segunda-feira, 30 de março de 2009

Desertificação: Portugal morto ou outro olhar do interior


Oleiros é um dos concelhos mais envelhecidos do país e da Europa. Terá cerca de 100 jovens para 400 idosos, segundo a especialista em Geografia Humana, Fernanda Cravidão, que aponta como casos idênticos Vila de Rei, Mação e Alcoutim.
Para a professora da Universidade de Coimbra, uma escola reconvertida em capela mortuária representa «o Portugal morto materializado». «Tem essa carga simbólica. As escolas já estão a servir para centros de idosos, agora morgue é o fim da linha», exclama a especialista, com trabalho desenvolvido na área da geografia da morte.
Porém, considera que se dramatiza demasiado e que a solução passa por olhar para o interior de outra forma, tirando «partido daquilo que temos». «Aquele discurso de povoar o interior, subsídios para casais e coisas desse tipo, é tudo muito bem intencionado, mas não resulta. A mobilidade do interior para o litoral é desde sempre. Esse é um discurso perdido», afirma.

«Tentar levar para lá a população que saiu é contra-natura»

Para Fernanda Cravidão, pretender levar para os concelhos do interior os índices demográficos de há 20 ou 30 anos é «uma utopia». «O mundo rural deve ser encarado de outra forma hoje, como espaço de lazer, turismo de cargas brandas e agricultura biológica», exemplificou, defendendo que as crianças devem ser levadas das escolas das cidades para saberem o que é um pinheiro e como se cultivam as batatas.
«Tentar levar para lá a população que saiu é contra-natura», diz, referindo-se ao desenvolvimento de uma sociedade industrializada, consumista e globalizada, que não está disposta a abdicar de um modo de vida onde tudo é de acesso fácil.
«O censo de 2011 o que nos vai mostrar é uma diminuição da população e julgo que também vai mostrar que continuam a desaparecer pequenas aldeias em favor da capitalização de muitas sedes de concelho», antecipa.

E as causas do despovoamento?

No mesmo sentido, antevê um envelhecimento cada vez maior, «sobretudo nesses concelhos: Oleiros, Mação, Sertã e um aumento das sedes de concelho devido a um efeito de sucção das áreas à volta».
«Oleiros, sede de concelho, poderá ter perdido menos habitantes ou estabilizado nos últimos anos, mas à custa de uma certa sucção das áreas envolventes. Terá lugares que terão menos 50 por cento da população», indica.
As causas do despovoamento são remotas. Dificilmente um país de reduzidas dimensões e fracos recursos passaria incólume por uma vaga de emigração para a Europa e uma guerra colonial, a que se sobrepôs uma mobilidade para o litoral, nos anos 60, que ainda não parou.

Concelho perdeu 14 por cento da população

A criação de universidades e institutos politécnicos no interior do país, a seguir ao 25 de Abril, travou um pouco a perda de população em Castelo Branco, Covilhã, Vila Real, Montalegre, Viseu e Bragança, bem como o regresso de pessoas das ex-colónias.
A investigadora admite que, tal como os outros, o concelho de Oleiros terá perdido população desde os anos 50/60. «Tudo leva a crer que a população no concelho seja menor em 2009 do que em 2001», refere, acrescentando: «Esses concelhos perdem população, não porque as pessoas se vão embora - porque já não há gente para sair -, mas porque os idosos morrem.»
Em 2001, o concelho tinha 6.677 habitantes. A estimativa publicada em Março de 2008 apontava para 6.552. Entre 1991 e 2001, perdeu 14 por cento da população (mais de mil pessoas).
No mesmo período, os concelhos que registaram maiores perdas foram São Vicente (19,5 por cento), Boticas (19,1), Penamacor (18,0), Alcoutim e Montalegre (17,5), Gavião e Vila Velha de Ródão (17,4), Carrazeda de Ansiães (17,2), Vinhais (16,4), Meda, Almeida e Mação (16,1), Castanheira de Pêra (16,0) e Vimioso (15,9), segundo dados cedidos à Lusa pelo professor João Luís Fernandes, da Universidade de Coimbra.

ORA AI ESTÁ A LIGA PIORNOS NA SUA FASE FINAL

Depois da primeira jornada da Liga Piornos, que este domingo arrancou em Pedrógão e no Fundão, Alcains e Águias do Moradal ficaram mais próximos e em melhores condições de poderem discutir, entre si, a conquista do título. Ficaram separados apenas por um ponto e deixaram o Fundão e Pedrógão a uma distância significativa.
No Municipal do Fundão a equipa da Desportiva tinha que vencer o Alcains para poder acalentar a esperança de ainda se poder intrometer na discussão do título. Sabia-se que não era tarefa fácil mas também todos se recordam da vitória que os fundanenses obtiveram à quinze dias atrás perante este mesmo conjunto. Foi com essa mesma vontade que os fundanenses abordaram este jogo. Criaram boas oportunidades para poderem marcar, mas, ao contrário do que aconteceu no jogo de à quinze dias, a bola não quis entrar na baliza de Beirão, umas vezes por mérito do guardião alcainense e outras por que a bola preferiu esbarrar nos ferros ou sair ao lado ou por cima. João Paulo, que foi a figura do outro jogo, por ter apontado os dois golos da vitória, nesta partida voltou a ser um homem em foco, mas desta feita por não ter conseguido concretizar nenhuma das quatro boas ocasiões que a equipa lhe criou. O zero zero não espelha o que se passou no relvado, mas o Alcains, que optou por fazer um jogo mais directo e no erro do adversário, conseguiu tapar os caminhos da sua baliza e, quando o não conseguiu os remates dos donos do terrenos não acertaram no alvo. O futebol mais elaborado dos fundanenses permitiu que João Paulo, João Lisboa, Óscar Menino e Rui Paulo desperdiçassem lances de golo eminente enquanto que a equipa de Alcains apenas uma vez teve ocasião flagrante de marcar, quando Khonné enviou a bola ao poste. Como dizia o repórter da RCB no final da partida, a haver um vencedor esse vencedor só podia ter sido a Desportiva do Fundão, mas em futebol nem sempre o melhor consegue traduzir essa supremacia em golos e em pontos. O Alcains acaba por conquistar um ponto, como reconheceu o seu técnico no final da contenda, mantém a liderança, embora tivesse ficado apenas com um ponto de vantagem sobre a equipa do Estreito. Os fundanenses, ao não conseguirem o triunfo ficam bastante mais longe de poderem chegar à discussão do titulo.
Em Pedrógão a equipa da casa ainda tentou ombrear com o Águias do Moradal, mas a equipa do Estreito não lhe proporcionou as condições para o poder fazer. Foi um jogo com índices muito baixos de rendimento, com as duas equipas a gerirem o tempo e a procurarem eventuais erros do adversário. A formação de António Belo, apesar de tudo ainda foi aquela que mais fez para vencer a partida o que acabou por acontecer. Valadas correspondeu muito bem a um cruzamento da direita, aproveitando a falha de marcação que os centrais lhe deviam ter feito. Estava decorrido o minuto 74 e o Estreito ficava na frente do marcador e ficava com a tranquilidade necessária para não deixar fugir a oportunidade de somarem os três pontos. Com este triunfo a equipa do Pinhal ficou apenas a um ponto de distância do Alcains e em óptimas condições para discutir o campeonato com este seu valoroso adversário. Ao Pedrógão restará dignificar a camisola do clube no que resta desta fase final, visto ter ficado a uma distância significativa dos primeiros.
O Alcains passou a ter 28 pontos, Estreito ficou com 27, Fundão com 20 e Pedrógão com 18.
No próximo fim-de-semana o Alcains recebe o Pedrógão e o Águias do Moradal vai servir de anfitrião à Desportiva do Fundão.
Autor: José Joaquim Ribeiro in Rádio Cova da Beira

sexta-feira, 27 de março de 2009

Treinador do Pedrógão em contenção verbal

Chana não vai falar mais das arbitragens

O treinador do Pedrógão, que está impedido de comandar a sua equipa do banco nas duas primeiras jornadas da fase final (em casa com o Estreito e em Alcains), em face de um castigo de 25 dias aplicado pelo Conselho de Disciplina da AF Castelo Branco, prometeu na última 2ª feira, aos microfones da Rádio Cova da Beira (RCB) não falar mais esta temporada de arbitragens.
Aliás, os quatro treinadores finalistas do campeonato, mostraram, no programa desportivo daquela estação, intenção de utilizar contenção verbal nesta fase decisiva da prova.
Autor: Artur Jorge in jornal A Reconquista

A vida de António José

De ganhão a cantoneiro da limpeza

Ajudou a construir os alicerces da escola primária e 17 anos depois volta a pegar no carro do lixo, que conduziu durante 13 anos, para limpar as ruas de Penamacor.


António José olha para as crianças à saída da escola do 1º Ciclo de Penamacor mas as mesmas não imaginam que está ali o homem que ajudou a construir os primeiros alicerces do estabelecimento de ensino.
Aos 86 anos recorda o tempo em que integrou a equipa dos homens que cavaram e ergueram os alicerces da então moderna escola do 1º Ciclo de Penamacor. Na altura era uma obra de grande envergadura composta por várias salas de aula distribuídas por dois pisos. Mas a vida de António José, nascido de uma família de três irmãos na freguesia de Pedrógão de S. Pedro não foi fácil, num tempo onde tudo faltava e a miséria em que estava mergulhado o país não deixava alternativas.
António José foi daqueles que soube adaptar-se às dificuldades da vida e à sobrevivência de quem tem que levar a vida para a frente.
Cedo veio trabalhar para Penamacor. Pertenceu ao grupo de guardadores de rebanhos, andou com uma junta de vacas com um arado, cavou a terra, de pá e picareta abriu valas de água e serviu as casas dos senhores da altura.
Encostado à bengala, António José lá vai recordando esse tempo da profissão de ganhão, em que elevou a fasquia a um ponto que outros apenas podiam imitar. Tratava as coisas pelo nome porque conhecia como ninguém as tarefas que lhe estavam destinadas. Passou ainda pela garagem Petronilho como ajudante de camioneta, tendo a tarefa de carregar e descarregar os veículos pesados.
Os últimos 13 anos da vida activa foram como cantoneiro de limpeza na Câmara Municipal. Eram quatro que dividiam o trabalho, onde de manhã varriam a estrada principal e de tarde as ruas circundantes da vila.
Passados 17 anos, desafiamos António José a voltar a pegar no carro e a conduzi-lo pelas ruas de Penamacor. Se tão bem aceitou melhor o fez. Os tempos são outros bem sabe e recorda que durante 13 anos trabalhou neste sector sem nunca ter ouvido falar na política dos três “R”, de Reduzir, Reciclar e Reutilizar. O lixo era simplesmente varrido e apanhado para os contentores. Sempre de olhos postos no chão de Penamacor nunca teve a sorte de encontrar nenhum objecto valioso nem tão pouco uma moeda de réis.
Hoje vive da reforma que apesar de pequena é o maior bem que adquiriu de uma vida de trabalho. A ligação a esta terra é tão grande que nela nunca quis sair. Actualmente é utente da Santa Casa que lhe presta todos os cuidados de apoio domiciliário.
António é a traça típica dos homens da raia, com atitude, uma vida de trabalho, anfitrião da causa comum, é alma portuguesa e das estórias de uma vida, o tempo não chegaria para as contar todas. Saiu do concelho apenas para cumprir o serviço militar no Quartel de Infantaria de Castelo Branco. Aprendeu a ler e escrever e concluiu a quarta classe já em Penamacor. Numa velhinha escola, porque a actual foi ele que a ajudou a erguer, e por estar a paredes meias com o cemitério, diz com sorriso que “ainda lá foi algumas vezes fazer o jeito”. Pediam-lhe para lá ir ajudar a “mete-los dentro” e lá vinha uma gorjeta.

Autor: Jaime Pires in jornal A Reconquista

quinta-feira, 26 de março de 2009

2ª Feira das Energias Renováveis Parte IV

Participaram também os seguintes gentes e meios de Protecção Civil: CDOS de Castelo Branco com uma VIatura de Comunicações, Força Especial de Bombeiros com uma VLCI e uma equipa de Canarinhos, e os Bombeiros de Penamacor Com a Presença do 2º Comandante, Adjunto de Comando e dois Bombeiros de 3ª, tendo como viaturas ums VLCI, Um Bote e uma Viatura de Desencarceramento.

2ª Feira das Energias Renováveis Parte III





2ª Feira das Energias Renováveis Parte II





2ª Feira das Energias Renováveis

Tal como já aqui tínhamos anunciado, teve lugar hoje a 2ª Feira das Energias Renováveis, oganizada pela EB 2/3 - S Ribeiro Sanches de Penamacor.
O nosso amigo e conterrâneo José Luís C. Santos marcou presença e tratou de nos fazer chegar esta foto-reportagem do evento.





quarta-feira, 25 de março de 2009

Portugal no Coração

Faço eco da notícia enviada pelo nosso amigo e conterrâneo José Luís Santos de que por motivos alheios à C.M.Penamacor a data da transmissão do programa "Portugal no Coração", em directo de Penamacor, foi alterada, passando para 25 de Março (hoje).

2ª Feira das Energias Renováveis


Pelo nosso vizinho blogosférico “O Revoltas”, tivemos conhecimento da realização da 2ª Feira das Energias Renováveis na EB 2/3 – S Ribeiro Sanches, em Penamacor.
A feira terá lugar no próximo dia 26 de Março, a partir das 10H00 da manhã. Para os eventuais interessados, deixamos o programa para consulta.

segunda-feira, 23 de março de 2009

LIGA PIORNOS – 2ª FASE

A segunda fase do campeonato distrital de futebol, começa já no dia 29 de Março. O sorteio foi ontem realizado na sede da associação de futebol de Castelo Branco.
O sorteio ditou que nesta primeira jornada, com os jogos a realizarem-se às 16 horas, a Desportiva do Fundão recebe-se o Alcains e o Pedrogão vai receber o Águias do Moradal.
Na segunda jornada a ADF joga no terreno do Águias do Moradal e Alcains recebe o Pedrogão.
Para esta segunda fase as equipas começam com metade dos pontos conseguidos. A classificação está assim ordenada à entrada para esta segunda fase: Alcains 27 pontos, Águias do Moradal 24, ADF 19 e Pedrogão 18 pontos.
Ontem também se realizou o sorteio da taça AFCB de juniores de futebol de 11, primeira eliminatória.
Primeira mão a ser jogada a 4 de Abril vai ter os seguintes encontros: Idanhense – ADF; Sertanense – Desportivo de Castelo Branco e Águias do Moradal – Vitória Sernache. O Sporting da Covilhã ficou isento.
Autor: César Duarte Ferreira in Rádio Cova da Beira

sexta-feira, 20 de março de 2009

Árvores com padrinhos plantadas em Penamacor

Idoso morre em queimada

Um homem de 72 anos morreu carbonizado segunda-feira, dia 16 de Março, em Pedrógão de São Pedro, concelho de Penamacor, na sequência de uma queimada numa zona de mato que o próprio terá realizado.
De acordo com a GNR, tudo indica que o homem tenha caído, ou então tenha sido apanhado pelas chamas, acabando por falecer. Foram os populares que deram o alerta às autoridades, cerca das 20H00, tendo o corpo sido removido pelos Bombeiros Voluntários de Penamacor.
in jornal A Reconquista

Árvores com padrinhos plantadas em Penamacor


Um grupo de jovens está a desenvolver um projecto de adopção de árvores através da internet. Reconquista acompanhou a plantação das primeiras espécies.


A manhã de domingo ainda só vai no início, mas já o velhinho autocarro da Câmara Municipal de Penamacor segue em direcção aos terrenos que a autarquia tem junto à estrada de Espanha, com vista para a Bazágueda. Na bagageira seguem pás, adubos e árvores, que até perto da hora do almoço vão ser plantadas pelos escoteiros do Grupo 163 da Associação de Escoteiros de Portugal, com a ajuda dos Bombeiros e da Câmara Municipal de Penamacor, entre outros voluntários.
Mas a ideia ultrapassa em muito as fronteiras do concelho. À medida que as árvores vão sendo plantadas salta à vista a placa com a identificação da espécie, a data de plantação, o nome do padrinho ou madrinha e a referência ao projecto: “Um abraço a uma árvore”.
Tudo começou em Outubro de 2008 quando um grupo de jovens europeus, a maioria de origem portuguesa, decidiu constituir uma organização ligada à ecologia. A BetGreen (Aposta Verde) nasceu em Bruxelas, cidade onde vive desde há quatro anos António Ferraz de Oliveira. O jovem de 17 anos, que é director-geral do projecto, tem raízes familiares no concelho de Penamacor, em particular numa das suas freguesias.
“Já o avô do meu avô tinha a quinta no Pedrógão de S. Pedro, que ligou a minha infância a Penamacor”, explica numa conversa mantida através do Messenger.
O projecto funciona de maneira simples, com a internet a servir de elo. Basta aceder ao sírio da BetGreen e clicar em “adopte uma árvore”. Depois é só escolher entre cinco espécies.
“Assim que a árvore estiver plantada e fotografada é criado um perfil individual em que estará a informação sobre a árvore, desde o seu nome científico às suas utilizações”, explica. A imagem é renovada a cada dois meses e os 14 euros pagos no acto do apadrinhamento suportam despesas de manutenção e até um seguro para o caso de a árvore secar.
Em Penamacor encontram-se árvores com padrinhos portugueses, mas também do Reino Unido, Holanda ou França. O concelho raiano recebe as árvores, mas a ideia tem ambições europeias. António Ferraz de Oliveira diz que há contactos com Malta e a Grécia, depois de terem recebido o não do ministério do ambiente belga “que afirmou só ter espaços de floresta para criar clareiras”.
O cariz europeu do projecto é uma das razões pela qual se encontra sedeado em Bruxelas.
A Betgreen é uma organização sem fins lucrativos e que com o apadrinhamento de árvores pretende passar uma mensagem mais abrangente.
“A nossa iniciativa funciona também como um primeiro passo, de inspiração, para que a partir de um pequeno gesto cresça algo de maior”. O objectivo é fazer da plantação de árvores um acto mais cívico do que institucional, refere António Ferraz de Oliveira.

Salvar o zambujeiro

Na manhã de domingo foram plantadas azinheiras, carvalhos e zambujeiros. Esta última é uma espécie “quase extinta”, explica António Cabanas. O antigo director da Reserva da Malcata e actual vereador do Ambiente da Câmara Municipal de Penamacor refere que ainda é possível encontrar alguns exemplares de zambujeiro em Penamacor e Idanha-a-Nova. A árvore caracteriza-se por ser semelhante à oliveira, de tal maneira que há quem a conheça como oliveira brava. Não produz azeitona, mas as bagas servem de alimento a animais.
“Há uma série de espécies como a pereira brava ou abrunheiro bravo que têm uma função importantíssima no ecossistema, sobretudo como alimento para a fauna”, diz António Cabanas.
Em relação ao apadrinhamento de árvores, o responsável autárquico sublinha o papel do projecto não só na valorização do ambiente, como também na aprendizagem que este transmite ao nível da gestão.
Os avós de António Ferraz de Oliveira também ajudaram na plantação. Afinal eles são “a cara do projecto em Portugal”, diz o neto a partir de Bruxelas.

Página da BetGreen em http://www.betgreen.eu/

Autor: José Furtado in jornal A Reconquista

segunda-feira, 16 de março de 2009

JOGO DE TUDO OU NADA EM PEDRÓGÃO DE SÃO PEDRO.


Esta partida ia decidir se seria o Pedrógão ou o Valverde a entrar na 2ª fase do distrital. Um encontro onde a formação de Valverde foi superior, valendo ao Pedrógão a qualidade de Caronho que, a 4 minutos do final, fez o tento do empate e carimbou o passe do Pedrógão para a fase final.


Uma partida que apesar de não ter sido bem jogada, teve muita emoção e uma claque do Valverde que apoiou incondicionalmente a sua equipa, mesmo depois do resultado final não permitir a qualificação.
A frase foi celebrizada por Scolari, mas este era um jogo de "mata-mata". Para o Pedrógão o empate era suficiente, mas o Valverde necessitava de ganhar para garantir a qualificação para a 2ª fase. A formação de Micas, entrou melhor no jogo, e aos 13 minutos criou a primeira situação de perigo, quando Pina solicitou João Alves que descaído para a esquerda atirou às malhas laterais da baliza guardada por Carlos Soares. No minuto seguinte foi Pina que surgiu no meio dos centrais do Pedrógão a rematar ao lado da baliza da equipa da casa. Estes dois lances fizeram a equipa de Alexandre Gaspar arregaçar as mangas e o Pedrógão a partir do minuto 15 conseguiu equilibrar a partida, ganhando inclusive, a espaços, algum ascendente. Aos 24 minutos, Mário Pina remata para defesa de João Augusto. Foi o primeiro sinal de perigo da equipa da casa, que nesta partida denotou muito nervosismo, o que acabou por prejudicar o seu futebol. Mas foi já numa fase de domínio do Pedrógão que surgiu o primeiro tento da partida e para o Valverde. Livre descaído para a esquerda junto ao banco do Valverde, a bola foi cruzada para a área e Ricardo Silva de cabeça antecipou-se à defensiva do Pedrógão e a Carlos Soares e fez o 0-1. Um golo que colocava à condição a formação de Micas na fase seguinte da prova. A partir do golo o Valverde passou a fazer um jogo ainda mais táctico, dando o domínio da partida ao Pedrógão mas fechando a sete chaves todos os caminhos para a sua baliza, e sempre que tinha a bola em seu poder, tentava surpreender a formação adversária. E foi desta forma que aos 36 minutos Flávio ficou isolado mas valeu ao Pedrógão a atenção de Carlos Soares que chegou primeiro á bola e anulou o lance do Valverde.
O intervalo, chegava com a vantagem merecida da turma de Micas.
No segundo tempo, foi mais do mesmo, o Pedrógão a atacar mais, mas o Valverde, com uma equipa sólida, mantinha o perigo afastado das suas redes. Aos 68 minutos o Valverde esteve perto do 0-2, com Pina a rematar de cabeça, já na pequena área, proporcionando uma excelente defesa a Carlos Soares. Alexandre Gaspar alterou o formato da sua equipa e o Pedrógão ganhou mais balanceamento ofensivo, mas a equipa continuava a denotar algum nervosismo, o que a levava a falhar imensos passes e a não chegar com perigo a baliza do Valverde. Até que aos 86minutos, na sequência de um canto, Caronho surge ao primeiro poste e de cabeça desviou a bola para o fundo da baliza do Valverde. Um prémio justo para Caronho, que continua a demonstrar muita classe no Futebol que pratica. Até ao final, o Valverde ainda tentou o segundo golo, mas o Pedrógão não vacilou defensivamente.
Uma partida em que o Valverde foi superior, mostrou ser mais equipa. Ao Pedrógão valeu a qualidade individual de um dos seus jogadores para garantir o empate e o apuramento.
Excelente arbitragem de Bruno Nave e seus pares.
Autor: Rui Fazenda in Rádio Cova da Beira