segunda-feira, 8 de junho de 2009

Resultados das Eleições Europeias 2009


O nosso caro conterrâneo e amigo José Luís C. Santo enviou-nos os resultados das eleições europeias da freguesia de Pedrógão de São Pedro, que aqui partilhamos.

Eleitores: 680

Votantes: 144

BE: 6

PCP / PEV: 7

PPD/PSD: 42

MPT: 0

PPM: 1

MEP: 1

PS: 61

CDS/PP: 13

PNR: 0

MMS: 1

PCTP/MRPP:1

POUS: 3

PH: 1

História ao vivo nas ruas da vila

O dia em que Penamacor recuou 800 anos

Considerada o ponto alto das comemorações da atribuição do foral, a feira medieval juntou cerca de 500 figurantes e foi o culminar de meses de trabalho.


No passado ajudou a afastar visitas indesejadas, mas agora é chamariz para muita gente. A zona histórica de Penamacor – a que os locais chamam Cimo de Vila – entrou na máquina do tempo e ofereceu aos visitantes uma feira medieval a preceito. As boas vindas foram dadas por cerca de meio milhar de figurantes, a maioria dos quais gente da terra. Depois de meses de preparação tinha chegado a hora de vestir os fatos e assumir os personagens da época.
Ilídia Cruchinho não foi excepção. A vereadora da Câmara Municipal de Penamacor integrou o cortejo como figurante, naquele que era desde o inicio o ponto alto das comemorações dos 800 anos da atribuição do foral de D. Sancho I a Penamacor.
A satisfação que demonstrou está relacionada não apenas com o que foi visível no último domingo, mas também com o que aconteceu nos meses anteriores. A feira, diz a autarca, “resulta de facto num cenário de envolvimento total”. Alunos, professores, auxiliares educativos, pais, funcionários da autarquia, associações e muitos outros ajudaram a pôr de pé a festa, que foi das primeiras horas da manhã ao fim do dia.
Sem essa participação as coisas seriam bem diferentes, acredita. “Caso não fosse assim é óbvio que nos restringíamos a meia dúzia de figurantes de fora e nós queremos efectivamente que haja uma participação muito directa das pessoas que vivem neste concelho”. A vereadora realça o envolvimento da Escola Ribeiro Sanches “que conseguiu envolver a comunidade escolar que está aqui e está de parabéns”.
A feira medieval começou com a Igreja Matriz cheia para uma missa dominical. Depois os figurantes rumaram até aos Paços do Concelho para uma primeira leitura do foral, antes da subida em cortejo até ao Cimo de Vila. Foi já à sombra da muralha e do pelourinho que se procedeu a nova leitura, acompanhada com danças e saltimbancos.
Para lá dos muros foram montadas as tendas, com gastronomia e artesanato. A feira atraiu muita gente, em especial os espanhóis, que se faziam notar entre os visitantes.
As comemorações dos 800 anos continuam até final do ano com os ciclos de conferências, a abertura do núcleo museológico da aldeia de Bemposta e a edição de livros sobre a história do concelho. A 19 de Setembro vai ser apresentado um concerto que está a ser preparado pela Academia de Música e Dança do Fundão “e que é especificamente sobre os 800 anos”, revela Ilídia Cruchinho. O trabalho envolve alunos de Penamacor, onde a academia tem um pólo de ensino de música.
Autor: José Furtado in jornal A Reconquista

Resultados Eleitorais no Distrito

O Partido Social Democrata é o grande vencedor das Eleições Europeias no distrito de Castelo Branco.
Os sociais-democratas alcançaram 32,8 por cento dos votos contra os 30,38 por cento do Partido Socialista.
O PS sofre uma descida de quase 20 por cento em relação às Europeias de 2004, em que alcançou os 51,28 por cento.
O PSD sobe ligeiramente, tendo alcançado em 2004 os 32,12 por cento, embora em coligação com o CDS-PP.
A terceira força política nesta Europeias é o Bloco de Esquerda, que alcança 9,86 por cento dos votos, triplicando a votação de há cinco anos.
A CDU também sobe, dos 4,96 por cento de 2004 para 7,32 por cento.
O CDS-PP alcança nesta eleições 7,07 por cento.
In jornal A Reconquista

sexta-feira, 5 de junho de 2009

SIM, É VIÁVEL!

O Concelho de Penamacor vive este ano um dos momentos mais altos da sua história recente: a comemoração dos 800 anos da atribuição do Foral pelo Rei D. Sancho I. E no passado Domingo com o cortejo e a feira medieval, foram envolvidas milhares de pessoas num intenso convívio pedagógico com a história.
Alexandre Herculano enalteceu os forais como padrões de liberdade popular. De facto, foi enorme e decisiva a importância de tais cartas de autonomia no ordenamento do território, na regulação dos direitos e deveres das notáveis e históricas vilas do nosso país. Os forais, representaram as traves mestras de uma nova articulação dos poderes, aliança entre o rei e as classes mais obreiras e produtivas, impondo limitações às classes mais privilegiadas, o clero e a nobreza. Constituíram, assim, a base de uma governação mais participada e democrática, tendo representado um grande progresso na altura, o que permitiu consolidar as estruturas administrativas enquanto país com objectivos e um destino comum.
Borges Coelho salientou que o foral, ao estabelecer um estatuto fiscal e jurídico, reforçou e consolidou a comunidade local. O Concelho não é criado pela carta de foral, antes é por ela reconhecido e validado, reforçando a personalidade jurídica a forma de organização da base social e económica já existente. Foi assim com Penamacor e com muitos outros forais com um sentido e estratégia de reforçar o povoamento e a defesa das terras, quer pela sua importância política e económica, quer pela sua relevância em termos de estratégia de defesa, especialmente na linha de fronteira.
O Concelho de Penamacor hoje, reduzido a pouco mais de seis mil habitantes, terá viabilidade? Não terá sido muito divulgado mas, nos gabinetes do poder central, começou a ser questionada a viabilidade dos pequenos concelhos do interior. Que têm poucos recursos e cada vez menos pessoas. Tais políticos ou jovens tecnocratas evidenciam uma mentalidade economicista, insensível à história e cultura, desenraizada das realidades regionais e locais do país real.
A evolução da população de um certo território tem causas muito diversas originadas no próprio território e, até, muito longe, quer radicadas nas políticas do poder central (ou na ausência delas), quer da evolução do mundo (a Europa no pós 2ª guerra mundial).
O que eram os nossos territórios do interior há seis ou sete décadas? O Concelho de Penamacor tinha o triplo da população em ambiente rural fechado, com miséria nos campos e nas aldeias, sem infra estruturas nem qualidade de vida. Dado que a taxa de mortalidade infantil nos primeiros anos de vida atingia os 50%, era um mal necessário gerar muitos filhos e lançá-los nas difíceis condições de sobrevivência. Assim, a atracção da Europa carente de mão-de-obra para a reconstrução do pós-guerra e a miséria dos campos, foram as duas faces da moeda da emigração explosiva nos anos cinquenta e sessenta do século passado.
A diminuição do número de pessoas pode contribuir para um melhor ordenamento do território e mais dignas condições de vida desde que não atinja valores tão baixos que represente desertificação e a morte social das nossas terras. É, de facto um risco que tem de interpelar e ser combatido pelo país como um todo.
Nas últimas décadas, quer pela menor pressão da população, quer pelas obras de infra estruturas e evolução positiva dos apoios na saúde e na rede escolar, salientando-se ainda a animação produtiva e cultural da parte das autarquias, operou-se uma profunda melhoria das condições de vida. E Penamacor é exemplo dessa transformação profunda e de um espírito aberto de participação e celebração da história.
Quando as Instituições colaboram entre si e se mobilizam centenas de participantes no Cortejo histórico, é toda a Comunidade que sai reforçada. A autarquia, a comunidade escolar e as colectividades responderam, afirmando que o concelho é viável. Quando jovens, homens e mulheres dão as mãos e colaboram pondo de pé um evento tão grandioso e com entusiasmo, sim, o concelho é viável. Quando nos jogos florais agora realizados, se registou uma participação relevante, é a juventude que responde: sim, o concelho é viável! Quando a várias dezenas de Colectividades desportivas, recreativas e culturais e assistenciais se assumem como bandeiras de valorização das pessoas e dos nossos produtos, ligando os residentes com os muitos milhares de naturais que fazem a sua vida fora do concelho, afirmam: sim, o concelho é viável! Os decisores políticos que tenham ouvidos, que ouçam! Que venham ver e entender com os seus próprios olhos.

Escola promove ‘marcha do coração’

No dia 23 de Maio, realizou-se pela 1.ª vez “A Marcha pelo Coração” na aldeia de Pedrógão de S. Pedro do concelho de Penamacor.
Este evento foi uma iniciativa da professora e alunos da EB1 de Pedrógão de S. Pedro, do Agrupamento de Escolas Ribeiro Sanches, em colaboração com os encarregados de educação. Pela primeira vez a aldeia de Pedrógão viveu um dia diferente marchando pelo bem do “Coração”.
A Junta de Freguesia para além de ter apoiado esta iniciativa, ofereceu t-shirt, bonés e o lanche a todos os participantes.
O percurso foi estudado ao pormenor com a ajuda dos pais. Assim, durante cerca de uma hora e meia, mais de meia centena de marchantes caminharam pela aldeia e arredores, podendo neste percurso beneficiar de ar puro e ainda observar a beleza das fontes romanas, Fonte da Prata e Fonte do Sabarnel.
Terminado o percurso e já no pátio da escola, os pais preparam o lanche reconfortante com sandes, águas, sumos e muita fruta. Esta pequena pausa serviu para recompor forças e poderem ainda continuara a participar nas actividades programadas.
Fizeram-se jogos tradicionais, envolvendo pais e filhos e por fim os alunos cantaram e fizeram uma coreografia munidos de uma mascote: o "Coração Marchante".
Foi na verdade uma manhã de sábado muito agradável que decorreu num ambiente de muita harmonia e bem-estar.
In jornal A Reconquista

terça-feira, 2 de junho de 2009

Meia centena de bombeiros no combate a chamas em Penamacor

Cerca de 75 bombeiros combatem, desde as 13 horas de hoje (1 de Junho), um incêndio em zona de pinhal na localidade de Águas, concelho de Penamacor, distrito de Castelo Branco, anunciou a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC). Hora e meia depois do início do incêndio foi pedida a colaboração de um helicóptero bombardeiro pesado Kamov, de acordo com a mesma fonte, que indica que as chamas ainda não estão circunscritas.
No local encontram-se 64 bombeiros voluntários e dez elementos da Força Especial de Bombeiros.

In Jornal do Fundão

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Lince incerto na Serra da Malcata


A reintrodução do lince na Serra da Malcata é ainda uma incógnita, apesar de nos próximos meses estar prevista a chegada a Portugal de alguns destes animais, provenientes do parque de Doñana, em Espanha. O destino inicial é o Algarve, onde o ministro do Ambiente inaugurou na passada semana o Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Ultrapassada a barreira das 10.000 visitas

Foi em Setembro de 2007, mais concretamente no dia 19, que inaugurámos este espaço cujo objectivo passa tão simplesmente por levar um pouco da nossa terra a todos os conterrâneos que se encontram espalhados um pouco por todo o lado e divulgá-la àqueles que, não a conhecendo, poderão um dia querer visitá-la.
Pouco mais de um ano e meio depois, sentimo-nos gratos e realizados não só por termos alcançado este número de visitas mas também pelas opiniões positivas e colaborações que temos tido.
Esperamos continuar por cá durante muito tempo e estarmos à altura da responsabilidade de defender o bom nome de Pedrógão de S. Pedro.
A todos os que até à data nos visitaram, e que com certeza continuarão a visitar, e a todos os que de alguma forma contribuem para que este espaço se mantenha, o nosso grande e sentido BEM HAJA.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Feira Medieval

A Câmara Municipal de Penamacor e o Agrupamento de Escolas Ribeiro Sanches vão organizar no dia 31 de Maio uma recriação histórica de ambiente medieval na vila de Penamacor, no âmbito das comemorações dos 800 Anos da atribuição do foral ao concelho.
A jornada, que começa logo pelas 10 da manhã com a celebração da missa na igreja de Santiago, seguida do cortejo em direcção ao Castelo, tem como pano de fundo um dia de feira, por onde circulam damas e cavaleiros, artesãos, mendigos, músicos, duendes, bruxos, homens de Deus, sábios e alquimistas; onde se pode apreciar e comprar artesanato medieval e saborear ementas de tradição ancestral; e também assistir à venda dos escravos, ao juízo dos condenados e ao temível assalto ao castelo. Com o cair da noite e o acender das tochas fica criado o cenário perfeito para a música, a dança e as artes do fogo.
A iniciativa conta, sobretudo, com a participação dos alunos da Escola Ribeiro Sanches, mas também com dezenas de artesãos e figurantes populares, associações do concelho, actores, ginastas, músicos, etc., etc.


Licenciamento é obrigatório

Recursos hídricos registados “à lupa”



O prazo foi alargado, mas as coimas são muito pesadas para quem não proceder ao licenciamento dos recursos hídricos, uma medida que, para muitos, apenas vem anteceder a criação de mais um imposto.


Os proprietários de poços, noras, furos, minas, charcos, barragens ou açudes, para consumo humano, rega ou actividade industrial, têm obrigatoriamente de proceder ao respectivo registo, um período de licenciamento que decorre até 31 de Maio de 2010. A mesma regularização deve ser feita em relação às fossas sépticas.
Apesar das filas à porta dos serviços competentes e da falta de informação, os proprietários ou arrendatários de recursos hídricos ainda têm um ano para regularizar estas situações. Refira-se, contudo, que os proprietários de furos cujos alvarás ainda estão em vigor, só deverão preocupar-se em revalidar esta autorização quando a sua data expirar.
O tema forte dos últimos dias tem sido aquilo a que popularmente já se chama “lei dos poços”, que, para muitos é vista como “um mau presságio, vindo apenas a anteceder a criação de mais um imposto”.
Reconquista foi saber o que diz a lei e o que é preciso fazer para licenciar estes recursos.
A imposição deste licenciamento parte do Decreto-Lei nº 226A/2007, de 31 de Maio, a Lei da Água, que transpõe para o direito nacional a Directiva nº 2000/60/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de Outubro. A Lei da Água define que “todos os proprietários e arrendatários de utilizações dos recursos hídricos, que à data da entrada deste decreto-lei não disponham de título que permita essa utilização, têm que pedir as devidas autorizações. O pedido é obrigatório”.
A lei está em vigor há dois anos, mas a sua fraca divulgação e o seu total desconhecimento por parte da população, levou a que o prazo destes licenciamentos fosse prorrogado por mais um ano, o que o Conselho de Ministros justifica com “o facto das Administrações de Região Hidrográfica terem entrado em funções em Outubro de 2008, o que não permitiu desenvolver ainda uma campanha alargada de divulgação dessa obrigação, de forma a assegurar o maior número possível de adesões, permitindo, assim, atingir o objectivo de dispor de um inventário tão completo quanto possível das utilizações dos recursos hídricos e diminuindo o risco de sanções sobre os utilizadores não titulados”.
O objectivo é “fazer uma espécie de mapa de todos os recursos hídricos que existem no país”, desde “poços, noras, furos, minas, charcas, barragens, açudes ou descargas de águas residuais, assim como as fossas. Tudo tem de estar registado”. A Directiva Europeia estabelece também que, “Portugal tem que fazer uma lista de tudo o que existe debaixo da terra e a forma como esses recursos hídricos estão a ser utilizados”.
O processo de licenciamento é gratuito e, segundo os serviços, bastante simplificado, resumindo-se a um requerimento, se bem que junto devem constar as características da captação, localização, exploração e o relatório de peritagem técnica da captação, efectuada por um técnico com formação na área da hidrogeologia (no caso de se tratarem de captações posteriores a 2007).
Após apreciação, será emitido o respectivo título de acordo com a legislação (Licença ou Autorização), pelos serviços da Administração da Região Hidrográfica do Tejo, IP (ARH do Tejo), que tem sob a sua jurisdição também o distrito de Castelo Branco.
Se chegados a Maio de 2010 e ainda houver situações por regularizar, os seus proprietários incorrem numa contra-ordenação muito grave, sendo que a coima para particulares pode ir de 25 mil a 37.500 euros e, no caso de pessoas colectivas, de 60 mil a 2,5 milhões de euros.
Autora: Lídia Barata in jornal A Reconquista

Colégio renasce na internet


Encontro é objectivo dos promotores


Oito ano depois de fechar portas o Externato de Nossa Senhora do Incenso volta a reunir quem por lá passou.


Um grupo de antigos alunos do colégio de Penamacor está a reunir fotografias, documentos e outras informações para contar a história deste estabelecimento de ensino que marcou várias gerações de penamacorenses e não só.
O blogue http://www.alunos-ensi.blogspot.com/ nasceu em Fevereiro deste ano, depois de Daniel Lopes e Nuno Fonseca trocarem dois dedos de conversa pelo Messenger, o sistema de troca de mensagens escritas através da internet. Os dois amigos e antigos colegas de carteira estão agora separados por milhares de quilómetros. Daniel vive em Castelo Branco e Nuno Fonseca está em Fortaleza, no Brasil. Diogo Gaspar juntou-se ao projecto e o espólio de memórias tem crescido ao ritmo diário, graças também à colaboração de Manuela Martins, antiga secretária do colégio. Mas Daniel Lopes tem a noção que há muito material que se encontra disperso, nomeadamente em colecções pessoais. E por isso o blogue está aberto à contribuição de todos os que por lá passaram.
O projecto não se esgota na internet e já se fala num encontro de antigos alunos, à semelhança das chamadas romagens da saudade que têm sido notícia em Castelo Branco.
Uma ideia que Francisco Ribeiro, proprietário do Externato de Nossa Senhora do Incenso, vê com bons olhos. Contactado pelo Reconquista, o professor recorda que nos anos 90 chegou a ser organizado um encontro de antigo alunos, mas não teve seguimento. Os anos que dedicou ao colégio foram tantos que deu aulas a pais de jovens que também foram seus alunos.
Não terá sido o caso de Maria de Lurdes Lopes, que ainda assim esteve 12 anos na escola. A professora Milú, como ainda é conhecida, veio directamente de Lisboa e durante anos fez a viagem entre Castelo Branco - onde hoje dá aulas – e a vila raiana. Os 100 quilómetros diários eram feitos na companhia de outras professoras que viviam na cidade. Ainda hoje mantém muitas amizades e confessa a alegria de encontrar antigos alunos. “Foi muito enriquecedor principalmente do ponto de vista humano”.O colégio nasceu a meio da década de 1950 em frente à Casa do Povo, num espaço hoje ocupado por um prédio de habitação. A partir de 1961 ocupa o edifício junto ao Bairro 1.º de Maio, que foi ampliado na década de 1990. A escola fechou portas em 2001 e nos últimos anos tem sido a casa do arquivo municipal e da escola de música, entre outros.

Autor: José Furtado in jornal A Reconquista

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Judiciária apreende computador na Câmara de Penamacor

Presidente diz desconhecer conteúdo
A Polícia Judiciária (PJ) apreendeu um computador e ouviu funcionários da Câmara de Penamacor na sequência de denúncias contra a autarquia, anunciou esta quarta-feira o presidente do município, Domingos Torrão (PS).
O autarca respondeu a questões colocadas pelos vereadores da oposição durante a reunião pública do executivo, mas sem adiantar pormenores sobre as diligências da PJ, nem sobre as matérias em causa.
Segundo Domingos Torrão, a Judiciária está a averiguar assuntos anteriores a Janeiro de 2002, o que abrange a época em que foi vice-presidente da autarquia, antes dos dois mandatos que viria a liderar.
Questionado pela Agência Lusa, o autarca recusou-se a adiantar mais pormenores.
“Não fui ouvido, nem ninguém do executivo”, referiu.
“Perguntaram-me apenas se queria colaborar, respondi que estamos de portas abertas”, sublinhou, referindo que na quinta-feira houve funcionários da autarquia ouvidos pela PJ no posto da GNR.
Entre as diligências efectuadas, os quatro elementos da Judiciária apreenderam “um computador”.
“Não sei o que lá estava”, referiu o presidente do município.
Durante a reunião do executivo, Domingos Torrão referiu que a acção da PJ teve por base “exactamente o mesmo que se tem passado nos últimos anos: denúncias anónimas”.
Domingos Torrão aludiu a correspondência “para a Inspecção-Geral de Administração Local (IGAL), Procuradoria e Polícia Judiciária feita ao longo dos anos” e que também já levou a IGAL à autarquia.
“Ainda bem que a IGAL já esteve, fez um relatório, exercemos o contraditório e aguardamos agora o relatório final”, referiu.
“Continuamos disponíveis para colaborar com todas as entidades, sejam elas quais forem”.
“Aguardamos serenamente que tudo isto chegue ao fim”, concluiu.

Lusa
Mais informação esta quinta-feira no Reconquista
In jornal A Reconquista

terça-feira, 19 de maio de 2009

Ex-Quartel de Penamacor recuperado


O exterior e parte da antiga Companhia Disciplinar e Convento de Santo Estevão, um dos edifícios mais conhecidos de Penamacor, foram remodelados por completo. A ampliação do Museu Municipal é o próximo passo.As obras foram inauguradas nos 35 anos do 25 de Abril.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

PENAMACOR ATRIBUI SUBSÍDIOS DESDE O PRÉ-ESCOLAR AO ENSINO UNIVERSITÁRIO

Ninguém fica por estudar por falta de apoios

Penamacor é dos poucos concelhos que atribui bolsas de estudo para jovens carenciados que frequentem o Ensino Superior. O valor do apoio pode chegar aos 120 euros mensais.
O Concelho de Penamacor está dotado de um Agrupamento de Escolas, denominado Ribeiro Sanches, que envolve todos os ciclos de Ensino, desde o pré-escolar até ao ensino secundário (1º ciclo, 2 e 3º ciclo e secundário).
A vila tem ainda um jardim-de-infância particular, gerido pela Santa Casa da Misericórdia. Os restantes nove jardins-de-infância do município, com cerca de 80 crianças, localizam-se nas Águas, Aldeia do Bispo, Benquerença, Meimão, Meimoa, Penamacor, Salvador e Vale da Senhora da Póvoa. As escolas do 1º ciclo, com cerca de 180 crianças ao todo, funcionam na Benquerença, Aldeia do Bispo, Penamacor, Águas, Pedrógão de São Pedro e Salvador.
Os restantes ciclos de ensino operam na sede do Agrupamento de Escolas, em Penamacor. Para o pré-escolar e 1º ciclo, ciclos sobre os quais a Câmara tem maiores competências atribuídas, são fornecidos apoios às famílias. A autarquia assegura gratuitamente o prolongamento de horário das instituições escolares, das 15h30 às 17h30, assim como assegura gratuitamente o fornecimento das refeições e transportes escolares, para as crianças deslocadas e outras com necessidades económicas.

CINCO CANDIDATOS

O conselho geral da escola EB 2,3 com secundário Ribeiro Sanches, em Penamacor, admitiu as cinco candidaturas para o cargo de director do agrupamento de escolas daquele concelho.

São cinco os candidatos: Fernando Manuel Ferreira Catarino (natural de Penamacor, não exerce docência no concelho), João José da Silva Cunha (já integrou o conselho executivo da escola), Jorge Manuel Clemente Cameira (é membro da actual equipa directiva do agrupamento), Jorge Manuel Paiva Seabra (docente de uma escola na Covilhã) e Maria Helena da Conceição Robalo Ribeiro Pinto (actual presidente do conselho executivo do agrupamento de escolas Ribeiro Sanches).
Não houve candidatos excluídos. Cada um dos candidatos concorrentes é convocado para uma entrevista. Depois deste procedimento, o conselho geral, liderado por Carlos Manuel Caldeira Boucho, escolhe, por votação, o director do agrupamento.

Autor: Paulo Pinheiro in Rádio Cova da Beira