quinta-feira, 22 de abril de 2010

Pedrógão está fora da corrida ao título distrital

Estão reduzidos a dois os candidatos de direito ao campeonato distrital de Castelo Branco. A 7ª jornada da fase final afastou da corrida o Pedrógão, vencedor da fase regular. Duas derrotas consecutivas “derramam” as pretensões da equipa de Alexandre Gaspar, que tentava neste domingo relançar a candidatura.

Ao perder no Tenente Manuel Morais com o Atalaia (2-3), num jogo em que ainda conseguiu recuperar de uma desvantagem de dois golos, o Pedrógão despediu-se do sonho. Por outro lado, a equipa de Joca, com Bruno Correia de pé quente (fez dois golos em Pedrógão), reforçou as suas aspirações. Depois da visita da próxima jornada a Oleiros, receberá no seu reduto o Águias do Moradal.

Águias do Moradal que permanece como o finalista mais efectivo até ao momento. Em sete jogos apenas cedeu um empate (0-0), em Cernache do Bonjardim. Aproveitou agora a visita dos vitorianos, para cobrar com juros a cedência da 1ª volta (4-1). Os estreitenses só não contariam mesmo que o Atalaia trouxesse os três pontos de Pedrógão. Terão que fazer o mesmo no próximo domingo, sendo que um empate poderá quase valer o mesmo. Expliquemos: de uma forma ou de outra, se não houver surpresas, o título passará por um empate na Atalaia, à 9ª jornada.

E atenção: o Atalaia fechará o campeonato em Cernache, onde já perdeu esta época…

Autor: Artur Jorge in jornal "A Reconquista"

INAUGURAÇÃO PARA BREVE

Nova mini-hídrica do concelho de Penamacor deve ser inaugurada até ao inicio do verão. O anúncio feito pelo presidente da autarquia durante a sessão temática da assembleia municipal subordinada à temática das energias renováveis.


Domingos Torrão garante que "esta estrutura vai permitir aumentar a capacidade de produção de energia eléctrica que o nosso concelho já tem e naturalmente que nós, em conjunto com a câmara do Sabugal, vamos lutar pela defesa dos nossos direitos para que existam contrapartidas justas para os 2 municípios".
Para além do aumento da produção de energia, Domingos Torrão acrescenta que "já está em fase final de licenciamento a construção da segunda sub-estação da Benquerença, por parte do grupo EDP e que vai permitir colocar toda a energia que produzimos na rede através do ponto de ligação que já está construído na freguesia do Ferro".
Um projecto que o autarca Penamacorense espera ver totalmente concluído durante o ano 2011.


Autor: Nuno Miguel in "Rádio Cova da Beira"

terça-feira, 20 de abril de 2010

Central de Biomassa da Covilhã em 2011

É uma garantia do Director Geral de Energia, sobre uma obra que não acompanhou o calendário seguido para os investimentos idênticos, programados para Belmonte e para a Sertã.Segundo José Perdigoto, a central de biomassa da Covilhã “foi adjudicada mais tarde que as outras que foram adjudicadas em Setembro de 2009, mas quando o contrato de concessão for assinado, estarão reunidas as condições para iniciar a obra” que ajudará a concretizar a meta do governo quando fixou em 250 MW a produção de biomassa em Portugal.

Pode estar para breve a assinatura do contrato de concessão da central de biomassa da Covilhã, anunciou em Penamacor o Director Geral de Energia. José Perdigoto, explicou que os atrasos na concessão da central de biomassa da Covilhã têm a ver com a dimensão da obra se comparada com as estruturas previstas também para Belmonte e para a Sertã., Segundo José Perdigoto, a central de biomassa da Covilhã “foi adjudicada mais tarde que as outras que foram adjudicadas em Setembro de 2009, mas quando o contrato de concessão for assinado, estarão reunidas as condições para iniciar a obra” que ajudará a concretizar a meta do governo quando fixou em 250 MW a produção de biomassa em Portugal.
À margem de uma conferência sobre energia e que foi organizada pela Assembleia Municipal de Penamacor, o Director Geral de Energia, falou ainda sobre o processo de licenciamento das Termas de Águas, no concelho de Penamacor. José Perdigoto, afirmou que o “processo de concessão e respectiva legalização estão em apreciação, depois de terem sido complementados alguns requisitos”.
O Director geral de energia esteve no Meimão numa sessão pedagógica sobre as energias renováveis, custos e mais valias. Um encontro onde também se falou de energia nuclear, tendo José Perdigoto afirmado que a energia nuclear não é uma opção para os próximos anos, mas que deve ser debatido sem tabus pois “dentro de 20 ou 30 anos há-de ser uma opção”.
"Se o país avançar com uma central nuclear o prazo mais curto seria 2025", disse José Perdigoto, para quem o nuclear não tem capacidade para resolver as necessidades energéticas do país para os próximos anos.
Além da demora na construção de uma central, aquele responsável diz que é preciso fazer um grande investimento na construção e posteriormente no seu desmantelamento, já que o mesmo, obriga a encontrar soluções para os resíduos nucleares que resultam do seu funcionamento.
Ficheiro aúdio:

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Penamacor

Director de Energia diz que nuclear não é opção nos próximos anos
O director geral de Energia afirmou sexta-feira na freguesia de Meimão, concelho de Penamacor, que a energia nuclear não é uma opção para os próximos anos, entre outros argumentos pelo tempo que demora a construir uma central.
"Se o país avançar com uma central nuclear o prazo mais curto seria 2025", disse esta noite José Perdigoto, para quem o nuclear não tem capacidade para resolver as necessidades energéticas do país para os próximos anos.
Além da demora na construção de uma central, aquele responsável diz que é preciso fazer um grande investimento na construção mas também posteriormente no seu desmantelamento, já que este obriga a encontrar soluções para os resíduos nucleares que resultam do seu funcionamento.
Essa é na sua opinião uma das razões que levam alguns países com centrais nucleares a prolongarem a vida destes equipamentos.
Para José Perdigoto o país também não tem recursos nem tecnologias para alimentar uma central nuclear e sendo assim pergunta onde estão as vantagens em avançar com esta opção.
Mesmo assim entende que o tema do nuclear deve ser debatido sem tabus e até assume que dentro de 20 ou 30 anos “há-de ser uma opção”.
O director geral de Energia esteve na freguesia de Meimão, concelho de Penamacor, a convite da assembleia municipal, que organizou uma sessão temática dedicada ao tema da energia.
José Perdigoto é natural do concelho de Idanha-a-Nova.

MAIS INFORMAÇÃO NA PRÓXIMA EDIÇÃO DO RECONQUISTA



Autor: José Furtado in jornal "A Reconquista"

DISTRITAL DE CASTELO BRANCO

Agora sim, são só dois os clubes que podem chegar à conquista do título de campeão distrital. A derrota do Pedrógão, em casa, ante a Atalaia do Campo, arredou a equipa do concelho de Penamacor da luta pelo título. Nessa luta continuam Águias do Moradal, que manteve a liderança e a própria Atalaia.

O Águias do Moradal não tinha a tarefa nada facilitada na recepção ao Vitória de Sernache, porém, os homens do Estreito, sabendo das dificuldades por que podiam passar, tentaram e conseguiram resolver cedo a contenda a seu favor, com dois golos nos primeiros 20 minutos do encontro. Esteves foi o marcador de serviço, marcando os dois golos que deram uma tranquilidade muito importante para o que restava do encontro, nem mesmo quando Santolini apontou o golo do Vitória, aos 24 minutos, tirou o discernimento aos comandados de António Belo. Tanto assim foi que quatro minutos volvido a reposição de dois golos de vantagem aconteceu com alguma naturalidade, num golo apontado por Bruno Vieira. Foi com 3-1 que se chegou ao intervalo. Na segunda parte a equipa do Estreito marcou mais um golo, conseguindo mais uma goleada nesta caminhada pela conquista do título e o Águias do Moradal lá se mantêm na liderança do campeonato quando ficam apenas três jornadas para serem jogadas.
Quem também esteve imparável no início do encontro foi a Atalaia do Campo em Pedrógão de S. Pedro. A equipa de Joca começou o encontro praticamente a vencer, com um golo de Bruno Correia apontado aos 4 minutos do encontro e como se isso não bastasse, André Cunha, poucos minutos volvidos, colocou o resultado em 0-2, favorável à equipa do concelho do Fundão. Quando o Pedrógão acordou para o jogo, para lá dos 25 minutos, conseguiu relançar a partida, com um golo apontado por David. Na segunda parte a equipa de Xana manteve as boas intenções de virar o jogo a seu favor e teve, através do mesmo jogador, a possibilidade de o conseguir, quando, aos 57 minutos igualou a contenda, só que nos minutos que se seguiram a equipa de Joca agigantou-se e, sobre o minuto 80, iria conseguir o tento que lhe deu a conquista dos três pontos. Foi de novo Bruno Correia que a passe de Ucha finalizou com êxito e, desse modo, manteve a sua equipa colada ao Águias do Moradal na luta pela conquista do título de campeão distrital.
No Municipal do Fundão, num jogo sem objectivos, para além daqueles que resultam da conquista de mais uma vitória, encontraram-se Desportiva do Fundão e Oleiros. A vitória sorriu à equipa fundanense porque foi melhor durante mais tempo e porque concretizou três das oportunidades que criou. Abriu o activo, aos 17’, através de um auto-golo de Esquiva, na sequência de um livre apontado na esquerda por Ricardo Morais, marcou o segundo, aos 64, por Ricardo Morais, depois de bom trabalho de Chiquinho na direita e marcou o terceiro, por Petrolina, aos 82. O Oleiros marcou o seu golo aos 66, reduzindo, na altura, para 2-1, num golo de Ludovico, na conversão de uma grande penalidade a castigar uma falta que Fiúza cometeu dentro da sua área. Foi um jogo sem grandes atractivos e que teve um vencedor justo.
O Águias do Moradal mantém-se líder, com 43 pontos, seguido da Atalaia do Campo com 41, Pedrógão 34, Sernache 31, Fundão 27 e Oleiros 18. As equipa que ficaram fora da corrida serão aquelas que podem definir o campeão distrital, a próxima jornada é uma daquelas que pode contribuir para essa decisão. O Águias do Moradal joga em Pedrógão, a Atalaia vai até Oleiros e no jogo que nada vai definir, encontram-se Sernache o AD Fundão.

Fase de apuramento de finalista da Taça de Honra
As duas equipa que lutam por estarem na final da Taça José Farromba venceram as suas partidas e mantiveram acesa a luta pelo principal objectivo desta competição.
O Teixosense desenvencilhou-se do Valverde, com uma vitória por 2-1 e o Proença foi à Lardosa vencer, por 0-1. No outro encontro desta prova o Vilarregense e o Unhais da Serra dividiram os pontos mercê do empate a dois golos.
Teixosense e Proença têm 32 pontos, o Valverde 24, Vilarregense 15, Lardosa 9 e Unhais da Serra 5. Na próxima jornada jogam Valverde – Vilarregense, Lardosa – Teixosense e Unhais da Serra – Proença.

Autor: José Joaquim Ribeiro in "Rádio Cova da Beira"

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Igreja de Pedrógão com novos vitrais


A Igreja Matriz de Pedrógão de S. Pedro tem novos vitrais, que foram apresentados aos paroquianos desta freguesia do concelho de Penamacor no Domingo de Páscoa.

Os cinco painéis foram elaborados por Alzira Caria, com o apoio de António Figueiredo, ambos filhos da terra. Contaram ainda com o apoio do pároco da freguesia, o Padre Tarcísio da Cruz Duarte.

Os painéis representam a Sagrada Família, Maria e S. Pedro, o padroeiro da aldeia. Os restantes painéis têm motivos florais e ao todo representam quatro meses de trabalho.

Alzira Caria nasceu na freguesia em 1936 e poderá não ficar por aqui no embelezamento da igreja da sua aldeia, já que se fala na colocação de um novo painel na zona do coro, dedicado ao Espírito Santo.

In jornal "A Reconquista"

Reunião no Meimão

Director-geral de Energia na assembleia de Penamacor

O director-geral de Energia, José Perdigoto, é o convidado da segunda reunião temática da Assembleia Municipal de Penamacor, que depois do tema do desenvolvimento rural vai debater as questões da energia.

A primeira reunião temática teve lugar em Fevereiro, cumprindo assim a proposta apresentada pelo presidente Jorge Seguro durante a campanha eleitoral das autárquicas. Esta é também a primeira sessão do género fora da sede de concelho, tendo sido escolhida a aldeia de Meimão. Os trabalhos começam às 19 horas da próxima sexta-feira, dia 16, no edifício da junta de freguesia.

O Meimão é uma das freguesias com potencial para as energias renováveis, acolhendo a produção de energia eólica e a barragem de Meimoa, que vai produzir energia eléctrica.

In jornal "A Reconquista"

Tribunal de Penamacor

Padrasto na cadeia e enteado com multa


O Tribunal de Penamacor tornou pública quinta-feira, dia 8 de Abril, a decisão de condenar a seis anos e meio de prisão o homem de 33 anos que, em Julho de 2009, esfaqueou o enteado de 22, por este alegadamente ter pegado no irmão ao colo, um bebé na altura com nove meses. O julgamento, perante um tribunal colectivo, teve uma sessão única a 6 de Abril.

No mesmo processo, a vítima, motorista de profissão, era também arguida, acusada de detenção de arma proibida, por ter na sua posse, na altura do crime, um bastão extensível, tendo sido condenada ao pagamento de uma multa.

Recorde-se que o autor da agressão, trabalhador da construção civil, que na altura residia com a mãe da vítima e o bebé de ambos, em Pedrógão de São Pedro, concelho de Penamacor, vinha acusado pelo Ministério Público de homicídio qualificado na forma tentada, tendo aguardado julgamento em prisão domiciliária, vigiado por pulseira electrónica.

Segundo a acusação, tudo aconteceu em casa onde viviam, quando o bebé começou a chorar. O arguido, exaltado por o enteado o ter pegado no filho ao colo, desferiu-lhe um golpe no tronco com uma faca de cozinha que o deixou inanimado, relatando a acusação que os ferimentos foram graves, ao ponto do enteado ter sido submetido a uma cirurgia e seguido depois nos cuidados intensivos, por ter “corrido perigo de vida”.

Autora: Lídia Barata in jornal "A Reconquista"

ROMARIAS DECORREM NA PRÓXIMA SEMANA

Senhora do Bom Sucesso em Penamacor e do Almortão em Idanha
No próximo domingo e segunda-feira, Penamacor e Idanha-a-Nova, respectivamente, vão estar em festa. Tudo devido às tradicionais romarias que decorrem no período posterior à Páscoa.

Em Penamacor celebra-se a Senhora do Bom Sucesso, sendo que em Idanha-a-Nova a Senhora do Almortão é enfatizada pelos populares que, ainda nos dias de hoje, não deixam morrer esta evocação tradicional.
Ambas as romarias estão replectas de uma conotação religiosa, muito sentida por estas gentes de dois concelhos raianos.

Vítor Nunes é a única cara nova na liderança das concelhias socialistas

Porfírio Saraiva foi reconduzido no cargo de presidente da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista (PS) de Penamacor.
Porfírio Saraiva tinha em tempos confirmado à Gazeta que tinha tenções de se re-candidatar ao cargo por uma questão de "apoiar os mais jovens que se iniciam neste rumo" e é neste caminho que seguirá a sua liderança.
Também no Concelho de Idanha-a-Nova Álvaro Rocha foi reconduzido na liderança da Comissão Política Concelhia do PS.

Diz-me quanto ganhas, dir-te-ei onde vives...

Salários médios baixos. Quem trabalha por conta de outrem na Beira Interior onde ganha mais é em Vila Velha de Ródão, Guarda, Castelo Branco e Covilhã (entre 1.030 e 733 euros). No Fundão, o salário médio está abaixo dos 700 euros. Fomos ao encontro dos que tentam vencer o desemprego pelos próprios meios, abrindo negócios. Também aqui nem tudo é um mar de rosas. O roteiro do rendimento possível e do desemprego neste interior que não é igual entre si.

PARA além dos números, encontramos as pessoas. Para além da frieza matemática, apuram-se os gestos do quotidiano, as buscas mais ou menos consequentes de emprego, do pagar das contas, de vidas que não se concebem sem uma ocupação. As intempéries da alma são mais do que as desejadas para quem se vê olhos nos olhos com o desemprego.
Há mais vida para além dos números, mas são esses números que traduzem a vida. A Beira Interior, microcosmos neste vasto turbilhão de impactos negativos económicos e financeiros, vai convivendo com as suas realidades, as suas realidades possíveis, tal como outros terão que o fazer. Mas há as pessoas. E a realidade é a que é... É a que se sente na rua. E as dificuldades conjunturais e estruturais são as que são e as que se sabem. E as que se sentem. E as que são traduzidas por palavras. Quem não partir, à semelhança de muitos que já o fizeram, é nesta região que descobrirá e testará os limites da sua progressão, os limites do seu sonho, e será aqui que terá que não soçobrar ao desencanto. É nesta mesma região que procurará o rumo. E é nesta mesma região que soltam muitas realidades. E mesmo dentro do contexto de interioridade, as oportunidades são distintas.
As periferias também se desenham por aqui, com a centralidade colocada nas maiores cidades e concelhos da região. A partir daí a malha torna-se mais ténue, em alguns casos quase no limiar do indistinto, nos recantos mais longínquos desta interioridade, que não é una como se verá.
Os concelhos iminentemente rurais são os menos afectados pelo desemprego, não por um qualquer extraordinário factor de dinamismo, mas sim porque a emigração e o índice de envelhecimento da população tratou de colocar os números forçosamente em baixo. Nos concelhos mais populosos, com nítida presença de serviços públicos, comércio e indústria, a realidade aponta para outros números. O relatório concelhio de Fevereiro do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) aponta no concelho da Covilhã 3.690 desempregados inscritos no centro de emprego. Castelo Branco tem 3.010, Guarda 2.044 e Fundão 1.607 desempregados. Fora deste eixo urbano, apenas Seia - concelho no coração da Serra da Estrela ligado à indústria têxtil - ultrapassa largamente o milhar de desempregados (1.701). Onde o despovoamento grassa com maior impetuosidade, raros são os concelhos que registam números acima dos 400 desempregados registados, um patamar atingido em Belmonte (precisamente 400) - também pólo de indústria têxtil -, Gouveia (841) - em idêntico contexto económico - Idanha-a-Nova (424), Pinhel (406) e Sertã (616). Concelhos como Vila Velha de Ródão, Vila de Rei e Oleiros não passam dos cem desempregados.
Outra linha condutora do retrato do desemprego no eixo Castelo Branco - Fundão - Covilhã - Guarda é a de que a maioria dos desempregados estão compreendidos na faixa etária dos 35 aos 54 anos e são mulheres na sua maioria. Nos concelhos de Castelo Branco, Covilhã e Fundão, o desemprego afecta principalmente cidadãos com um nível escolar correspondente ao Primeiro Ciclo, sendo que no da Guarda, o desemprego atinge essencialmente cidadãos com o 3.º ciclo. Castelo Branco tem 325 desempregados inscritos no centro de emprego com o ensino superior completo, a Covilhã 339, Fundão 123 e a Guarda 268.

Salários na região

Os salários revelam-se outro precioso indicador da dinâmica económica da região e o primeiro facto que a registar é que quem trabalha por contra de outrem apresenta ganhos médios relativamente baixos por toda a região. Mas também aqui, há fracturas na região. Nos principais pólos urbanos recebe-se mais do que nas zonas rurais da Beira Interior. O ganho médio mensal no concelho da Guarda é o mais alto a Norte da Beira Interior e o segundo maior de toda a região. Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatísticas, relativos a 2007, atribuem a este concelho 782,4 euros de ganho médio mensal a trabalhadores por conta de outrem a tempo completo com remuneração completa.
Em Castelo Branco, os ganhos médios mensais são de 782,3 euros e na Covilhã, o salário médio é de 733,4 euros. Segue-se Manteigas, com um salário médio de 719 euros, Seia, 712,5 euros e Trancoso de 707 euros. Estes são dos únicos concelhos da Beira Interior onde o salário médio está acima do patamar dos 700 euros. E aqui há ainda a registar e destacar o “fenómeno” de Vila Velha de Ródão com um salário médio de 1030,1 euros - o mais alto da Beira Interior - ao qual não será alheio o facto da forte presença da indústria de transformação de pasta de papel naquele concelho.
Em sentido descendente, em contexto de baixa do patamar dos 700 euros, surge o Fundão com média de 689,9 euros, ocupando apenas o oitavo lugar nos municípios da Beira Interior. Ainda na sub-região da Cova da Beira, em Belmonte registava-se um ganho médio mensal de 640,1 euros.
Em Idanha-a-Nova os valores são de 680,3 euros, em Penamacor 656,6 euros, Oleiros 595,2 euros, Proença-a-Nova 658,7 euros, Vila de Rei 635,8 euros, Fornos de Algodres 623,1 euros, Gouveia 645,1 euros, Almeida, 663,5 euros, Celorico da Beira 642,1 euros, Figueira de Castelo Rodrigo, 649,3 euros, Meda, 688,7 euros, Pinhel, 647,8 euros, Sabugal 653,4 euros.

O desemprego ataca-se de bata branca e com um cutelo na mão

E AO FIM do terceiro contrato, Bruno Costa viu-se no desemprego. Era, subitamente, um tempo muito próprio e estranho. Agora, era não dar tréguas ao tempo e tentar ver por onde seria a escapatória, qualquer que ela fosse. O hipermercado onde trabalhou no Fundão não lhe renovou o contrato, lançando-o num mundo que ninguém gosta de frequentar: um vazio sem ocupação e sem rendimentos.
O talho do hipermercado onde trabalhou ano e meio ficou para recordação. “Ainda passei pelo matadouro de Alcains para ganhar alguma experiência no desmancho, e estabeleci-me por conta própria”. Hoje, aos 27 anos, é o proprietário do seu próprio talho, o Talho Costa”. É a atrás deste balcão que venceu o desemprego. Com a ajuda dos pais que foram fiadores junto da banco e também auxiliado por um apoio do Instituto de Emprego e Formação Profissional avançou para a escapatória que via: ser dono do seu próprio negócio. “Fui logo inscrito no centro de emprego... e a única solução que depois consegui encontrar foi estabelecer-me por conta própria. Apresentei um projecto que acabou por ser aprovado para conseguir abrir um negócio”.
O talho que inaugurou em Outubro de 2009 foi a corda de resgate ao desemprego. Muitas dezenas de milhares de euros estão investidos nestas quatro paredes que lhe alberga a ambição de nunca mais voltar a ter o seu nome na base de dados do centro de emprego do Fundão. “Pedi um empréstimo e tenho muito que agradecer aos meus pais, que foram os meus fiadores...” Foram oito meses sem emprego onde procurou trabalhar para conta de outrem. Procurou, procurou, mas a resposta a essa procura está dada ao encontrarmos a gerir o seu talho: “na Beira Interior não há saídas e aquilo que procurei não tive grande sucesso”. Com responsabilidades acrescidas, com contas a pagar, é esperar pela adesão dos clientes ao novíssimo talho, que exibe orgulhosamente. “As coisas estão a andar, há dias melhores, outros piores. Esta é uma zona que ainda está em expansão... Vamos ver se no futuro as coisas melhoram”.
Desde que por aquela porta não entre o desemprego...

O retrato da crise feito ao peso das fatias de queijo e fiambre

MARIA da Conceição viu o desemprego entrar de súbito na sua vida em Dezembro de 2006. A empresa em que trabalhava, no Fundão, como escriturária encontrou o fim da linha e arrastou para as estatísticas do desemprego esta mulher de 45 anos.
“Não pude cruzar os braços, tive que seguir em frente. Não arranjei nada durante um ano e meio. Como não arranjei nada de definitivo, tive que abrir esta pequena loja para criar o meu próprio emprego”. Maria também contou com o apoio do IEFP para criar o seu posto de trabalho. O resto do investimento coube-lhe a ela, através de empréstimo bancário.
Esta loja é a Charcutaria Gourmet Quatro F´s, bem perto do talho de Bruno Costa. Este foi um salto em frente em fuga de uma situação social que não se compadecia com as dificuldades em arranjar um emprego minimamente estável aos 45 anos. “Era impensável eu ficar em casa, porque entro completamente em depressão... mas as coisas agora também não estão a funcionar muito bem, não sei como é que vai ser”. Porque os clientes não são tantos como a necessidade o exige. A filha mais velha terminou agora o curso e também procura emprego. Mantém-se em Castelo Branco, porque acha que no Fundão não há oportunidades, diz. A proprietária da charcutaria tem outras batalhas a ganhar, agora que trabalha por conta própria: tem rendimentos para pagar as despesas da loja e tirar o seu salário para compor o orçamento familiar. Mas é aqui que nota a quebra de poder de compra: “a partir de Dezembro, agravou-se. Nunca esteve bem, mas dava para as despesas. Agora não... É a crise, as pessoas não têm dinheiro. Enquanto que eu vendia dez papo-secos a uma família, agora levam dois ou três, duas fatias de fiambre, duas fatias de queijo, duas maçãs, duas pêras. Antes não, era um quilo. Agora é tudo contado para o dia, só para aquele momento. Se no dia seguinte, puderem passar, passam. Quando abri não era assim...” Maria diz já ter pensado em mudar, “mas mudar para onde? No Fundão não estou a ver solução”.
Foram 25 anos de trabalho em duas empresas distintas. Hoje administra o seu destino laboral. Mas não é fácil. É a crise pesada nos leves gramas de uma qualquer fatia.

Comprou concertina e casa, agora quer arranjar namorada

Depois de há um ano ter ganho um milhão e setenta e sete mil euros, Rui Vaz Gaudêncio continua em Salvador, a aldeia que o viu nascer. Já comprou uma casa e a concertina com que sempre tinha sonhado.

DEZ de Abril de 2009. No calendário o dia estava marcado feriado (Sexta-Feira Santa), mas seria o sorteio semanal do euromilhões que haveria de tornar a data inesquecível, pelo menos para Rui Vaz Gaudêncio, o homem de 45 anos, sem profissão certa, que de um segundo para o outro, deixou de ser conhecido como “Rui Pelintra” (alcunha pela qual sempre foi tratado devido à sua condição de pobreza), para se tornar no “Rui Milionário”. Os números que naquele dia andaram à roda ditaram que Rui Vaz Gaudêncio, natural da aldeia de Salvador, concelho de Penamacor, que fizera uma aposta de quatro euros, ganhasse 1 milhão 77 mil 922 euros e 89 cêntimos.
“Tinha os cinco números e uma estrela. Percebi que tinha ganho dinheiro, mas nem sabia que era tanto. Só depois é que me disseram que era o segundo prémio”, conta Rui Vaz Gaudêncio quando passa exactamente um ano da data em que a sua vida mudou totalmente, ou talvez não. Afinal, apesar de ter ganho um valor que nunca imaginara ter, Rui Vaz Gaudêncio limitou-se a adquirir uma casa (modesta) na aldeia que o viu nascer e, tal como o JF adiantou na altura, cumpriu o sonho de comprar a concertina que sempre desejou ter.
“Eu nem sei tocar lá muito bem, mas sempre gostei de concertinas. Divirto-me com elas e já tinha tido umas mais pequenas. Nunca tinha comprado uma como esta porque não tinha dinheiro, mas depois quando recebi o prémio fui a Monsanto e escolhi a melhor que havia. Custou-me quase cinco mil euros”, conta, enquanto, à porta da nova casa, exibe o instrumento, que as suas origens humildes nunca lhe tinham permitido ter.
“Eu fazia o que encontrava. Ia para Espanha apanhar fruta ou tratar de animais”, recorda este homem que, até aquela data, nunca tinha tido cartão de crédito, ou conta em instituições bancárias.
“Agora trabalho com dois bancos que me indicaram logo na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Aliás, eu nem nunca vi o dinheiro ficou logo depositado”, refere Rui Vaz Gaudêncio, que passou a viver dos juros obtidos por esse dinheiro.
“Eu não gasto assim tanto. Nos cafés até gasto menos do que antigamente porque eu gosto de beber, mas tenho medo de me embebedar e perder o controlo. Não posso voltar a perder tudo”, diz, garantindo que nunca ninguém lhe foi bater à porta para pedir dinheiro. “Ajudo a minha família. Tenho quatro irmãos. Eles continuam a trabalhar, mas a vida é difícil por isso vou-lhes dando algum”, refere.
“Quanto aos investimentos para si próprio, Rui Vaz Gaudêncio, que tem enfrentado alguns problemas de saúde, não se mostra muito ambicioso. “Quero ver se compro um carro, mas como ainda não tenho carta, não sei... Pode ser que arranje uma namorada que saiba conduzir”, atira, assumindo que “encontrar uma companheira”, é agora o seu principal desejo. “Sei que tenho de ter cuidado porque há gente que pode mostrar interesse só por causa do dinheiro. Se já tive sorte uma vez, pode ser que ela se repita, mas agora no amor”, atira, este euromilionário, que continua a apostar naquele concurso.
“Não é com a mesma chave porque aquela era da máquina e nem a guardei, mas já ganhei mais duas vezes. De uma vez deram-me dez euros e noutra ainda tive 25 euros”, conta Rui Gaudêncio.
Sorte que não o assusta, nem tão pouco quando se lhe recorda que há quem diga que quem tem sorte ao jogo pode ter azar no amor. “Pode ser que isso mude comigo e que eu ainda arranje uma companheira que goste de mim de verdade”, conclui.

Pedrógão e as Invasões Francesas

Já anteriormente aqui me tinha referido às Invasões Francesas e à passagem das tropas de Napoleão pela nossa terra.
Encontro agora uma nova referência a este episódio aqui, que de alguma forma vem reforçar a teoria anterior.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

DISTRITAL DE CASTELO BRANCO

Águias do Moradal e Atalaia do Campo são os dois clubes melhor colocados para discutirem entre si a conquista do campeonato distrital. A derrota do Pedrógão em Cernache poderá ter arredado a equipa do concelho de Penamacor desse objectivo.


O Águias do Moradal, a passar por um período de muita qualidade, deslocou-se a casa do vizinho Oleiros e venceu por 4-1. A equipa de António Belo praticamente entrou no jogo a vencer visto ter apontado o primeiro golo, por David, logo aos 3 minutos. O Oleiros reagiu bem e, através de uma grande penalidade, convertida por Lúdvico, aos 11 minutos, chegou à igualdade no marcador. Este resultado manteve-se até aos 75 minutos, o tempo que a equipa da casa resistiu ao seu adversário. Edmilson marcou o 2-1, aos 80 foi Gonçalo Guerra a elevar para 3-1 e o mesmo jogador, aos 85’ fixou o resultado em 4-1. Um resultado que não sofre contestação.


Na Atalaia do Campo a equipa da casa encontrou um adversário muito abatido. Abatido por não lhes estar a correr de feição a sua participação nesta fase final e abatido porque a falta de apoio à equipa é cada vez mais escassa. A Desportiva do Fundão não teve argumentos para se opor a uma Atalaia muito forte e empenhada em chegar à conquista do titulo. O primeiro golo, aos 33’, foi da autoria de Trindade que entre os centrais fundanenses saltou mais alto, na sequência de um pontapé de canto, o 2-0 aconteceu dois minutos depois, por André Cunha, depois de jogada de Bruno Correia. Foi com este resultado que se chegou ao intervalo. Na segunda parte os fundanenses cresceram, tiveram oportunidade para reduzir, mas a equipa da casa, quando a tendência de jogo era contrária, chegou aos 3-0, aos 63’, desta feita por Bruno Correia, na sequência de uma rápida transição. O resultado final foi obtido por Ucha, que ocorreu à boca da baliza a um cruzamento da direita. Resultado que espelha a diferença que existe entre estas duas equipas.


Em Cernache do Bom Jardim a equipa do Pedrógão, que mantinha intactas todas as aspirações de poder discutir até ao fim a conquista do titulo, foi surpreendida pelo Vitória local, por 2-1. A formação de Xana até foi a primeira a marcar, por intermédio de Flávio Cruz, aos 67 minutos, mas depois tudo se alterou, Santolini de grande penalidade colocou o resultado empatado, aos 77’ e Santolini voltou a marcar e deu a vitória à sua equipa quando o relógio assinalava 82 minutos.


Com quatro jornadas para jogarem tudo ainda pode acontecer, mesmo o Pedrógão, que ficou a seis pontos do actual líder ainda tem uma palavra a dizer, vai ter três jogos em casa e apenas um fora. Inclusive recebe os adversários que estão à sua frente, já no próximo domingo a Atalaia e no seguinte o Moradal. Vencendo os três jogos que tem em casa tudo se pode alterar, até porque o Águias, que vai na frente, tem que jogar em Pedrógão e logo na jornada seguinte em Atalaia do Campo, por sua vez, a equipa de Joca tem agora duas saídas, a Pedrógão e a Oleiros e ainda vai ter que jogar em Cernache. O que se pode dizer é que este é um campeonato muitíssimo competitivo e isso é benéfico para o próprio prestigio da competição.


O Moradal tem 40 pontos, a Atalaia 38, Pedrógão 34, Sernache 31, Fundão 24 e Oleiros em último, com 18 pontos. Na próxima jornada vão jogar: Águias Moradal - Sernache, Pedrógão – Atalaia e Fundão – Oleiros.




Na fase de apuramento de finalista da Taça de Honra




O Teixosense parece estar a perder gás. A equipa de Paulo Serra ainda à duas jornadas tinha cinco pontos de vantagem sobre o Proença e a quatro jornadas do fim já se deixou apanhar na classificação geral. Perdeu em Vila de Rei e hoje, em casa do último, Unhais da Serra, não foi além de um empate a zero. Se o Teixoso não se recompuser corre o risco de desperdiçar a oportunidade de ir à final. O jogo da próxima jornada vai ser muito importante, ante o Valverde, por que depois tem duas deslocações seguidas, à Lardosa e a Proença, seu principal rival.


O Proença não desperdiçou a oportunidade de somar os três pontos, perante o Vilarregense. A equipa de Quim Manuel marcou cedo, por Verganista, aos 10 minutos, aumentou para 2-0, por Ricardo Almeida, aos 27, mas depois baixou a sua produção de jogo e permitiu que a equipa de Vila de Rei reduzisse para o 2-1 final.


Em Valverde, num jogo morno, a equipa da Casa venceu a Lardosa, por 1-0, num golo apontado por Ângelo, aos 16 minutos. Esta vitória permitiu-lhe reduzir distâncias para os primeiros e, se conseguir fazer no Teixoso o que lá fez na fase regular do campeonato, pode voltar a entrar na corrida pelo primeiro lugar.


O Teixoso e o Proença partilham a primeira posição com 29 pontos, seguidos de Valverde, com 24, Vilarregense 14, Lardosa 9 e Unhais 4. No próximo domingo jogam: Teixosense – Valverde, Lardosa – Proença e Vilarregense – Unhais da Serra.




Autor: José Joaquim Ribeiro in "Rádio Cova da Beira"

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Imagens da nossa terra