terça-feira, 25 de julho de 2017

FEIRA É “APOSTA GANHA”

Rádio Cova da Beira

O presidente da câmara de Penamacor faz uma avaliação muito positiva da edição deste ano da feira “Terras do Lince” que decorreu no último fim de semana. Animação de rua, tasquinhas, gastronomia, concertos e a divulgação de produtos regionais foram os principais motivos de interesse do certame.

Este ano estiveram presentes cerca de 50 expositores. Um número mais reduzido que em 2016 devido a algumas limitações de espaço em virtude das obras de requalificação do centro histórico da vila. Uma realidade que no próximo ano vai ser alterada. António Beites não tem dúvidas em considerar que este certame tem contribuído para a dinamização económica do concelho “temos a perfeita noção de que esta feira trás um acréscimo extraordinário à nossa restauração e também aos nossos produtos naturais e ao nosso artesanato. A aposta neste novo figurino, que foi iniciado há quatro anos, tem resultado claramente uma vez que um dos nossos grandes objectivos foi também dar a conhecer o potencial que existe na nossa zona histórica. Dentro de um ano, quando todas as obras de requalificação estiverem terminadas, eu acredito que Penamacor vai conseguir potenciar a realização de eventos culturais no cimo de vila”.   
O autarca sublinha que esta feira tem todas as potencialidades para se afirmar com um elemento diferenciador do concelho de Penamacor durante o verão, à semelhança que sucede com o “Vila Madeiro” no inverno “as pessoas já se habituaram a vir a Penamacor nesta altura do ano, a nossa população flutuante cada vez mais gosta de regressar ao concelho o que nos permite também elevar a nossa auto estima que andava um pouco à deriva. Por isso é importante continuar a aposta nesta feira e procurar sempre melhorá-la com o intuito que ela seja um elemento diferenciador tal como já acontece com o vila madeiro”.

Autor: Nuno Miguel in "Rádio Cova da Beira"

segunda-feira, 24 de julho de 2017

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Beira Baixa: PT281+ começa em Penamacor e termina em Castelo Branco

De ano para ano (esta é a terceira edição), a PT281+ aumenta o número de nacionalidades e cria interesse à escala mundial

Prova começa dia 27 em Penamacor. Pela frente os ultramaratonistas terão 281 km em autonomia


O primeiro ultramaratonista a “conquistar” o castelo de Castelo Branco no dia 27 de julho, depois de percorridos 281 km pelo território da Beira Baixa, terá andado em autonomia (só guiado por sistema de GPS) a uma média de 7 km por hora. Foi dentro desta exigência, com temperatura diárias na ordem dos 40 graus e noite ao luar e em solidão, que João Oliveira cumpriu em 2016 o PT281 Beira Baixa Portugal.
Esta marca de “maraturismo” criada pela Horizontes, Turismo Desportivo, empresa de Proença-a-Nova que de há duas décadas a esta parte intervém nesta área, é inspirada em duas das provas mais duras do mundo, como a estadunidense Badwater e a brasileira BR135+.
Começa no dia 27 em Penamacor, reavivando raízes templárias, e terminará até 66 horas depois (limite definido para o último a chegar) no ponto mais alto de Castelo Branco. É um desafio para duros, para atletas de longas distâncias altamente preparados, e que transporta para os quatro cantos do Mundo a imagem da Beira Baixa, face à possibilidade de acompanhamento em tempo real da evolução dos participantes.
A PT281+ Beira Baixa Portugal foi apresentada no final da última semana na sede da Comunidade Intermunicipal (CIMBB), com a presença de autarcas de concelhos por onde meia centena de ultramaratonistas vão andar. António Luís Beites, presidente da Câmara de Penamacor, não tem dúvidas que este é “um veículo privilegiado de divulgação do nosso território”. A CIMBB é o principal sponsor deste evento pensado por Paulo Alexandre Garcia, rosto da Horizontes que de há largo tempo dinamiza a região com provas de ligação umbilical à natureza.
“Um evento como a PT281+ Beira Baixa Portugal não se esgota no conceito desportivo. É redutor pensar assim. Estamos perante um conceito de ‘maraturismo’: corre-se, come-se, bebe-se, usufrui-se dos locais, da cultura e do relacionamento com as pessoas. Quase 40 por cento dos participantes são estrangeiros e passam a ser embaixadores da marca Beira Baixa nos pontos do Mundo”, especifica aquele responsável.
Costumes, tradições, gastronomia, gentes. Tudo isto é valorizado pelos participantes. Não sendo este conceito comercial ao nível da massificação, face à exigência física e psicológica da propostas, Paulo Alexandre Garcia não tem dúvidas que projeta o território para uma esfera ultra continental.
De ano para ano (esta é a terceira edição), a PT281+ aumenta o número de nacionalidades e cria interesse à escala mundial: “Lidamos com público de aproximadamente 2 mil espetadores através de diretos nos dias do evento e do acompanhamento em termos real”, reforça o promotor.
PIONEIRA. Esta é a primeira ultramaratona na Europa a utilizar o GPS como equipamento único de navegação e a primeira em Portugal “a usar um sistema de rastreamento dos participantes em tempo real”. A introdução destas tecnologias, advogou Paulo Alexandre Garcia na apresentação oficial, “possibilitou uma enorme visibilidade em todo o mundo”.
A edição deste ano classifica com 6 pontos para o UTMB (Ultra Trail Mont Blanc) e contabiliza para o ranking da Associação Internacional de Trail Running (ITRA).
O para-atleta ultramaratonista Vladimiir Virgílio, invisual, estabelecerá na Beira Baixa um recorde mundial se conseguir terminar a PT281+ num limite de 66 horas, desiderato que não logrou em 2016.
A prova vai andar nos concelhos de Penamacor, Idanha-a-Nova, Vila Velha de Ródão, Proença-a-Nova, Oleiros e Castelo Branco.

Autor: Artur Jorge in jornal "A Reconquista"

Penamacor: Tribunal com 305 atos em seis meses

O tribunal atendeu ainda 343 pessoas no local, 57 por telefone e realizou 80 outras diligências.

O primeiro julgamento aconteceu recentemente. Foto Adriana Martins/ Arquivo Reconquista

In jornal "A Reconquista"

Geminação: Penamacor e Clamart reforçam união com 10 anos

As duas comunidades renovaram o compromisso que na última década levou ao intercâmbio de vários grupos locais e a outras atividades.

Jean-Didier Berger e António Luís Beites assinaram o compromisso. Foto José Furtado/ Reconquista


Autor: José Furtado in jornal "A Reconquista"

terça-feira, 18 de julho de 2017

PENAMACOR: BIBLIOTECA ASSINALA ANIVERSÁRIO

Rádio Cova da Beira

O presidente da câmara de Penamacor considera que a biblioteca municipal da vila é hoje um pólo de dinamização cultural de todo o concelho. Na cerimónia comemorativa do 11º aniversário da mudança de instalações, António Beites considerou que aquele equipamento está hoje ao nível dos melhores do país em termos de acervo e de acesso às novas tecnologias.

“Temos aqui uma biblioteca extraordinária, que dignifica a nossa vila e o nosso concelho porque se trata de um equipamento ao nível dos melhores que existem no país. Está bem apetrechada e tem muitas colecções oferecidas como espólio a esta biblioteca e por isso temos que estar satisfeitos por as coisas correrem bem ao longo de tantos anos.  
António Beites acrescenta que “estamos num patamar bastante elevado ao nível da promoção da cultura através da nossa biblioteca; temos procurado sempre promover a cultura não só do nosso povo mas também de todo o país uma vez que temos aqui espólios que nos foram doados. As nossas funcionárias têm aqui desenvolvido um trabalho muito meritório e isso só nos pode encher de orgulho”. 
Criada em Abril de 1949, a biblioteca municipal de Penamacor está a funcionar, desde Julho de 2006, no antigo solar dos condes de Proença.

Autor: Nuno Miguel in "Rádio Cova da Beira"

“NÃO HAVIA SOLUÇÃO MELHOR QUE O RECURSO AO PER”

Rádio Cova da Beira

A assembleia geral do lar D. Bárbara Tavares da Silva aprovou por maioria ratificar a decisão tomada pela direcção da instituição, no passado dia nove de Junho, de requerer um processo especial de revitalização e que foi encerrado quatro dias depois.

Em reunião extraordinária, a assembleia geral considerou que “em face da eminente ruptura financeira, provocada por uma situação de congelamento das contas bancárias em resultado de uma sentença judicial” no âmbito do litígio mantido com a Certar, construtora da unidade de cuidados continuados “por não aceitação dos três últimos autos de medição no valor de 175 mil euros, não haveria outra solução melhor que o recurso ao PER, medida de protecção do lar junto dos seus credores de forma a garantir o seu normal funcionamento”.
A assembleia considera ainda “muito positivos os resultados conseguidos no âmbito desse programa especial de revitalização no decurso das negociações encetadas com os credores, quer no que diz respeito à diminuição das responsabilidades financeiras do lar que, no caso da Certar, passaram de 350 mil euros para 195 mil euros, quer no que toca à obtenção de condições de financiamento mais favoráveis junto de outros credores, em particular a caixa de crédito agrícola que aceitou conceder um prazo de carência de 18 meses relativamente ao pagamento dos seus créditos”. 

Autor: Nuno Miguel in "Rádio Cova da Beira"

“QUERO TRAZER UNIÃO”

Rádio Cova da Beira

António Vieira Pires vai encabeçar a lista do PS à assembleia municipal de Penamacor nas eleições autárquicas do próximo dia um de Outubro. O actual presidente da unidade local de saúde de Castelo Branco decidiu aceitar o repto que lhe foi lançado por António Beites para se candidatar à presidência do órgão.

Um convite que aceitou devido às fortes ligações que tem a Penamacor, propondo-se contribuir, caso seja eleito para o cargo, para um reforço da união em todo o concelho “sempre tive uma grande ligação ao PS de Penamacor porque uma pessoa da minha família já fez parte das listas candidatas à assembleia municipal. Apercebi-.me de que havia aqui uma certa divisão e era altura de mostrar que Penamacor precisa das pessoas todas e entendo que chegou o momento de dar a cara. Casei cá, tenho cá casa, os meus filhos são daqui e sempre tive uma grande atracção por este concelho. Quero trazer uma união em que todos trabalhem por Penamacor pois somos um concelho muito antigo e não nos podemos resignar a divisões. Trazer para aqui emprego e melhorar áreas como a saúde e a educação não é possível com divisões". 
Vieira Pires acrescenta que se revê na estratégia que o actual executivo tem vindo a implementar, nomeadamente no que diz respeito à área da saúde “trabalhei muito com o presidente da câmara ao longo destes quatro anos; a tal ponto que o centro de saúde já sofreu algumas melhorias e vai agora ser completamente remodelado através de candidaturas que foram feitas ao quadro comunitário e cujo projecto já foi aprovado. Nesse contexto revejo-me porque ele me foi procurar com o objectivo de melhorar as condições de saúde para os penamacorenses. Isso agradou-me como é óbvio e a partir dai o presidente da câmara sempre foi um parceiro de que eu gosto”. 
No que diz respeito à lista da autarquia, António Beites, Manuel Joaquim e Ilidia Cruchinho continuam a ocupar os três primeiros lugares. Já em relação às juntas de freguesia, João Alves, na Meimoa, Álvaro Gil, na Benquerença, António Geraldes, em Aranhas, António Gil em Penamacor e António Pinto, na união de freguesias de Pedrógão e Bemposta, recandidatam-se a um novo mandato. As novas escolhas são André Silva para a junta de freguesia do Meimão, João Campos em Vale da Senhora da Póvoa, Silvino Veiga em Salvador e António Robalo na união de freguesias de Aldeia do Bispo, Águas e Aldeia de João Pires.

Autor: Nuno Miguel in "Rádio Cova da Beira"

segunda-feira, 17 de julho de 2017

PENAMACOR: PISCINAS ABERTAS

Rádio Cova da Beira

As piscinas descobertas do município de Penamacor já se encontram abertas e a funcionar em pleno para o público em geral.Situadas na Mata Municipal em Penamacor e Parque de Campismo do Freixial, em Aranhas, são complementadas pelas da Zonas de Lazer de Meimoa e Barragem de Meimoa.

Autor: Paulo Pinheiro in "Rádio Cova da Beira"

RECANDIDATURA APRESENTADA

Rádio Cova da Beira

António Beites acredita que os próximos quatro anos vão marcar uma viragem estratégica para o concelho de Penamacor. No jantar de apresentação da sua recandidatura, o candidato do PS afirmou que, caso seja reeleito, o próximo mandato vai ter duas fases distintas.

“Os próximos quatro anos vão marcar claramente uma viragem estratégica para o concelho. Queremos continuar, nos primeiros dois anos, a terminar as requalificações que hoje temos em curso e depois fazer uma viragem. Nos outros dois anos queremos reforçar o nosso potencial e a nossa capacidade atractiva para instalar empresas no nosso concelho, criar emprego e reforçar as condições para que as pessoas vivam em Penamacor”.

O actual autarca fez uma avaliação positiva do trabalho desenvolvido ao longo deste mandato mas sem esquecer a difícil situação financeira em que encontrou o município quando tomou posse “há muitas pessoas que ainda duvidam disto, mas a situação financeira era de tal forma delicada que nos obrigou a fazer um processo de saneamento junto do tribunal de contas. Herdámos uma dívida de 12 milhões de euros e fruto do trabalho desenvolvido neste mandato temos hoje uma dívida total consolidada de quatro milhões de euros e para além disso ainda conseguimos fazer obra em todas as freguesias do concelho”.

António Beites sustenta que apesar das dificuldades financeiras foi possível realizar obras em todas as freguesias nas vertentes do turismo, apoio social às populações, acessibilidades e requalificação urbana. Na vila vão arrancar em breve as obras de recuperação do teatro clube de Penamacor e também da zona histórica. Na criação de emprego, o autarca destaca o aumento da capacidade de exportação do concelho, bem como a ampliação da zona industrial e anuncia um novo alargamento daquele espaço “temos o projecto concluído e creio que em breve vamos receber a notícia do financiamento de um milhão de euros para o alargamento da zona industrial e ter assim mais 26 lotes disponíveis. E isso só foi possível porque em tempo útil agarrámos um processo que estava parado e que nos permitiu fazer a revisão do PDM ainda com as anteriores regras e isso hoje permite que muitas empresas do nosso concelho estarem já hoje a fazer investimentos sem qualquer constrangimento técnico e territorial”.
Para além da criação de emprego, António Beites elege como outra das prioridades a criação de condições para que mais pessoas se fixem no concelho. O candidato do PS destaca as obras para a requalificação de toda a rede de abastecimento de água e para a entrada em funcionamento, já no próximo ano lectivo, de uma escola internacional com currículo inglês. Mas também a área da saúde vai merecer uma atenção especial “temos em fase de adjudicação a requalificação integral do centro de saúde de Penamacor, onde irá nascer uma nova ala com várias valências, nomeadamente fisioterapia, cardiologia e dermatologia assim como operações gratuitas às cataratas a todos os utentes do nosso concelho”. 

O candidato do PS sustenta ainda que algumas das apostas já concretizadas, como a adesão à Naturtejo e a dinamização do “Penamacor-Vila Madeiro” são estratégicas para o futuro do concelho. Outra das prioridades vai estar assente na requalificação e ampliação do balneário termal de Águas “há quatro anos assumimos esse compromisso de honra e hoje quero-vos dizer que o projecto de requalificação e ampliação, para termos um balneário termal como muitos outros que há no país, está concluído. E já temos financiamento assegurado, através dos fundos comunitários, para lançar nos próximos tempos essa intervenção”.

Autor: Nuno Miguel in "Rádio Cova da Beira"

terça-feira, 11 de julho de 2017

Festas Populares 2017


EXPOSIÇÃO A SPRAY EM PENAMACOR

Rádio Cova da Beira

No edifício dos Paços do Concelho de Penamacor está patente ao público uma mostra de pintura a spray da autoria de Jorge Matos. A exposição pode ser visitada até 29 de Julho 2017, em horário laboral.

Autor: Paulo Pinheiro in "Rádio Cova da Beira"

CMP DEVOLVE FUNDOS DE OBRAS DO SALÃO PAROQUIAL

Rádio Cova da Beira

A Câmara municipal de Penamacor (CMP) teve que devolver 74 mil euros de uma candidatura aprovada para a realização de uma parte das obras do salão paroquial que iriam transformar o edifício, no centro da vila, no centro de congressos Ribeiro Sanches. Uma obra onde já foram investidos 800 mil euros mas ainda falta meio milhão para terminar. António Beites admite que a prioridade do município vai para a recuperação do teatro de Penamacor que deverá entrar em obra até final do ano.

“Neste momento o salão não está nas prioridades, a prioridade em termos culturais é a requalificação integral do teatro de Penamacor. O projecto está concluído, tem uma estimativa de custos global de um milhão e 300 mil euros, está incluído no PARU (Plano de Acção de Regeneração Urbana de Penamacor) que iremos candidatar este mês de Julho e iremos lançar o procedimento público para a empreitada muito brevemente também”. A prioridade vai para a recuperação do teatro de Penamacor, que já é propriedade do município e que, segundo o autarca, vai entrar em obra até final do ano.
A aguardar melhores dias, ou fundos comunitários, vai ficar o salão paroquial onde o município já investiu 800 mil euros, 200 mil dos quais já este mandato “de compromissos assumidos pelo anterior executivo” frisou o presidente da câmara de Penamacor sobre a obra que está parada há quatro anos e que esteve em construção durante 15. Feitas as contas já foram gastos 800 mil euros no salão paroquial e ainda são necessários mais 500 mil “o orçamento que hoje temos com base no estado actual do imóvel são 450 mil euros de investimento mais 50 mil na revisão do projecto à data de hoje, estamos a falar de sensivelmente meio milhão de euros”.
António Beites explicou ainda que a devolução de 74 mil euros de uma componente da obra ficou a dever-se precisamente à não conclusão dos trabalhos “em sede de auditoria não reconheceram o cumprimento rigoroso daquela candidatura, porque havia o pressuposto que o auto estivesse concluído com auto final, facto que ainda hoje não acontecesse, pelo que fomos notificados e devolvemos cerca de 74 mil euros.”

Autora: Paula Brito in "Rádio Cova da Beira"

quarta-feira, 5 de julho de 2017

AUTÁRQUICAS: ANSELMO CUNHA ESTÁ FORA

Rádio Cova da Beira

Anselmo Cunha está fora do próximo acto eleitoral no concelho de Penamacor. O presidente da assembleia municipal não se identifica com o cenário político de divisão dentro do Partido Socialista e decidiu afastar-se.

“Entendo que no quadro eleitoral que se avizinha em Penamacor eu não me revejo, não me identifico, e conclui que a melhor opção para mim era ficar de fora. Não me identifico com o cenário global a que chegou a política em Penamacor, não tenho nada a contribuir para este cenário e portanto entendi que a opção mais adequada para mim, falo em termos éticos e deontológicos, era ficar de fora”.
Anselmo Cunha agradeceu, na última assembleia municipal, a oportunidade que teve de presidir àquele órgão, onde substituiu Jorge Seguro, e no final, aos jornalistas disse que foi uma experiência de vida “ocupar um cargo destes é sempre uma experiencia de vida, não tanto pela visibilidade que tem que isso a mim não me importa, mas pela responsabilidade que se tem e as competências que são devidas ao presidente da assembleia é um cargo importante, não foi nada difícil dirigir esta assembleia que nos primeiros dois anos foram, na minha opinião, excessivamente pacíficos, e só começaram a animar nos últimos dois anos devido ao aproximar do acto eleitoral”.
Anselmo Cunha diz que não vale a pena esconder a divisão do PS nestas eleições autárquicas, e por não se identificar com este cenário, pese embora ter sido convidado por ambas as listas, decidiu ficar de fora.

Autora: Paula Brito in "Rádio Cova da Beira"

Foi um dos mais poderosos castelos beirões...

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O Castelo de Penamacor está localizado na vila, freguesia e concelho de Penamacor, no distrito de Castelo Branco. Foi construído no alto de uma rocha, entre a ribeira de Ceife e a ribeira das Taliscas, afluentes de um rio que deságua no Tejo...
Situado num cabeço rochoso, está integrado entre uma paisagem rural e a vila, terndo a torre de menagem isolada sobre grandes rochas de granito. 
À época da Reconquista cristã da península Ibérica, os domínios de Penamacor foram conquistados por D. Sancho I (1185-1211), que os doou à Ordem dos Templários, em 1189. A sua fundação remonta dessa altura, erguido sobre vestígios castrejos (anteriores à conquista romana da península Ibérica). 
Visando o seu repovoamento, uma década depois da doação (em 1199), o soberano concedeu Carta de Foral à povoação, ratificada em 1209. 
Datará possivelmente dessa época o início da edificação do castelo. Recentes pesquisas arqueológicas no Cimo da Vila, feitas em 2003, ainda não confirmam uma ocupação anterior. 
O relatório do resultado dessa campanha arqueológica refere que foram definidas “duas fases de ocupação mais significativas, com acentuadas diferenças ao nível dos respectivos materiais: uma dos séculos XIII e XIV, finalizada por destruição; outra dos séculos XV e XVI, terminada em abandono“.
Em 1262 D. Afonso III (1248-1279) ali instituiu uma feira anual. Depois, com D. Dinis (1279-1325) ergueram-se torres e extensas muralhas que cingiram a vila, enquanto com D. Fernando (1367-1383) e com D. João I (1385-1433) foram feitas novas obras nas muralhas - por causa das inovações que então surgiram na artilharia.
Já no século XVI, D. Manuel (1469-1521) adiciona-lhe a torre de vigia e mais tarde, durante a Guerra da Restauração, realizou-se o acrescento de novas muralhas, seis baluartes e três meio-baluartes.
Nesse século foi também construída a Casa da Câmara, integrada na porta de acesso à vila. Esta porta, juntamente com a imponente Torre de Menagem e algumas partes dos antigos baluartes seiscentistas são tudo o que resta daquele que já foi um dos mais poderosos castelos beirões.
Anos de abandono
A partir de meados do século XVII, no contexto da Guerra da Restauração da independência portuguesa, Penamacor voltou a ter uma importância estratégica sobre a fronteira. 
Por isso, o Conselho de Guerra de D. João IV (1640-1656) determinou a modernização e reforço das suas defesas, visando a sua adaptação aos avanços da artilharia. Poucas décadas mais tarde, em 1739, um trágico acidente fez saltar a torre de menagem, então utilizada como paiol de pólvora, destruindo-a.
O progresso urbano registado no século XIX trouxe a retirada da guarnição militar de Penamacor e as muralhas foram progressivamente sendo destruídas: as pedras foram reaproveitadas pelos habitantes da região. 
Em 1874 Baltasar Pereira da Silva pediu autorização para se desmantelar um baluarte, tendo a Câmara concedido 30 carros de bois para o transporte do material…
O abandono manteve-se até ao início da década de 40 do século XX. Uma informação datada de 1933 dá conta de que a cisterna estava entulhada pela municipalidade, subsistindo cinco portas das antigas defesas. 
Tudo mudou a partir da instalação do Museu Municipal, nas dependências dos antigos Paços do Concelho, a partir de 1943. Do conjunto restam a ‘Domus Municipalis’ e a Torre de Menagem, numa das extremidades, onde se rasga uma porta de entrada para a antiga vila. Rodeando as escarpas do castelo medieval, notam-se ainda trechos dos antigos baluartes seiscentistas.
O castelo e a fortaleza de Penamacor foram classificados como Monumento Nacional por Decreto publicado em 1973. 
Em anos mais recentes, os acessos à Torre foram melhorados com a instalação de uma escada e um miradouro no seu topo. 
O conjunto da zona histórica da vila também sofreu algumas melhorias, com a recuperação da torre do relógio e da antiga ‘Domvs Municipalis’, onde a Câmara de Penamacor instalou o seu posto de turismo.
Penamacor
Acredita-se que a primitiva ocupação humana da região onde está implantada a vila de Penamacor remonte a um castro pré-histórico. “Alguns estudiosos pretendem ser esta localidade a terra natal de Vamba, último grande rei dos Godos, que governou a península entre 672 e 682”, lê-se na informação do site da autarquia na Internet. Por ali, terão cruzado celtas e túrdulos nas suas deslocações peninsulares. 
Quando as legiões romanas chegaram, depararam com a resistência dos lusitanos, tribos aguerridas que viviam essencialmente da pastorícia. O surto de romanização deixou marcas evidentes em toda a região, facto a que não é alheia a presença de Egitânia (Idanha-a-Velha) nas proximidades, um importante aglomerado urbano, ao que se crê, de fundação do imperador romano Augusto. Durante vários séculos o território foi sucessivamente ocupado por suevos, vandalos, visigodos e muçulmanos, até que, em finais do séc. XII, D. Sancho I consolida definitivamente a sua conquista aos mouros. 
Com uma população a rondar os seis mil habitantes, o concelho tem uma densidade populacional na casa dos 11,8 habitantes por quilómetro quadrado, pouco mais de metade da média da Beira Interior Sul e muito abaixo dos índices da Região Centro e nacionais. A economia do concelho gira, em grande parte, à volta dos recursos locais, com particular destaque para a silvicultura e a pequena indústria agro-alimentar baseada no olival e na criação de gado bovino, ovino e caprino. A exploração agro-florestal e o desenvolvimento turístico, tirando partido da paisagem, da ruralidade, dos próprios recursos hídricos, são ainda setores geradores de oportunidades de crescimento económico.