terça-feira, 7 de agosto de 2012

AS HISTÓRIAS DE JOLON

Foi perante um sala repleta de amigos que Jolon lançou o seu primeiro livro, o segundo das edições A.23, com sede no Fundão. "As estranhas e fantásticas histórias de Jolon" foram apresentadas pelo secretário geral do Partido Socialista.
De regresso a casa para apresentar o livro de Jolon, o secretário geral do PS não poupou nos elogios ao autor: homem simples, sensível directo e falador. É assim que António José Seguro se dirige ao amigo que um dia foi convidar para integrar a redacção do jornal A verdade de Penamacor, “o jornal eram três folhas A4 escritas numa máquina Royal preta em casa do meu tio, e como não tínhamos vários exemplares, entregávamos o jornal e ficávamos à espera que alguém o lesse”.
Esta poderia ser uma das estranhas e fantásticas histórias que Jolon reuniu em livro depois de publicadas ao longo de quase quatro décadas no Jornal do Fundão. Repórter do instante, assim lhe chama Fernando Paulouro no prefácio do livro que o director do JF considera importante “porque se pode inscrever na batalha pela memória”, porque se pode inscrever naquilo que é importante para “a identidade de uma terra, de um lugar, de um concelho, de uma região”.
É assim quando Jolon escreve sobre os ofícios, as lendas, as terras da raia, as curiosidades, as gentes, as tradições ou os sabores “fala das nossas bicas de azeite, da azeitona, das tabernas, do madeiro, não apenas o maior mas o mais bonito madeiro do país, da nossa serra da Malcata, do lince,dos pelourinhos, das igrejas, das fontes, fala de tudo isto e muito mais neste livro” recorda António José Seguro.
Um livro povoado de gente a que Jolon chama de “meus heróis”, que eternizou no seu primeiro livro. Num segundo volume, se o houver, promete outras histórias, desta vez, inéditas “algumas talvez do Tó Zé Seguro, outras do ex-presidente da câmara que um dia foi à pesca com um amigo e quando chegou a casa, de gravata, a filha perguntou-lhe se tinha ido à pesca ao que ele respondeu que não, que vinha de Penamacor. Então porque é que trazes as botas de borracha calçadas?”. A história arrancou uma gargalhada da sala.


Autora: Paula Brito in "Rádio Cova da Beira"

56 FURTOS NA ÚLTIMA SEMANA NO DISTRITO

Em Oleiros, o furto de dois cofres do interior de um estabelecimento comercial - serração de madeiras - através de escalamento/arrombamento, provocou um prejuízo no valor de 172.500 euros. Foi um dos 56 crimes contra o património registados pela GNR do distrito de Castelo Branco na última semana.
Ainda em Oleiros, em Moucho,  a GNR tomou conta da ocorrência do furto de 1.500 metros de fio de cobre, no valor de 600 euros. Na Covilhã, a GNR regista o furto de animais (2 bovinos), no valor total de 2 mil euros e um crime de roubo de um telemóvel, por esticão, no valor de 239 euros. Em Zebreira (Idanha-a-Nova), no último dia de Julho, ocorreu um crime de furto de cortiça no valor de 2 mil euros, o roubo de dois macacos hidráulicos do interior de uma residência, De uma habitação, mas em Silvares (Fundão), os meliantes levaram uma máquina fotográfica e um cartão de memória aos quais foi atribuído o valor de 519 euros.
Em Alcains, a GNR deteve dois homens, de 22 e 26 anos, por furto de um gerador, no valor de 10 mil euros. Em Vila de Rei, aquela força de  segurança dá conta do furto de 800 metros de fio de cobre, propriedade da EDP, no valor de cerca de 2.200 euros. Em Cernache do Bonjardim, a GNR registou um crime de danos num armário de distribuição da rede eléctrica.
Do relatório semanal da GNR destacam-se ainda os furtos, em Póvoa de Atalaia (Fundão), de um motor de um poço e uma bomba, no valor de 1.500 euros e em Idanha-a-Nova o furto, do interior de uma mochila, de uma máquina fotográfica, duas lentes e duas baterias, no valor de 3 mil euros.
Referência ainda para o Paul (Covilhã) onde a GNR tomou conta da ocorrência de um crime de abuso de confiança cujo valor ascende a 20 mil 705 euros, outro em Caria no valor de 4 mil euros. O roubo de alfaias agrícolas em Penamacor, no valor de 3 mil euros, dano/furto em veículo motorizado em Alcains, no valor de 2 mil euros, são outros dos crimes registados pela GNR.
Na última semana, a GNR efectuou 26 detenções, 10 das quais por posse/tráfico de estupefacientes e cinco por condução sob a influência de álcool no sangue.
Neste período, a Guarda Nacional  Republicana registou 31 acidentes de viação, dos quais resultaram: 1 morto, 7 feridos graves e 16 feridos ligeiros.
O comando distrital de Castelo Branco da PSP deteve no passado sábado (4 de Agosto) um indivíduo do sexo masculino por tráfico de estupefacientes. Foram-lhe apreendidas 302 doses de haxixe. No último dia de Julho e nos três primeiros de Agosto, a PSP deteve 3 indivíduos, do sexo masculino, por condução na via pública de veículo ligeiros de passageiros sob influência de álcool no sangue, acusaram taxas de 2,80 Gr/l, 2,04 Gr/l e 2,20 Gr/l, respectivamente.

Autor: Paulo Pinheiro in "Rádio Cova da Beira"

Dois mortos em festa junto a praia fluvial

Duas pessoas que participavam numa festa junto à praia fluvial de Benquerença, em Penamacor, morreram ao final da tarde de segunda-feira e na madrugada de hoje, em circunstâncias ainda não apuradas, informou fonte do Hospital da Covilhã.
A primeira vítima, um homem alemão de 47 anos, sem identificação, foi encontrado a boiar na barragem cerca das 19h de segunda-feira, referiu, acrescentando fonte da GNR que o mesmo terá sofrido uma queda.
A segunda vítima foi uma mulher francesa de 53 anos, que tomava medicação para problemas cardíacos e que ainda foi assistida por pessoal médico no recinto, pelas 5h, informou a fonte da GNR.
Ambos foram assistidos por equipas do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e sujeitos a manobras de reanimação durante o transporte, mas chegaram mortos ao hospital.
Segundo a fonte da GNR, a festa designava-se After-Boom e reuniria visitantes do festival de música electrónica e arte alternativa que decorreu durante uma semana e terminou no dia 4 de Agosto, em Idanha-a-Nova.
Aquela força de segurança não chegou a ser chamada ao local, uma vez que as vítimas foram assistidas no recinto e ainda estavam vivas quando foram transportadas ao hospital.
O Hospital da Covilhã já informou o Ministério Público sobre as duas mortes e aguarda indicações sobre a eventual realização de autópsias.

Lusa/SOL

In jornal "SOL"

Penamacor: António José Seguro apresentou livro sobre histórias vividas no seu concelho


Penamacor: António José Seguro apresentou livro sobre histórias vividas no seu concelho
O Secretário-geral do PS, António José Seguro, esteve este domingo em Penamacor, sua terra natal, para apresentar o livro "As estranhas e fantásticas histórias de Jolon".
António José Seguro afirmou que vê o interior como "uma oportunidade" e não "como um custo, como alguns o veem", lamentando que dois terços da população do país estejam no litoral.
À margem da apresentação, o líder socialista, recordou que, enquanto viveu na vila, foi preciso lutar por serviços públicos essenciais, como ter água 24 horas por dia, haver serviços médicos e de educação. "Conseguimos isso, mas hoje estamos a regressar a esses tempos. Há um recuo", lamentou.
António José Seguro sublinhou que "o que se exige para o interior são políticas públicas por um desenvolvimento mais harmonioso do país e que não se tratem, os portugueses que vivem no interior como portugueses de segunda".
O autor do livro foi chefe de redação no antigo jornal "A Verdade de Penamacor" do qual António José Seguro foi diretor.
O livro apresentado pelo secretário geral do PS, junta textos publicados ao longo de 40 anos por Jolon no Jornal do Fundão, e que retratam ofícios, figuras públicas, histórias e lendas, entre outros aspetos, da região da Beira Baixa. O autor promete continuar a escrever crónicas locais, porque, apesar da desertificação "ainda há matéria-prima. Cada vez menos, mas ainda há", estando já em preparação um segundo volume de histórias da região.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Faces da História - ROMA - Ecos do Império


Encontra-se patente no Museu Municipal a exposição Faces da História - ROMA - Ecos do Impérioque poderá ser visitada até ao final de Janeiro de 2013. A mostrabaseada no tesouro monetário da Barrocado Ouromuito mais do que a simples descrição dos numismasrevela-se uma janela aberta para oúltimo século da república romana.
Caso não possa visitar a exposição in locoveja o catálogo online


Termas de Águas

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INTERIOR: OPORTUNIDADE E NÃO CUSTO

António José Seguro olha para o interior como uma oportunidade e não como um custo. Para o secretário geral do Partido Socialista, o actual governo só tem uma solução para o interior "cortar, fechar, encerrar".
De regresso a casa, para apresentar o livro do amigo António José Lopes, com quem partilhou a redacção do Jornal “A verdade de Penamacor”, o secretário geral do Partido Socialista recordou o tempo em que se lutava no interior por serviços básicos que agora estão de novo em risco "a seguir ao 25 de Abril, aqui em Penamcor, nós lutávamos por ter água 24 horas por dia, médico todos os dias da semana e conseguimos, hoje o que estamos a assistir é a um regresso a esse tempo, isto é, há um recuo no acesso aos cuidados de saúde, de educação e de serviços públicos essenciais".
No final da cerimónia de apresentação do livro, e confrontado com as soluções, António José Seguro criticou as opções do actual governo que são duplamente penalizadoras para o interior do país "este governo só tem uma solução cortar, fechar, encerrar, isso está a acontecer com as freguesias, com as áreas de saúde..."
António José Seguro olha para o interior como uma oportunidade "de desenvolvimento económico em diversas áreas como no turismo, na preservação do património, mas também na deslocalização de investimentos".
António José Seguro ontem no final da apresentação do livro “Estranhas e fantásticas estórias de Jolon”. Uma cerimónia que resultou num encontro de amigos, de emoções, de partilha de recordações.

Autora: Paula Brito in "Rádio  Cova da Beira"

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Produçao de mel. Região com grande potencial


Apicultura está a receber sangue novo

Na Malcata e no Tejo Internacional estão a instalar-se dezenas de novos apicultores com projetos empresariais para a produção do mel

A APICULTURA está a crescer na região. As três associações que gerem as zonas controladas no distrito de Castelo Branco falam de um “crescimento na produção de mel” e de “um aumento do número de apicultores”. Seja para dar gosto ao gosto, seja por um objetivo de comercialização, a existência de infraestruturas de extração do mel na região, localizadas em Penamacor, gerida pela Meimocoop, Castelo Branco (a abrir brevemente), gerida pela Melgatus, e no Fundão, pela Pinus Verde, tornam possível transformar esta atividade amadora num projeto cada vez mais empresarial.

Luís Moreira, um jovem de 28 anos, licenciado em Engenharia Florestal é um desses casos. Desde pequeno que acompanha o pai, Carlos Moreira, apicultor há 30 anos, no trabalho da produção de mel em Alfrivída, no concelho de Vila Velha de Ródão. Começou por ter meia dúzida de cortiços mas hoje tem perto da aldeia 30 colmeias cujo mel serve para consumo doméstico e para oferecer a familiares e amigos.

O trabalho do apicultor é diário e não apenas por altura da extração do mel, de maio a setembro, quando as abelhas mais trabalham. “Não é só nestes meses que se tem mais trabalho. No resto do ano é preciso alimentar as abelhas, porque existem menos flores”, conta Carlos Moreira. O alimento resume-se a mel, a polen ou açúcar que permite que a colmeia não morra.

A atividade vai ter continuidade com o filho. “É um rapaz que me acompanha desde os oito anitos e gosto de ver que ele gosta disto”, diz com orgulho.

Luís Moreira prepara-se para aumentar a produção de mel graças a um projeto que conta com apoio do Proder. O investimento que ronda os 80 mil euros prevê o aumento da capacidade de produção de 30 colmeias de uma produção de 200 quilos de mel para 330 colmeias, cerca de seis toneladas ao ano, em Perais. O jovem apicultor vai dedicar-se à atividade nas horas vagas e manter o trabalho em Vila Velha de Ródão. “Desde pequenino que ando em roda das abelhas. Espero fazer algum dinheiro com isto”, explica. A comercialização do mel é uma aposta de futuro. “O nosso mel é muito procurado, conto com o apoio da Meltagus nesta questão da venda”, reforça. O facto da Câmara de Castelo Branco ter construído a central meleira está a ser decisivo no aumento de efetivos de colmeias por parte dos associados da Meltagus – Associação de Apicultores do Tejo Internacional, com a maior zona de influência do país e que corresponde a Castelo Branco, Vila Velha de Ródão e Idanha-a-Nova, onde estão instalados cerca de 190 apicultores do norte a sul do país.

A associação criada em 2004 começou por ter quatro sócios, no último ano a associação duplicou o número de associados. A abertura da central meleira, construída pela autarquia albicastrense, que se tornará na maior do país em capacidade de produção e de avanço tecnológico, a realização de ações de formação, parcerias estabelecidas com a Escola Superior Agrária e o Inovcluster “criaram as condições para que a apicultura esteja a florescer na região”, sublinha Nelson Antunes, presidente da Meltagus, que tem tentado trazer “sangue novo” para a apicultura. “No último ano instalaram-se 14 novos produtores no concelho, é já um dado significativo”, acrescenta, confiante de que Castelo Branco está a ”mostrar cartas ao país de como se deve apoiar a agricultura”. A central meleira tem capacidade para uma produção diária de 15 toneladas de mel, possui zonas de extração, de embalamento, laboratórios e um espaço didático para visitas de estudo, num investimento de 500 mil euros da Câmara.

O percurso que se segue é do criar canais de comercialização do mel produzido na região, o que será possível através da união dos produtores. “Temos a vantagem da desertificação do Interior, onde pode ser produzido um mel bastante procurado no estrangeiro que é o mel de lanvada (rosmaninho). Mas o mercado externo procura grandes quantidades e para respondermos, só através da união dos vários produtores que começam a surgir”, finaliza o dirigente.

Na zona controlada gerida pela Meltagus, a maior do país em área territorial, produz-se, em média, 220 toneladas de mel. Nos próximos anos esta média vai subir porque os produtores instalados estão a aumentar a sua capacidade e outros agricultores estão a instalar projetos neste território. “Há oito anos quase ninguém fazia o registo desta atividade”, observa Nelson Antunes que acredita existirem “cinco a seis mil colmeias que estão nesta situação”.

(Leia toda a reportagem na edição semanal)

sábado, 28 de julho de 2012

António José Seguro apresenta livro de Jolon


O secretário geral do Partido Socialista apresentará no próximo dia 5 de Agosto em Penamacor, às 18:30, no auditório da Escola de Música (ex-quartel militar), o livro “As Estranhas e fantásticas histórias de Jolon”. António José Seguro vai apresentar o livro do amigo com quem partilhou a redacção do extinto jornal A Verdade de Penamacor do qual era director e Jolon o chefe de redacção.
“As Estranhas e Fantásticas Histórias de Jolon”, do jornalista e contador de estórias José Lopes Nunes, Volume I, é editado pela A23 EDIÇÕES e reúne uma antologia de textos publicados no Jornal do Fundão.
São mais de 300 páginas de quase 40 anos de histórias recolhidas nas freguesias do concelho de Penamacor, mas também noutros concelhos da região: tradições, profissões em vias de extinção e histórias fantásticas de velhotes que povoam a paisagem humana da raia.
O livro é um memorial a todos os personagens reais que Jolon entrevistou ao longo das últimas décadas e está dividido em oito núcleos temáticos: Ofícios, Raia,A aldeia e os dias, Curiosidades e lendas das terras da raia, Terras, Festas feiras e romarias,
Sabores e Ouvi agora, senhores. Apresentam a obra António José Seguro e o director do Jornal do Fundão Fernando Paulouro Neves.

No prefácio assinado por Fernando Paulouro Neves, pode ler-se: Ponho-me a olhar para antigamente e não consigo fixar o dia em que o Jolon (José Lopes Nunes, de seu nome) subiu pela primeira vez à Redacção do “Jornal do Fundão”, armado dos seus papéis e das suas fotografias. (…) Descobri, então, de surpresa em surpresa, de página em página, alguém que tinha dentro de si um talento inato de repórter, que sabia olhar a realidade e, nesse olhar, era capaz de distinguir o essencial do acessório, valorizar o detalhe e o particular, sem ceder à facilidade do cliché. O Jolon, sempre com a sua máquina fotográfica ao alcance da mão, por
onde quer que andasse, fossem quais fossem os caminhos ocasionais das suas andanças, captava a realidade, tanto quanto ela se deixa captar, com os ângulos da sua visão sobre as pessoas, as coisas, os lugares, as paisagens. Nesse aspecto, poderíamos falar dele como “repórter do instante”, magnífico conceito de jornalismo que Camus foi capaz de definir como exigência de observação rigorosa do mundo à nossa volta. Então, o Jolon foi, de certo modo, no seu persistente registo dos dias, o cronista atento de Penamacor, fugindo sempre – ou quase – à maneira burocrática e rotineira de fazer informação. No seu caso, há outra virtude a acrescentar à sua aventura de palavras: o trabalho em louvor da memória que, ao longo dos anos, o Jolon vem realizando, como
contador de “estórias”. Há, nessa procura de dar visibilidade a histórias de vida esquecidas, uma relação profunda de afecto com as pessoas. O Jolon trouxe ao nosso convívio a emergência de quotidianos excluídos da galeria da informação e falou deles iluminando rostos, registando nomes, dando a histórias de vida, tantas vezes marcadas por fundos silêncios, um conteúdo de humanidade e de pertença. Ele percorreu esses territórios, foi ao encontro de mundos aparentemente perdidos no silêncio e deles
retirou rostos, vidas, pequenas e grandes “estórias” que ajudam a identificar socialmente, à sua escala, um lugar, muitas vezes uma aldeia, um concelho, uma região. E, no centro desses microcosmos pontuados de diversidades, um coração: Penamacor. “As Estranhas e Fantásticas Histórias de Jolon” são esse coração a bater um pouco mais depressa. Como se fosse a terra a respirar.”


sexta-feira, 27 de julho de 2012

Inauguração do edifício escolar


No passado dia 9 de Junho, por ocasião de mais um Convívio de Pedroguenses, o Prof. Mário Figueiredo teve a amabilidade de nos presentear com mais um pedaço de história da nossa terra.
Trata-se de uma cópia da notícia da inauguração do edifício da escola, ocorrida a 14 de Abril de 1941, publicada no boletim Escola Portuguesa, e que aqui disponibilizamos na íntegra para todos os interessados. (Clicar no documento para visualizar com maior definição.)




Festas Populares 2012

Penamacor: Aves selvagens devolvidas à natureza

 O Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens está a devolver 30 aves selvagens à natureza, em vários distritos da região centro.

In jornal "A Reconquista"

Penamacor: Autoridades investigam plantação de eucaliptos



 
Um abaixo-assinado levou a Câmara Municipal de Penamacor a avançar com um processo de contraordenação. O caso também foi entregue à GNR.

In jornal "A Reconquista"

Seguro apresenta livro com histórias do concelho de Penamacor






O secretário-geral do PS vai estar em Penamacor no dia 05 de agosto, para apresentar o livro “As Estranhas e fantásticas histórias de Jolon”, que reúne um conjunto de textos do correspondente do Jornal do Fundão naquele concelho.
José Lopes Nunes (Jolon) nasceu na freguesia de Aranhas, Penamacor, a 29 de setembro de 1943, e foi chefe de redação do jornal “A Verdade de Penamacor”, do qual António José Seguro era diretor.
O livro das edições A23 percorre, ao longo de 300 páginas, os últimos 40 anos da vida do concelho do distrito de Castelo Branco, destacando tradições, profissões em vias de extinção e “histórias fantásticas de velhotes que povoam a paisagem humana da raia”, refere a editora em comunicado.
O livro será apresentado às 18H30 no auditório da pólo da Academia de Música e Dança do Fundão, no antigo quartel militar da vila.

(Texto: Agência Lusa)

Produçao de mel. Região com grande potencial

Apicultura está a receber sangue novo

Na Malcata e no Tejo Internacional estão a instalar-se dezenas de novos apicultores com projetos empresariais para a produção do mel.

A APICULTURA está a crescer na região. As três associações que gerem as zonas controladas no distrito de Castelo Branco falam de um “crescimento na produção de mel” e de “um aumento do número de apicultores”. Seja para dar gosto ao gosto, seja por um objetivo de comercialização, a existência de infraestruturas de extração do mel na região, localizadas em Penamacor, gerida pela Meimocoop, Castelo Branco (a abrir brevemente), gerida pela Melgatus, e no Fundão, pela Pinus Verde, tornam possível transformar esta atividade amadora num projeto cada vez mais empresarial.
Luís Moreira, um jovem de 28 anos, licenciado em Engenharia Florestal é um desses casos. Desde pequeno que acompanha o pai, Carlos Moreira, apicultor há 30 anos, no trabalho da produção de mel em Alfrivída, no concelho de Vila Velha de Ródão. Começou por ter meia dúzida de cortiços mas hoje tem perto da aldeia 30 colmeias cujo mel serve para consumo doméstico e para oferecer a familiares e amigos.
O trabalho do apicultor é diário e não apenas por altura da extração do mel, de maio a setembro, quando as abelhas mais trabalham. “Não é só nestes meses que se tem mais trabalho. No resto do ano é preciso alimentar as abelhas, porque existem menos flores”, conta Carlos Moreira. O alimento resume-se a mel, a polen ou açúcar que permite que a colmeia não morra.
A atividade vai ter continuidade com o filho. “É um rapaz que me acompanha desde os oito anitos e gosto de ver que ele gosta disto”, diz com orgulho.
Luís Moreira prepara-se para aumentar a produção de mel graças a um projeto que conta com apoio do Proder. O investimento que ronda os 80 mil euros prevê o aumento da capacidade de produção de 30 colmeias de uma produção de 200 quilos de mel para 330 colmeias, cerca de seis toneladas ao ano, em Perais. O jovem apicultor vai dedicar-se à atividade nas horas vagas e manter o trabalho em Vila Velha de Ródão. “Desde pequenino que ando em roda das abelhas. Espero fazer algum dinheiro com isto”, explica. A comercialização do mel é uma aposta de futuro. “O nosso mel é muito procurado, conto com o apoio da Meltagus nesta questão da venda”, reforça. O facto da Câmara de Castelo Branco ter construído a central meleira está a ser decisivo no aumento de efetivos de colmeias por parte dos associados da Meltagus – Associação de Apicultores do Tejo Internacional, com a maior zona de influência do país e que corresponde a Castelo Branco, Vila Velha de Ródão e Idanha-a-Nova, onde estão instalados cerca de 190 apicultores do norte a sul do país.
A associação criada em 2004 começou por ter quatro sócios, no último ano a associação duplicou o número de associados. A abertura da central meleira, construída pela autarquia albicastrense, que se tornará na maior do país em capacidade de produção e de avanço tecnológico, a realização de ações de formação, parcerias estabelecidas com a Escola Superior Agrária e o Inovcluster “criaram as condições para que a apicultura esteja a florescer na região”, sublinha Nelson Antunes, presidente da Meltagus, que tem tentado trazer “sangue novo” para a apicultura. “No último ano instalaram-se 14 novos produtores no concelho, é já um dado significativo”, acrescenta, confiante de que Castelo Branco está a ”mostrar cartas ao país de como se deve apoiar a agricultura”. A central meleira tem capacidade para uma produção diária de 15 toneladas de mel, possui zonas de extração, de embalamento, laboratórios e um espaço didático para visitas de estudo, num investimento de 500 mil euros da Câmara.
O percurso que se segue é do criar canais de comercialização do mel produzido na região, o que será possível através da união dos produtores. “Temos a vantagem da desertificação do Interior, onde pode ser produzido um mel bastante procurado no estrangeiro que é o mel de lanvada (rosmaninho). Mas o mercado externo procura grandes quantidades e para respondermos, só através da união dos vários produtores que começam a surgir”, finaliza o dirigente.
Na zona controlada gerida pela Meltagus, a maior do país em área territorial, produz-se, em média, 220 toneladas de mel. Nos próximos anos esta média vai subir porque os produtores instalados estão a aumentar a sua capacidade e outros agricultores estão a instalar projetos neste território. “Há oito anos quase ninguém fazia o registo desta atividade”, observa Nelson Antunes que acredita existirem “cinco a seis mil colmeias que estão nesta situação”.

(Leia toda a reportagem na edição semanal)