terreno. Os óbitos superam largamente os nascimentos. Não há renovação de gerações. Região com maiores índices de envelhecimento do país.


SINAIS do tempo, de um tempo que marca o caminhar de um país e de uma região periférica num Portugal de centralidade litoralizada. Mas que sinais são estes que marcam o quotidiano? Casamos menos, com idade mais avançada e menos pela Igreja. Os primeiros filhos também surgem cada vez mais tarde na linha temporal que vai contemplando outras prioridades e colmatando outras necessidades antes das grandes decisões.
Os casamentos realizados, por exemplo, no concelho do Fundão, em 2008, foram, na sua maioria, pelo civil. Noutro prisma, a sub-região da Cova da Beira (Covilhã, Fundão e Belmonte) é das três do país onde quem nasce tem a maior esperança de vida: 79,34 anos em média.
O envelhecimento da população, esse, galopa livremente, deixando severas pegadas em vastas regiões da Beira Interior, incapaz de renovar as suas gerações. Estas são algumas das dinâmicas e marcas de água da região, retratos sociais e económicos dos dias que por aqui passam. O bom e o menos bom de mão dada. A própria Beira Interior é geografia de diferenças.
A sociedade muda e com ela mudam paradigmas; as alterações cativam a atenção. As realidades em versão passado, presente e futuro.
O presente, por aqui também é despovoamento. Antes de ser o sal, é o saldo da vida. A Beira Interior é, mais uma vez, traída pela frieza dos números, pela subtracção cada vez mais evidente e da incapacidade de renovar gerações que escrevem na linha do horizonte a palavra fim.
Na Beira Interior Norte, que engloba a quase totalidade do distrito da Guarda nasceram, em 2008, 732 indivíduos e foram registados 1.634 óbitos. Na Beira Interior Sul (Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Penamacor e Vila Velha de Ródão) nasceram 540 indivíduos e registaram-se 1.220 óbitos. Na Cova da Beira nasceram, neste período, 667 indivíduos e faleceram 1.149. Na Serra da Estrela (Fornos de Algodres, Gouveia e Seia), nasceram 287 indivíduos e registaram-se 780 óbitos.
Um mundo de contrastes com os saldos positivos entre nados-vivos e óbitos da Grande Lisboa, Ave, Grande Porto, Tâmega, Península de Setúbal e Algarve.

CASAMENTOS
O CASAMENTO em Portugal é realizado cada vez mais tarde e as mulheres têm cada vez o primeiro filho mais tarde. As NUTS III com os valores mais reduzidos de natalidade, em 2008, foram a Serra da Estrela, Alto Trás-os-Montes, ambas com seis nados-vivos por mil habitantes, e o Pinhal Interior Sul com 5,2 nados-vivos por mil habitantes.
Mantendo a tendência que já se verifica há alguns anos, observou-se entre 2003 e 2008 um decréscimo das taxas de fecundidade nos grupos etários abaixo dos 30 anos, por oposição a um aumento em grupos etários mais elevados, tendência reveladora de um adiamento da idade à maternidade. Em 2008, a taxa de fecundidade específica mais elevada verificou-se no grupo etário dos 30-34 anos de idade, superando novamente a taxa observada no grupo etário dos 25-29 anos. A taxa de fecundidade nas adolescentes (dos 15 aos 19 anos de idade) manteve a tendência de decréscimo, atingindo os 16,2 por mil em 2008.
Em 2008, houve 43.228 casamentos, menos 3.101 que em 2007, o que representa 4,1 casamentos por mil habitantes, o valor mais baixo desde 1900. A tendência que se começou a esboçar em 2007, adensou-se em 2008: os casamentos de cerimónias civis suplantaram as de cariz religioso. Dos 43.228 casamentos do ano passado, 55,2 por cento foram civis e 44,4 por cento católicos. Na Cova da Beira celebraram-se, em 2008, 355 casamentos, 29 em Belmonte, 190 na Covilhã e 136 no Fundão. Apenas no concelho da Covilhã a maioria foram católicos (104). No Fundão a maioria das uniões foi realizada pelo civil – 70 em oposição às 66 católicas. Em Belmonte, 14 casamentos foram católicos e 15 pelo civil.
Na Beira Interior Sul, que engloba os concelhos de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Penamacor e Vila Velha de Ródão, foram celebrados 251 casamentos, 139 católicos e 112 pelo civil. O concelho de Castelo Branco registou 208 uniões, 110 católicas e 98 civis. Penamacor apenas registou 8 casamentos no ano transacto, quatro celebrados pelo civil, quatro católicos.
A norte, o concelho da Guarda teve um registo de 163 casamentos, 116 católicos e 47 civis. Em toda a Beira Interior Norte registaram-se 378 casamentos em 2008, 248 celebrados pela Igreja e 128 pelo civil. Na sub-região da Serra da Estrela celebraram-se 185 uniões, 104 delas católicas e 81 civis. No Pinhal Interior Sul (Mação, Oleiros, Proença-a-Nova, Sertã e Vila de Rei) foram registados 143 casamentos, 83 católicos e 60 civis.

VELHICE
SEGUNDO o Instituto Nacional de Estatística, o índice de envelhecimento é o caracterizador da evolução demográfica recente. Entre 2003 e 2008 o valor deste indicador aumentou de 107 para 115 idosos por cada 100 jovens. O fenómeno do envelhecimento populacional é mais acentuado nas mulheres, reflectindo a sua maior longevidade (94 e 138 jovens por cada 100 idosos, respectivamente para homens e mulheres, em 2008).
As NUTS III onde se observaram índices de envelhecimento mais elevados no país foram: Serra da Estrela, Alto Trás-os-Montes,Beira Interior Norte, Beira Interior Sul e Pinhal Interior Sul. De registar que as sub-regiões do país onde o número mais elevado de idosos por cada jovem estão quase todas na Beira Interior. A excepção é a Cova da Beira, que tem os menores índices de envelhecimento da Beira Interior. O índice de envelhecimento é caracterizador da evolução demográfica recente. Entre 2003 e 2008 o valor deste indicador aumentou de 107 para 115 idosos por cada 100 jovens. O fenómeno do envelhecimento populacional é mais acentuado nas mulheres, reflectindo a sua maior longevidade (94 e 138 jovens por cada 100 idosos, respectivamente para homens e mulheres, em 2008).
Em resultado da esperada redução da percentagem de população jovem e do aumento da proporção de população idosa manter-se-á a tendência de envelhecimento demográfico, pelo que o índice de envelhecimento que em 2008 se situou em 115 idosos por cada 100 jovens poderá atingir, em 2060, um valor de 271 idosos por cada 100 jovens.


FILHOS
NA BEIRA Interior, é a sub-região da Cova da Beira (concelhos da Covilhã, Fundão e Belmonte) aquela onde mais nascimentos se registam fora do casamento. Dos 667 nascimentos ocorridos nesta região, 188 ocorreram fora de união matrimonial. No lado oposto, a sub-região da Beira Interior onde ocorre menos este fenómeno é na sub-região do Pinhal Interior Sul. Nos concelhos de Mação, Oleiros, Proença-a-Nova, Sertã e Vila de Rei, dos 210 nascimentos registados em 2008, apenas 47 ocorreram fora do casamento.
Na Beira Interior Norte, que engloba os concelhos de Almeida, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Guarda, Manteigas, Meda, Pinhel, Sabugal e Trancoso, dos 732 nascimentos no ano transacto, 165 foram fora do casamento.
Na Beira Interior Sul (Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Penamacor e Vila Velha de Ródão) dos 540 nascimentos, 185 foram fora do casamento.


DENSIDADE
EM TERMOS de população residente, são os três concelhos da Cova da Beira que apresentam a maior densidade populacional da região da Beira Interior. A população estimada pelo INE em 31 de Dezembro de 2008 para a Cova da Beira é de cerca de 90.700 pessoas, o que representa 66 habitantes por quilómetro quadrado.
A Beira Interior Sul tem uma população estimada de cerca de 73.100 habitantes e uma densidade populacional de 19,5 habitantes por quilómetro quadrado.
Nos municípios do Pinhal Interior Sul habitam cerca de 40.400 pessoas, o que representa uma densidade populacional de 21,2 habitantes por quilómetro quadrado.
Nos municípios mais a norte da Beira Interior, os três concelhos da sub-região da Serra da Estrela têm uma população estimada de 47.400 habitantes e uma densidade populacional de 54,6 habitantes por quilómetro quadrado.
Já a Beira Interior Norte tem uma população de 109.100 habitantes, com uma densidade populacional de 26,8 habitantes por quilómetro quadrado.

Autor: Nuno Francisco in "Jornal do Fundão"

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

Paços do Concelho (Local Visão TV) - Exposição "Presépios Regionais e do Mundo"