sexta-feira, 27 de junho de 2014

Autarca de Penamacor considera “escandaloso” fecho de escola com mais de 21 alunos


EM CAUSA ESTÁ A ESCOLA DE ALDEIA DO BISPO

O presidente da Câmara de Penamacor, António Luís Beites, classificou hoje como “escandalosa” e “lamentável” a decisão do Governo de encerrar a escola e o jardim-de-infância de Aldeia do Bispo, que no conjunto têm 36 crianças.
“É uma decisão absolutamente escandalosa, lamentável e que vai contra tudo o que tinha ficado acertado em reunião”, disse, em declarações à Lusa.
O autarca explicou que a intenção de fechar a escola, que tem 23 alunos (mais do que os 21 indicados como limite), e também o jardim-de-infância (13 crianças), situação que o município “repudia”, tal como já voltou a ser dado a conhecer à tutela, em nova exposição enviada ao Ministério da Educação e Ciência (MEC).
“Não podemos aceitar porque estamos a falar de um espaço que, mesmo sem incluirmos as crianças do jardim-de-infância, tem um número de alunos mais do que suficiente para funcionar. Depois, estamos a falar de uma escola que foi parcialmente recuperada pela autarquia, que tem condições e que os encarregados de educação querem continuar a ver a funcionar”, sublinhou.
Entre os argumentos, o município apresenta ainda a questão dos encargos financeiros que o transporte das crianças implicará.
“Não temos meios, nem estamos em condições de fazer o transporte destas crianças, pelo que o encerramento trará graves prejuízos financeiros para a autarquia. Por todos estes motivos, temos de estar totalmente contra esta situação e temos ainda de condenar a forma como o processo foi encaminhado”, acrescentou.
O autarca também não aceita a justificação que entretanto lhe foi transmitida e que fundamenta a decisão num acordo estabelecido com o anterior executivo, o qual previa o encerramento das escolas do concelho após a constituição do centro escolar da vila.
“Esse argumento não colhe porque o compromisso, ainda que não tenha sido firmado pelo atual executivo, apenas previa o encerramento de escolas com menos de 10 alunos. Além disso, na reunião tida em Coimbra, manifestámos, de forma clara, a nossa oposição ao encerramento da escola e, aliás, nesse encontro foi-nos transmitida a ideia de que não seria incluída na lista final”, reiterou.
O MEC anunciou no sábado que vai fechar 311 escolas do 1.º ciclo do Ensino Básico e integrá-las em centros escolares ou outros estabelecimentos de ensino, no âmbito do processo de reorganização da rede escolar.
Segundo a nota, a Secretaria de Estado do Ensino e Administração Escolar concluiu na sexta-feira mais uma fase da reorganização da rede escolar, “processo iniciado há cerca de 10 anos e continuado por este Governo desde o ano letivo de 2011/2012, com bom senso e um olhar particular relativamente às características de contexto”.
*Jornal de Oleiros/Lusa

Penamacor organiza Feira Terras do Lince

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Penamacor: Lince com feira do jardim ao castelo

António Luís Beites diz que o sucesso vai depender do envolvimento da população. Foto: José Furtado/ Reconquista

O concelho volta a apostar numa feira dos produtos locais, num investimento de 125 mil euros que não vai sair dos cofres da câmara municipal.
 
In jornal "A Reconquista"

Penamacor: Feira de julho no Pedrógão

 
A Associação de Jovens de Pedrógão São Pedro vai organizar uma feira dedicada ao artesanato, licores e produtos tradicionais. A Feira de julho começa no dia 5 com a inauguração às 14H00, prologando-se até à meia-noite. No dia 6 o destaque vai para uma tarde cultural, com vários grupos folclóricos da região a atuarem a partir das 17H00.
A associação conta com o apoio da União de Freguesias de Pedrógão de São Pedro e Bemposta.
 
In jornal "A Reconquista"

Penamacor: Águas e resíduos na assembleia

 
O presidente do conselho diretivo da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos é o convidado da assembleia municipal temática, que reúne esta sexta-feira, dia 27, a partir das 18H00. Jaime Melo Baptista vai estar na Câmara Municipal de Penamacor para falar sobre água e resíduos, num encontro aberto à população.
Depois deste encontro a Assembleia Municipal de Penamacor reúne normalmente, a partir das 20H00.
 
In jornal "A Reconquista"

O cinema a quem não tem cinema durante os meses de Verão

Entre Julho e Setembro, o ICA vai levar o cinema português a 40 freguesias do país que, por norma, se não for assim, não vêem filmes.
 
O ciclo arranca com o filme da vida de Aristides de Sousa Mendes, O Consul de Bordéus.
 
Ainda longe do que foi idealizado no ano passado, o programa Cinema Português em Movimento, que leva filmes portugueses a localidades fora dos centros urbanos, vai arrancar já na próxima semana.
Não são as 51 localidades que o secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, anunciou em 2013 mas sim 40 as freguesias que vão receber estas sessões de cinema gratuitas e ao ar livre.
À segunda edição do Cinema Português em Movimento, o objectivo mantém-se e ganha força, depois do balanço positivo do ano passado. É para levar o cinema português àqueles que tão pouco ou nada têm a nível cultural que este programa do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura (SEC), foi criado. Para já, Alfândega da Fé, Aljezur, Arganil, Arronches, Borga, Idanha-a-Nova, Meda, Oleiros, Penamacor, Sabugal, Vila Real de Santo António são as câmaras municipais envolvidas no projecto mas a presidente do ICA, Filomena Serras Pereira, espera ver este número aumentar em breve.
“Queremos incentivar a proximidade do ICA à população geral”, disse a presidente na apresentação desta segunda edição, explicando que o Cinema Português em Movimento vai ter este ano 40 sessões divididas por dez fins-de-semana, entre 4 de Julho a 7 de Setembro. E a escolha do Verão para levar isto a cabo não se prende apenas pelas condições meteorológicas, que permitem os eventos ao ar livre, como também pelo facto deste ser um período de férias o que, como explicou Filomena Serras Pereira, “permite que haja um acréscimo de população” nas localidades que recebem a exibição dos filmes.
E os filmes são eles: A Bela e o Paparazzo, de António Pedro Vasconcelos; Amália – O Filme de Carlos Coelho da Silva; Aquele Querido Mês de Agosto, de Miguel Gomes; Atrás das Nuvens, de Jorge Queiroga; Cinco Dias, Cinco Noites, de José Fonseca e Costa; Contraluz, de Fernando Fragata; Dot.com, de Luís Galvão Teles; E Depois Havia Barbas, de Rik e Raquel Goddard; Fados, de Carlos Saura; O Cônsul de Bordéus, de Francisco Manso e João Correia; pt.es, de Pedro Sena Nunes; e Mural/Fraternidade É Revolução, de Fernando Galrito.
É com o filme da vida de Aristides de Sousa Mendes, O Consul de Bordéus, que esta segunda edição arranca no Castelo de Sabugal, em Sabugal, no distrito da Guarda. António Robalo, presidente da Câmara Municipal de Sabugal, louvou esta iniciativa, que em muito contribui para o bem-estar e o desenvolvimento da zona. “Não é por estarmos no interior que temos de ser tratados de forma diferente, têm de existir critérios de igualdade para todo o país”, disse o autarca, agradecendo a passagem destes filmes na sua terra.
E se no ano passado, o Cinema Português em Movimento assinalava os 40 anos do ICA, este ano a data comemorada são os 40 anos do 25 de Abril, sendo que cada filme exibido será antecedido de uma curta-metragem sobre o Revolução dos Cravos.
Na apresentação desta edição, Jorge Barreto Xavier fez questão de sublinhar que o facto de muitas localidades estarem desertificadas, não é motivo para que não se invista culturalmente nelas. É por isso que este programa ganha especial relevância, defendeu o secretário de Estado, para quem faz sentido criar formas de chegar às pessoas.
“Estes contactos podem até permitir encontrar caminhos para a fruição cultural”, disse Barreto Xavier, que quer que o Cinema Português em Movimento se solidifique e alargue a mais municípios. “Ao fazer isso estamos a elevar a qualidade geral do país.”
Todo o programa da 2ª edição do Cinema Português em Movimento está disponível online no site criado especialmente para o programa, além de ser possível acompanhar a iniciativa via Facebook .
 
Autora: Cláudia Carvalho in "Público"

Dez escolas do primeiro ciclo não vão reabrir portas em Castelo Branco

 
CARVALHAL Formoso, Colmeal da Torre e Maçainhas (Belmonte), Barco e Erada (Covilhã), Enxames (Fundão), Aldeia do Bispo (Penamacor), Relva (Idanha-a-Nova), Serra de São Domingos (Sertã) e Freixial do Campo (Castelo Branco). Estas são as localidades no distrito de Castelo Branco que vão ficar sem escola do 1.º ciclo no próximo ano letivo.
 
O Ministério da Educação divulgou a lista de estabelecimentos a encerrar a partir de setembro. No distrito de Castelo Branco, o concelho de Belmonte é o mais afetado na lista de encerramento, com três escolas, seguido da Covilhã, com duas escolas que fecham portas.
 
No distrito da Guarda são 13 as escolas que vão fechar portas, cinco das quais no concelho da Guarda: Cubo, Rapoula, Rio Diz, Rochoso e Vila Fernando.
 
Mais informação na edição semanal.
 
 

A.M.PENAMACOR REÙNE

Está agendada para a próxima sexta-feira (27 de Junho), às 20:00H, uma sessão da assembleia municipal de Penamacor. Antes, pelas 18:00H, realiza-se também no salão nobre dos Paços do Concelho de Penamacor, uma sessão temática sobre o tema " Água e Resíduos" para a qual foi convidado Jaime Melo Baptista, presidente do conselho directivo da ERSAR.

Autor: Paulo Pinheiro in "Rádio Cova da Beira"

terça-feira, 24 de junho de 2014

CASTELO BRANCO PERDE 11 ESCOLAS

 
Na lista dos estabelecimentos de ensino básico que o Ministério da Educação pretende que não abram no próximo ano lectivo, estão onze escolas do distrito de Castelo Branco.
 
Fundão: Enxames
Covilhã: Barco e Erada
Castelo Branco: Cebolais de Cima e Freixial
Penamacor: Aldeia do Bispo
Belmonte: Maçainhas, Carvalhal Formoso e Colmeal da Torre
Idanha-a-Nova: Relva
Sertã: Serra de São Domingos.
Em vários concelhos, os presidentes das câmaras municipais garantem que algumas escolas não fecham.
 
 
Autor: Paulo Pinheiro in "Rádio Cova da Beira"

segunda-feira, 23 de junho de 2014

FEIRA QUER DAR VIDA AO CENTRO HISTÓRICO


A Feira Terras do Lince, que a câmara de Penamacor organiza nos próximos dias 11, 12 e 13 de Julho, pretende divulgar e dinamizar a zona histórica da vila. É o principal objectivo da autarquia que decidiu mudar o local do certame, abdicando do tradicional terreiro de Sto. António a favor do cimo de vila.
 
“A estratégia do executivo é promover a zona histórica, por isso decidimos abandonar o estilo de feira que se fazia em Penamacor. Para além disso estamos a tentar envolver a população para abrirem as suas casas durante a feira e mostrarem o nosso artesanato, os nossos produtos locais, de uma forma articulada com o património que temos e não como se fazia antigamente com um conjunto de barracas que se montava na feira”.
O certame terá ainda um mercado de venda de produtos agrícolas do concelho e começa, na sexta-feira, com um colóquio sobre agricultura “o intuito não é ser mais um colóquio, o que pretendemos é que venha alguém explica como é que funciona a legislação da bolsa de terras, porque um dos problemas que nós temos é que 2/3 da terra na nossa área de regadio não está aproveitada”.
Paralelamente ao certame decorrem actividades desportivas e culturais. António Beite, presidente da autarquia de Penamacor, destaca o concerto de sábado no antigo quartel com a banda da força aérea.
 
 Autores: Paulo Pinheiro e Paula Brito in "Rádio Cova da Beira"

PENAMACOR APROVA MOÇÃO

 
A comissão política concelhia do PS de Penamacor aprovou por unanimidade uma moção de apoio a António José Seguro. Presidente da concelhia e da câmara de Penamacor lamenta que outros autarcas da região não apoiem um “beirão” para candidato a primeiro-ministro.
 
“António José Seguro conhece o interior do país e os seus problemas e nós estamos solidários com ele e, sinceramente, acho que mais autarcas deveriam estar pelo facto de ele ser beirão, conhecer o nosso território e saber o que precisamos para desenvolver esta zona do país”, lamenta António Beites.
O presidente da concelhia penamacorense que votou contra a moção aprovada pela distrital de apoio à realização de um congresso extraordinário do partido “eu e o presidente da câmara de Idanha a Nova discordamos da estratégia seguida pela distrital, estamos com o secretário geral e vamos manter esta posição até ao fim do processo”.
António Beites justifica a moção de apoio a António José Seguro aprovada pela concelhia penamacorense “primeiro por ser um conterrâneo nosso, em segundo lugar porque partilhamos da sua política e ideias enquanto secretário geral e candidato a primeiro-ministro”. O presidente da concelhia está ainda convicto que Penamacor vai votar em peso nas directas do PS para apoiar António José Seguro.
 
Autora: Paula Brito in "Rádio Cova da Beira

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Aldeia da Bemposta recebe arqueólogos para estudo sobre o Património local


 
Está a decorrer desde o passado dia 16 de junho e prolonga-se até à próxima 6ª feira 20, um trabalho de campo, na Bemposta, concelho de Penamacor, com o objetivo de levar a cabo um estudo arqueológico e do património histórico da antiga vila da Bemposta, que conta com a participação de dois arqueólogos.
Este trabalho de campo, terá como corolário, um encontro no sábado 21 de junho pelas 9 horas, com uma visita guiada à aldeia, com duração aproximada de duas horas, seguida, às 11 horas, de uma sessão subordinada ao tema “Partilha de Saberes” até cerca das 13 horas e onde se fará um breve resumo, como início da conversa sobre os saberes do património local do que foi o trabalho de campo durante a semana, nomeadamente a nível de observação dos especialistas durante a sua estada.
Esta sessão terá lugar no Salão de convívio da aldeia, é aberta ao público e a organização através de António Luís de Sousa lança o convite “a quem queira partilhar os seus conhecimentos no domínio do Património local. Será uma mais-valia para um futuro encontro mais amplo”.
Este encontro contará com a presença de representantes dos Caminhos de Santiago, Via Lusitânia, de Lisboa, Cáceres em Espanha e Via da Estrela, para uma exposição sobre estas vias de peregrinação a Santiago de Compostela.
*J. Lagiosa
 

Interior cada vez mais longe dos serviços públicos


 
Crise está a agravar desigualdades entre o Litoral e o Interior. Serviços públicos estão a fechar na região, desertificada. Ninguém se fixa onde já fechou quase tudo. O JF foi conhecer uma terra que continua a lutar.
 
DESDE que Fátima Santos se mudou de Sines para a Meimoa, esta aldeia do concelho de Penamacor já perdeu a escola, o jardim-de-infância e o posto dos correios. A escola fechou em 2007, o jardim-de-infância pouco depois e o posto dos correios no início deste mês. A extensão de saúde também já teve a certidão de óbito passada. Só não encerrou porque a Junta abriu (ainda mais!) os cordões à bolsa, prescindindo da renda e assumindo integralmente as despesas de funcionamento que são (deveriam ser!) da responsabilidade do Ministério da Saúde.“Há 16 anos, tínhamos cá praticamente tudo”, recorda, Fátima, que por amor, trocou o Alentejo por esta aldeia situada na margem direita da ribeira que lhe dá nome.

Mais reportagem na edição semanal.
 

Escola de Música de Penamacor ensina há 10 anos

 
É quarta-feira à tarde e no ex-quartel de Penamacor vive-se ao ritmo da música. Nas várias salas do primeiro andar do edifício há aulas e provas para os jovens que frequentam a escola de música, um projeto que nasceu há uma década no concelho.

Feira Terras do Lince