Museu Municipal de Penamacor expõe um olhar histórico sobre o curso da Escrita numa mostra que exibe relíquia doada à autarquia.
sexta-feira, 2 de maio de 2014
terça-feira, 29 de abril de 2014
A Revolta dos Soldados
Livro de José António Pinho lançado no palco da história real: a vila de Penamacor.
segunda-feira, 28 de abril de 2014
TARDE DESPORTIVA
Sp. Covilhã sofre nova derrota no campeonato da Liga de Honra. O Benfica e Castelo Branco venceu o Sertanense e assume a liderança da série de subida. O Águias do Moradal conquistou um ponto na Figueira da Foz, empate a três golos. Na Taça de Honra a Atalaia venceu a série A e o Alcains a série B.
Desp. Aves 1-0 Sp. Covilhã
59' 1-0 Pedro Pereira
Os serranos foram a primeira equipa a ter oportunidade de se adiantar no marcador, por intermédio de Carlos Manuel, aos 31 minutos de jogo, mas o Aves respondeu logo a seguir com Pedro Pereira a enviar a bola ao poste de Aliresa. Era por isso um jogo muito equilibradio aquele que se disputou na Vila das Aves. No segundo tempo não se alterou a folisofia do jogo, mas alterou-se o marcador, com um golo que os serranos não mereciam sofrer, uma vez que em período algum foram inferiores ao seu adversário. Bem tentaram chegar ao empate mas os intentos não foram bem sucedidos. O Sporting da Covilhã sofreu mais uma derrota nesta segunda volta do campeonato.
No próximo domingo o Sporting vai receber no Complexo Desportivo da Covilhã o Leixões, para a 41ª jornada da prova.
Benfica C. Branco 2-1 Sertanense
62' 1-0 Dani Matos
82' 2-0 Marocas
87' 2-1 Rafael Silveira
Com este triunfo o Benfica voltou à liderança da zona sul deste campeonato, beneficiando da derrota caseira do Oriental, ante o U. Leiria, por 1-2. O Sertanense manteve o 4º posto com 16 pontos.
Na próxima jornada os dois clubes do distrito jogam fora, o Benfica joga em Ferreiras e o Sertanense em Leiria.
Naval 3-3 Águias Moradal
10' 1-0 Leite g/p
13' 1-1 Edema
48' 1-2 ???
65 2-2 Leite
75' 3-2 Leite
85' 3-3 ???
O ponto conquistado pela equipa do Estreito pode vir a ser muito importante para as contas finais desta série, no que diz respeito à manutenção. O Águias manteve a 3ª posição, agora com 27 pontos, mas tem três equipa imediatamente a seguir com menos um ponto. Não pode haver descuidos e o jogo da próxima jornada em Touriz pode ser decisivo.
Taça de Honra José Farromba - 6ª jornada
Atalaia do Campo 5-1 AD Estação
54' 1-0 Sousa
58' 2-0 Cajó
61' 2-1 Eugénio
72' 3-1 Flávio
78' 4-1 Helder
82' 5-1 Flávio
Teixosense 2-0 Belmonte
6' 1-0 Ricardo Casteleiro
60' 2-0 Velho
Pedrógão 1-2 C. Ac. Fundão
6' 0-1 Fernando Sá
81' 1-1 Salavessa
83' 1-2 Tó João g/p
V. Sernache 3-0 Oleiros
26' 1-0 Mamad
58' 2-0 ???
87' 3-0 Valter
Proença 4-1 V.V. Ródão
7' 1-0 ???
57' 2-0 ???
75' 3-0 ???
85' 4-0 ???
87' 4-1 João Diogo g/p
Está concluída a fase de apuramento para a final four da Taça de Honra José Gonçalves Farromba. A Atalaia do Campo venceu a série A e o Alcains a série B. Aconmpanham estas duas equipas a A.D.Estação e o Vitória de Sernache, segundos classificados nas duas séries.
Autor: José Joaquim ribeiro in "Rádio Cova da Beira"
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Penamacor: Benquerença celebra Quaresma
A Quaresma saiu à rua em Benquerença
Um grupo de habitantes de Benquerença cumpriu as tradições da Quaresma, com a realização da Via Sacra.
Nesta aldeia do concelho de Penamacor a sexta-feira Santa culminou com o canto dos Martírios do Senhor e a Encomendação das Almas "com o intuito de não deixar morrer a tradição", dizem os promotores.
Nesta aldeia do concelho de Penamacor a sexta-feira Santa culminou com o canto dos Martírios do Senhor e a Encomendação das Almas "com o intuito de não deixar morrer a tradição", dizem os promotores.
In jornal "A Reconquista"
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CÂMARA CONTESTA ENCERRAMENTO DE ESCOLA
Escola de primeiro ciclo e jardim de infância de Aldeia do Bispo, no concelho de Penamacor, sinalizada pelo Ministério da Educação para encerrar portas no próximo ano lectivo. A autarquia já contestou a decisão uma vez que o número de crianças no próximo ano lectivo se mantém inalterável: 23 no primeiro ciclo e nove no jardim de infância.
Além do número de crianças se manter inalterável, outro dos argumentos apresentados pela autarquia “foi a vontade dos pais em que a escola se mantenha em funcionamento, já o fizeram em anos anteriores através de um abaixo assinado, tudo acrescido de outro problema que é o do transporte de mais 32 alunos para Penamacor, que para a autarquia é um peso significativo uma vez que vai obrigar a mais um circuito de transporte público ou à aquisição de uma viatura para fazer este circuito”, explica Ilídia Cruchinho.
Apesar da autarquia ter acordado com o ministério o encerramento de escolas que não cumpram o número de alunos previstos na lei, depois de construído o centro escolar em Penamacor, a vereador com o pelouro da educação entende que “ainda não é altura certa para o fazer, embora tenhamos um compromisso com o ministério da educação de encerrar escolas a partir do momento que não têm número de alunos suficientes, uma vez que temos um novo centro escolar que tem óptimas condições e que pode acolher todos estes alunos, mas a verdade é que está previsto para o próximo ano lectivo em Aldeia do Bispo, 9 crianças no jardim de infância e 23 no primeiro ciclo”.
Aldeia do Bispo é uma das 439 escolas do primeiro ciclo sinalizadas pelo ministério da educação para encerrarem portas no próximo ano lectivo, afectando 5916 alunos. A autarca espera que o ministério seja sensível aos argumentos do município que contestou a decisão num ofício já enviado à delegação regional de educação do centro.
Autora: Paula Brito in "Rádio Cova da Beira"
terça-feira, 22 de abril de 2014
Cartografia digital de 13 municípios quase concluída
A Associação de Municípios da Cova da Beira (AMCB) disponibilizará brevemente a cartografia digital das 13 autarquias associadas, num projeto concretizado pela empresa Municípia, à qual foi adjudicado o trabalho.
Com estes novos mapas, as autarquias vão poder modernizar a gestão territorial, uma vez que a cartografia digital «permite superar as limitações dos mapas analógicos e promover o uso dos Sistemas de Informação Geográfica, o que facilita o trabalho dos técnicos das autarquias e, consequentemente, o serviço prestado aos munícipes». O projeto consiste na execução de cartografia numérica vetorial de uma área de cerca de 557 mil hectares (à escala 1:10.000 e 1:2000) e que abarca os concelhos de Almeida, Belmonte, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Fundão, Guarda, Manteigas, Mêda, Penamacor, Pinhel, Sabugal e Trancoso. Foi ainda elaborada uma ortofotocartografia à escala 1:2.000 para os respetivos núcleos urbanos.
A cartografia será integrada no Sistema de Informação Geográfico da AMCB (em sig.amcb.pt), que permite ao cidadão a emissão de plantas de localização ou delimitação de parcelas/consulta de informação no atual PDM. O projeto representou um investimento de cerca de 500 mil euros, comparticipados pelo Fundo de Coesão Social, no âmbito do ProtecMUN desenvolvido pela AMCB com o apoio da Autoridade Nacional de Proteção Civil.
In jornal "O Interior"
segunda-feira, 21 de abril de 2014
"A REVOLTA DOS SOLDADOS"
É o nome do quarto livro, da autoria de José António Pinho,, em formato de romance que é lançado no próximo dia 27 de Abril, pelas 17:00h, no auditório da escola de música, no ex-Quartel. A iniciativa integra-se nas comemorações do 25 de Abril em Penamacor.
"A vida militar normal do Tó Zé é interrompida no Entroncamento por acontecimentos em que alguns ferroviários são intervenientes, os quais vêm a ser do conhecimento da PIDE e determinam a sua transferência para a 1.ª Companhia Disciplinar em Penamacor. Os acontecimentos descritos no presente livro, tal como sucede nos anteriores, baseiam-se, no essencial, em factos reais. Porém, porque de alguns já se deu conta pública em jornais e livros e, de certo modo, começam a dar corpo à história da 1.ª Companhia Disciplinar de Penamacor, onde vultos importantes da vida política portuguesa, como Álvaro Cunhal, José Manuel Tengarrinha, entre outros, cumpriram afastamentos compulsivos das suas normais atividades, determinaram desta vez que o autor assuma aqui a sua verdadeira identidade na personagem do cabo Pinho, até aqui designado por Tó Zé."
Autor: Paulo Pinheiro in "Rádio Cova da Beira"
PENAMACOR ASSUME DÍVIDA NÃO DECLARADA
Câmara de Penamacor encerrou o ano passado com uma dívida de cerca de 8,5 milhões de euros, herdada do anterior executivo. O actual, decidiu assumir a dívida, não reflectida na contabilidade, à empresa Águas do Zêzere e Côa, aumentando para mais de 10 milhões o passivo do município. António Beites diz que está na hora de “encarar de frente o problema”, vereador da oposição fala em câmara “quase insolvente”.
Segundo o edil penamacorense, o maior problema referente às contas diz respeito ao litígio entre os municípios e a empresa Águas do Zêzere e Côa “a dívida não foi assumida, foi acumulando e chegou a um ponto que não há volta a dar, a dívida tem que ser assumida, liquidada, os encargos que a empresa apresenta aos municípios, só de juros de mora, são incalculáveis, e está na hora de estes assuntos serem encarados com frontalidade e serem resolvidos”. António Beites acredita que está para breve o acordo entre os municípios e a empresa e espera que o processo negocial esteja concluído antes da assembleia geral de accionistas marcada para 24 de Abril.
Apesar da dívida não declarada não ser surpresa, Vítor Gabriel não esconde a preocupação “quando nos parecia que a situação desta autarquia tinha melhorado ligeiramente nos últimos anos, temos agora esta notícia, embora já adivinhássemos, que era necessário carregar mais uma fatia significativa superior a 1,5 milhão de euros, estamos a falar de uma dívida global de mais de 10 milhões de euros, com estes números a autarquia está numa situação de quase insolvência”.
Para resolver a situação, a maioria equaciona recorrer a uma operação de saneamento financeiro que transforme a dívida de curto em médio e longo prazo, já que este foi o principal problema detectado pela auditoria realizada às contas do município “Penamacor tem um problema estrutural, 60 a 70% é dívida de curto prazo, é dívida a três anos, é claro que isso vai colocar aqui muitas dificuldades financeiras no acesso ao quadro comunitário, não queremos aumentar a dívida do município, o que está em causa é uma operação de saneamento financeira de transpor o nosso curto para médio e longo prazo”.
Para já, as contas de 2013, foram aprovadas por maioria com o voto contra do único vereador da oposição presente. Vítor Gabriel diz que as contas reflectem a má gestão do anterior executivo, mas o actual, também não pode descartar responsabilidades “uns por terem participado no anterior executivo, outros porque, indirectamente, nos momentos certos, de aprovação dos documentos, não quiseram dizer não a essa política, e o resultado está aqui”. Na resposta António Beites diz que enquanto foi presidente de junta sempre colocou em primeiro lugar os interesses da população de Benquerença, recordando que o seu voto foi o único contra quando na assembleia municipal foi votada a adesão do município de Penamacor ao sistema multimunicipal Águas do Zêzere e Côa.
O autarca diz que durante este meio ano já foi possível reduzir a dívida em um milhão de euros e que o resultado líquido positivo das contas de 2013, superior a dois milhões de euros, será para pagar parte da dívida à empresa Águas do Zêzere e Côa.
Autora: Paula Brito in "Rádio Cova da Beira"
EDIFÍCIO DA PROTECÇÃO CIVIL REFORMULADO
Iniciado no anterior mandato, o edifício da protecção civil, que está a ser construído junto ao terreiro de Sto. António, em Penamacor vai ser completamente alterado.
Segundo António Beites o projecto, aprovado através da Associação de Municípios da Cova da Beira, estava a ser construído sem articulação da Protecção Civil “o edifício já estava em construção, liderado pela AMCB, não estava era adequado com a Protecção Civil distrital, e teve que ser reajustado o projecto, tivemos que o alterar completamente”.
O presidente da câmara de Penamacor explica o que será o edifício da protecção civil, depois de alterado o projecto inicial “é um edifício que tem quatro pisos, o menos dois e menos um vão ficar com uma área educativa para acções de sensibilização em colaboração com o agrupamento de escolas, e os restantes pisos: um ficará com o nosso gabinete técnico florestal com a brigada de sapadores florestais da OPAFLOR”.
Para acabar a obra, a autarquia aprovou, na última reunião do executivo, uma alteração orçamental no valor de 30 mil euros.
Autora: Paula Brito in "Rádio Cova da Beira"
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Encontros Com a Beira
Município de Penamacor, Jornal do Fundão e Celtejo iniciam reflexão sobre os problemas das beiras debatendo a "Demografia e Território".
domingo, 13 de abril de 2014
AECBP: ÓRGÃOS RECANDIDATAM-SE

As eleições ainda não estão marcadas, mas a decisão está tomada. João Carvalho, na Assembleia Geral, José Damasceno, no Conselho Fiscal e Carlos Delgado na direcção, assim como o actual presidente da comissão executiva da direcção voltam a apresentar-se ao sufrágio dos associados.
Sexta, 11 de Abril de 2014 por Paulo Pinheiro in "Rádio Cova da Beira"
De acordo com Miguel Bernardo, o projecto dos actuais responsáveis está em curso, agora é tempo de saber quais os resultados
“Mal seria termos feito toda a preparação da sementeira, que demorou anos, e agora que estamos á espera que possa nascer alguma coisa irmos embora. Já agora temos obrigação de fazer a colheita do que semeamos o bom e o mau”, sublinha o dirigente.
Após dois mandatos, o presidente da comissão executiva da AECBP afirma que a tudo aquilo que foi projectado está cumprido e a associação não pode passar por aquilo que no passado recente aconteceu
“ Foi muito mau para a instituição, demorou muito tempo, havia quem adivinha-se o fecho da associação, a verdade é que tranquilamente ninguém ouviu falar de nós e não ficámos a dever nada a ninguém”, que acrescenta “ o processo de substituição tem que ser preparado e do ponto de vista de funcionamento da associação não há nenhuma razão objectiva a que estes órgãos sociais não se recandidatem”.
Com mais de 16 mil euros de saldo positivo em 2013, a associação empresarial pretende continuar a formação, uma das áreas mais importantes nas suas receitas.
Nestas declarações à RCB, o presidente da comissão executiva da direcção da Associação dos concelhos de Covilhã, Belmonte e Penamacor pede união a todos os agentes da região para conseguirem ultrapassar os desafios que esta zona do país tem pela frente.
No final da assembleia geral daquela associação, onde os sócios aprovaram por unanimidade o relatório e contas apresentados pela direcção com uma saldo positivo superior a 16 mil euros, Miguel Bernardo defendeu que os argumentos trocados, nos últimos tempos entre os autarcas da Covilhã e do Fundão, não fazem sentido
“Penso que todos temos que construir um grande jardim. Algumas pessoas acham que roubando vasos da vizinha eram capazes de construir esse jardim, mas o importante, neste caso, ambos fazem parte de um grupo de autarcas novos, provavelmente até com estado de espírito e uma atitude de uma geração diferente daquela que estamos habituados e portanto eles têm que fazer parte da coisa pública”.
Para Miguel Bernardo, à semelhança do que acontece com os estabelecimentos comerciais, a concorrência dos municípios da região não está no outro lado da rua, por isso é necessário deixar para trás divisões
“ No caso do Fundão e Covilhã, trata-se de desaguisados que muitas vezes são mais alimentados do ponto de vista da discussão de bancada do que propriamente da discussão séria que é preciso fazer. Do ponto de vista da relação associativo temos o melhor relacionamento com a ACIF”, declara o presidente da comissão executiva da AECBP.
União é a palavra de ordem para todos aqueles que com grande resistência continuam a pretender desenvolver esta zona de Portugal.
FUNDÃO E PENAMACOR RECEBEM ENCONTRO NACIONAL DE TEATRO

Trata-se de uma organização conjunta dos Agrupamentos de Escolas do Fundão e Ribeiro Sanches, em Penamacor, que vai trazer aos dois concelhos mais de 140 participantes, entre alunos e professores de escolas de norte a sul do país, ilhas e até de Espanha.
Sexta, 11 de Abril de 2014 por Paula Brito in "Rádio Cova da Beira"
O encontro decorre de 14 a 18 Maio, e durante cinco dias os jovens partilham experiências e aprendem “estes encontros têm uma característica muito própria, além de se mostrar os espectáculos que se fazem nas escolas, tentamos também que haja formação para toda a gente e nós temos 4 dias de formação, ficando o último dia destinado à apresentação dessa mesma formação, tentamos também que os grupos que não trazem peças que mostrem o trabalho que fizeram durante o encontro”, explica António Pereira, coordenador do grupo de teatro histérico do Fundão que estreia no próximo dia 2 de Maio uma nova peça. I love Fun vai juntar em palco 14 alunos do agrupamento de escolas do Fundão, dos 10 aos 17 anos “O I love fun é um conjunto de textos, histórias do passado, outras mais contemporâneas, todos escritos sobre pessoas do Fundão, umas que já estão a estudar na universidade, no estrangeiro, e é também sobre isso que fala a peça, sobre a partida, a ausência, mas de uma forma divertida daí o FUN que tem o duplo significado de divertimento e Fundão”.
A peça estreia para a comunidade escolar na tarde de 2 de Maio mas nos dias 2 e 3 Maio, à noite, estará em exibição na Moagem para o público em geral. O Histérico volta a apresentar a peça durante o encontro nacional de teatro, tal como o grupo de teatro Quebra Gelo de Penamacor “quando decidimos organizar o encontro em conjunto decidimos que a peça partiria de um tema semelhante, nós estamos a fazer I love fun, Penamacor está a fazer I love my pen, estamos a fazê-las autonomamente, mas no fundo são peças que valorizem o nosso património, a nossa cultura, dar a conhecer melhor Penamacor e Fundão”.
35.º Encontro nacional de teatro na escola de 14 a 18 de Maio no Fundão e em Penamacor.
“Atlas da Educação” traça retrato da escolarização portuguesa
Estudo com base nos Censos de 1991, 2001 e 2011 mostra evolução dos mais importantes indicadores de escolarização, abandono e sucesso educativo.
O “Atlas da Educação” confirmou cenários que já se previam: o sistema educativo reflete as desigualdades sociais do território nacional, as escolas são incapazes de atenuar o contraste entre zonas urbanas e rurais, norte e sul, interior e litoral, e a certeza de que o abandono e o insucesso escolares não se explicam só pela pobreza das famílias. Mas também que “o atraso revelado pelos níveis de escolarização da população tem vindo a ser superado”.
Em vinte anos, os portugueses deixaram de ter apenas a 4.ª classe para alcançarem o 7.º ano. Mas, se em 1991 o nível de atraso educativo era evidente - a população estudava em média até ao 1.º ciclo - em 2011 ainda havia muito por fazer para que a maioria atingisse a escolaridade obrigatória de nove anos. Mais: a manter-se o ritmo de aumento verificado nas últimas duas décadas, só em 2021 tal acontecerá.
É no litoral do país que se concentra a população com maior nível de escolarização. Assim, às regiões de Porto, Lisboa e Coimbra, cujos residentes já em 1991 se distinguiam com 6,33, 6,61 e 6,07 anos de escolaridade, juntam-se algumas capitais de distrito. Casos de Faro, Évora, Santarém, Aveiro, Braga e Vila Real. Nos anos de 2001 e 2011, a tendência é a afirmação das cidades do interior, na sua maioria capitais de distrito, cujo desenvolvimento local se afirmou ao nível dos serviços públicos de administração, educação e saúde.
Em 2011, o grupo restrito constituído pelos concelhos de Oeiras (10 anos), Lisboa (9,51), Cascais (9,50), Coimbra (8,99) e Porto (8,89) mantinha as médias de escolarização mais elevadas. Nos restantes concelhos que perfazem os 25 melhores (com valores entre os 10 e os 7,93), surpreende a evolução registada em Alcochete e Mafra que em vinte anos viram a sua população aumentar em quatro anos a sua escolarização. Entre os concelhos com valores mais baixos destacam-se a Pampilhosa da Serra (4,58), Penamacor (4,75), Idanha-a-Nova (4,77), Alcoutim (4,79) e Boticas (4,90). Regiões que sofrem os efeitos da quebra demográfica, do envelhecimento da população e a migração das gerações mais novas e escolarizadas.
Os números e as suas explicações constam do “Atlas da Educação – Desempenho e potencial de sucesso e insucesso por concelho”, realizado entre 2012 e 2013 pela associação EPIS – Empresários pela Inclusão Social, em parceria com o Centro de Estudos de Sociologia da Universidade Nova. O estudo passa em revista a evolução dos principais indicadores do sistema educativo, com base nos dados recolhidos através dos Censos de 1991, 2001 e 2011.
Adultos pouco escolarizados
Em Portugal dá-se pouca importância à educação de adultos. As consequências são prejudiciais ao país. “A fraca procura de escolarização entre os grupos mais envelhecidos é sempre uma condicionante dos processos de mudança social”, alerta o estudo. O Censos de 2001 mostrava que dos dez milhões de portugueses, 9% eram analfabetos. A população adulta, com idades entre os 25 e os 64 anos, apresentava em média cinco anos de escolaridade em 1991; sete em 2001 e próxima dos nove em 2011 (8,9).
No último Censos, só as mulheres atingiam os nove anos de frequência do sistema de ensino, enquanto os homens se ficavam pelos oito anos e meio. De acordo com a análise feita, a evolução da escolaridade feminina adulta merece particular destaque. Em 1991 parte de uma posição de desvantagem em relação à população masculina (5,1 e 5.7, respetivamente), dez anos mais tarde alcançava o mesmo nível de escolaridade (7,1 e 7,2) e em 2011 superava-o (9,1 e 8,6). Os investigadores contextualizam o fenómeno argumentando que as mulheres terão respondido “de forma mais pronta” ao que viria ser definido como ensino obrigatório até ao 9.º ano.
O segundo grupo etário a merecer destaque neste estudo é o dos 25 aos 44 anos. Trata-se da “geração dos pais” com filhos que à data do recenseamento frequentavam a escola. Dados recolhidos pelos investigadores mostram que as crianças abrangidas pelo aumento da escolaridade obrigatória de nove anos têm pais com seis anos e meio de estudos. Ou seja, que não foram muito além do 2.º ciclo. Vinte anos depois, os alunos associados ao alargamento da escolaridade para os 12 anos têm pais com mais de dez anos de escolaridade.
Menos desigualdade nas áreas urbanas
Como se distribuiu a escolaridade pelos diferentes estratos da população? Para obter esta resposta, os investigadores partiram da hipótese que em zonas onde a desigualdade social é mais acentuada as expectativas de permanência na escola são menores. O passo seguinte foi “situar” essas desigualdades no território.
As conclusões apontam para a diminuição da desigualdade educativa. Menos contraste entre estratos altamente e escassamente escolarizados nos concelhos de “urbanização recente”. “Em grande parte, resultado da integração de áreas periféricas nas dinâmicas de metropolitanização.” A estas, juntam-se ainda as capitais de distrito que registaram um “aumento significativo da escolarização média dos seus residentes”, lê-se no estudo.
Assim, Alcochete, Mafra, Santa Cruz, Condeixa-a-Nova, Arruda dos Vinhos e Maia, ocupam os cinco primeiros lugares na lista de concelhos que, entre 1991 e 2011 mais reduziram a desigualdade educativa nos seus estratos populacionais. Os concelhos com índices mais igualitários são já repetentes entre os melhores indicadores: Oeiras (00,5) Lisboa (0,11), Cascais (0,12), Coimbra (0,18) e Porto (0,21).
Abandono diminui com desemprego
Entre 1991 e 2011, os concelhos dos vales do Ave, do Sousa, do Tâmega e do Douro foram os que mais conseguiram romper o ciclo de abandono escolar, entendido como o número de jovens entre os 10 e os 15 anos que deixam a escola antes do 9.º ano. A maioria destas regiões esteve tradicionalmente marcada pelo trabalho infantil ligado aos setores do têxtil, vestuário, calçado, mobiliário e construção civil, explicam os autores do estudo. Assim, “a transição da escola para o mercado de trabalho era precoce e concretizava-se no próprio núcleo doméstico.
Vinte anos depois o progresso registado “é assinalável”, lê-se no estudo. De cerca de 12,6% a taxa de abandono teve uma quebra significativa nos anos 90, no início do século cifrava-se em 2,8% e em 2011 em 1,7%. Por se tratar atualmente de valor residual, surge a necessidade de avaliar um novo indicador: o abandono precoce. Diz respeito ao número de jovens entre os 18 e os 24 anos que saíram do sistema educativo sem o 12.º ano e não frequentam qualquer tipo de formação profissional.
Os investigadores verificaram uma “elevada sensibilidade” entre a saída do ensino e a empregabilidade. “Quando o desemprego dos jovens é baixo, o abandono precoce tende a ser mais alto, verificando-se o inverso em situações de aumento desse desemprego.” O fenómeno tem “especial incidência” em Portugal e nos países da Europa do sul. A explicação para esta correlação poderá estar no baixo valor social atribuído à educação. “Em situação de escolha entre mais um ano de escolarização e a inserção precoce no mercado de trabalho, esta segunda opção tende a prevalecer”, escrevem os investigadores.
De acordo com os dados extraídos dos Censos, Portugal reduziu o abandono precoce de 63,7% em 1991 para 27,1% em 2011; segundo o Eurostat, órgão oficial de estatísticas sobre a União Europeia, o valor aproximou-se dos 20% em 2012 e poderá baixar em 2013.
Numa retrospetiva geográfica, o grande foco de abandono situava-se na metade litoral do norte do país e nos concelhos do Pinhal Interior, Baixo Alentejo e nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira. Duas décadas depois, o primeiro grupo regista as maiores reduções, sendo que apenas o vale do Douro apresenta valores acima da média nacional. Os Açores ocupam o primeiro lugar na lista dos 25 concelhos que em 2011 registavam maiores taxas de abandono precoce, em segundo lugar os municípios localizados na confluência dos vales do Sousa, do Tâmega e do Douro, apesar da quebra assinalada. Em terceiro lugar, contam-se os concelhos mais isolados do Alentejo.
Insucesso troca norte pelo sul
Para medir o insucesso escolar, com base nos dados obtidos pelos Censos, os investigadores criaram um indicador relativo ao “atraso escolar”, entendido como o número de jovens com pelo menos um ano de chumbo. Comparando os resultados dos três inquéritos, os investigadores concluíram que a percentagem de alunos a frequentar ciclos de ensino com idade superior à ajustada tem vindo a diminuir desde 1991.
No entanto, a redução do “atraso escolar” é mais evidente no 1.º e 2.º ciclo do que no 3.º e ensino secundário. Curiosamente, o 2.º ciclo registava nos anos 90 “um valor anormalmente alto”, diz o estudo, mas idêntico ao do secundário. Ainda assim, após a quebra acentuada nesta década, o 3.º ciclo e o secundário estabilizaram a proporção dos alunos com idade superior à idade ajustada. “Tal significa que naqueles dois ciclos de ensino não se conseguiu reduzir de forma significativa a acumulação da retenção”, explicam os autores. Com estas leituras, os investigadores estimam que “dos alunos atualmente a frequentar o 2.º, 3. º ciclo e secundário cerca de um terço conta com, pelo menos, uma retenção no seu percurso escolar.
A cartografia das taxas de atraso no 1.º ciclo mostra uma alteração na distribuição de 1991 para 2011, passando da maior incidência do Norte de Portugal para os concelhos do Sul, ainda que se mantenha uma elevada incidência no Vale do Douro e Beira Interior. Por outro lado, os investigadores assinalam “o maior continuum geográfico” na Lezíria do Tejo, na Área Metropolitana de Lisboa, no Alentejo e no Algarve. “Claramente, a natureza do “atraso” neste ciclo já não se identifica exclusivamente com as zonas rurais e mais isoladas, mas abrange zonas peri-urbanas, muito possivelmente marcadas pela presença de comunidades migrantes”, explicam os investigadores citando em particular os casos da região algarvia e lisboeta.
O atraso escolar no 2.º e 3.º ciclo seguem padrões semelhantes “acentuando a natureza cumulativa do insucesso”. No ensino secundário é mais evidente o contraste entre o litoral e o interior, na metade norte do país. E, também a generalização a zonas urbanas e rurais, sejam do interior ou litoral, na metade sul. Apenas um senão: alguns concelhos do Alentejo e dos Açores registam em 2001 taxas de atraso escolar superiores às observadas 20 anos antes.
Elevar expectativas
Na parte final do estudo “Atlas da Educação” sugere-se uma avaliação do risco de abandono. O peso da falta de escolarização dos pais, o efeito do mercado de trabalho e o insucesso, além do contexto socioeconómico proporcionam várias explicações para este fenómeno. Acresce a taxa de abandono entre os 15 e os 17 anos, fruto de percursos atribulados pelo insucesso, sobretudo no 1.º e 2.º ciclo.
O cenário encontrado nos últimos vinte anos permite aos autores do estudo avançar com algumas recomendações para prevenir e combater um dos maiores problemas do sistema educativo: o insucesso. Desde logo, uma intervenção ao nível do 1.º ciclo. “A retenção e a repetência nos primeiros quatro anos de escolaridade são fatores de insucesso e de abandono que vão refletir-se nos anos seguintes”, dizem os investigadores alertando que cerca de 35% dos alunos chumbaram pelo menos uma vez no seu percurso escolar.
Por outro lado, “quando as intervenções remediativas sobre o risco de insucesso e de abandono incidem sobre o 3.º ciclo ou o ensino secundário, a probabilidade de inversão das expectativas é claramente mais reduzida”, acrescentam. Isto não significa que nada se possa fazer nestes níveis. A intervenção deve capacitar os alunos, com objetivo de aumentar as suas expectativas de escolarização.
Segundo os investigadores, o aumento das expectativas de sucesso dos alunos pode “contrariar o carácter seletivo e determinístico dos trajetos escolares em contextos sociais de desvantagem económica ou mesmo de exclusão”. Mas a tarefa não cabe apenas às famílias e aos professores, alertam, deve envolver as comunidades locais, as autarquias e as empresas. Só assim se poderão baixar os níveis de abandono e elevar os resultados.
In "Educare.Pt"
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