quarta-feira, 9 de março de 2011

Casa do Marrocos III








Casa do Marrocos II










Casa do Marrocos











A "Casa do Marrocos", como é conhecida entre os Pedroguenses, é um dos melhores e mais carismáticos exemplos do património da nossa terra.
O nosso conterrâneo e amigo Luís Gonçalves, a quem agradecemos, fez-nos chegar um lote de imagens de grande qualidade que aqui partilhamos com todos para a posteridade.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Penamacor: Câmara contra alteração do centro de emprego


Os desempregados do concelho de Penamacor passam a ser atendidos a partir deste mês no Centro de Emprego de Castelo Branco, deixando a Covilhã. A decisão foi comunicada pelo presidente da Câmara Municipal de Penamacor, que diz ter sabido da alteração apenas na última sexta-feira, dia 25. Domingos Torrão garante no entanto que a decisão estaria tomada desde o final de Dezembro, sem que a autarquia tenha sido consultada sobre a matéria.
Aparentemente esta mudança resulta da própria organização do território, já que Penamacor pertence à chamada NUT (Nomenclatura de Unidade Territorial) da Beira Interior Sul, que abrange os concelhos de Idanha-a-Nova, Castelo Branco e Vila Velha de Ródão.
"Não temos qualquer razão de queixa e não percebemos o porquê desta decisão", afirma Domingos Torrão, que pretende falar com Valter Lemos, o secretário de Estado do Emprego e Formação Profissional, que é natural do concelho. "Eu sinceramente nem sei se o secretário de Estado tem conhecimento disto", acrescenta Torrão.
A União dos Sindicatos de Castelo Branco condena a decisão. Luís Garra, o coordenador da organização ligada à CGTP, diz que a alteração no centro de emprego começa por ter uma consequência "gravíssima" que passa pelo aumento dos custos de deslocação dos próprios habitantes "principalmente os do norte do concelho que estão mais próximo da Covilhã que de Castelo Branco". Além disso acredita que contribui para a alteração dos dados do desemprego, com o alívio do número de desempregados na Covilhã e um aumento ligeiro em Castelo Branco.
O Reconquista contactou o Instituto do Emprego e Formação Profissional no sentido de obter mais esclarecimentos, mas não obteve qualquer resposta até ao fecho desta edição.


Autor: José Furtado in jornal "A Reconquista"

LIGA COVIFIL – 1ª JORNADA FASE FINAL

Na primeira jornada da Liga Covifil a ADEP, que passeou a sua classe na primeira fase da prova, perdeu dois pontos em Pedrógão de S. Pedro e deixou-se apanhar pela Atalaia do Campo, colocando mais emoção nesta fase derradeira do campeonato distrital.

Em Pedrógão o jogo, por se tratar de um derby concelhio e por tudo o que está em jogo, a partida não foi muito bem jogada mas foi disputada com muito empenho de todos os jogadores. Foi a equipa de Penamacor a primeira a marcar, por intermédio de Manoel, à passagem do minuto 35. Foi com este resultado que se chegou ao intervalo. Na segunda parte Xana mexeu na sua equipa, deu-lhe mais cumprimento e à passagem do minuto 55 chegou à igualdade, por João Sousa, numa jogada que também envolveu Hélder Correia. Foi um resultado que serviu melhor os propósitos da equipa da casa, visto já não ter grandes esperanças de poder chegar ao titulo. A ADEP perde dois pontos que lhe podem vir a fazer muita falta.

Em Proença-a-Nova a equipa da Atalaia do Campo assumiu o jogo e disso tirou os respectivos dividendos. Chegou ao golo aos 38 minutos na sequência de um pontapé de canto, por intermédio de Cláudio, resultado que se manteve até ao descanso. Na segunda parte o jogo passou por um período de maior equilíbrio mas seria a equipa de João Trindade a resolver a questão do vencedor do jogo, com a obtenção do 2º golo, aos 78’, desta feita apontado pelo recém entrado Bruno Correia.

Em Cernache do Bom Jardim a equipa venceu a partida com o Alcains mas teve que esperar pelo período de descontos para conseguir o golo que valeu os três pontos. A equipa da casa foi sempre mais perigosa mas o Alcains bateu-se muito bem durante os 90 minutos. Quando já não se esperava que pudesse haver golos eis que maçaroco, com 3 minutos para lá dos 90, fez o tento da vitória, colocando a sua equipa em boa posição para disputar o título.

Com estes resultados a classificação da Liga Covifil passou a ter duas equipas na frente com os mesmos pontos e uma terceira a apenas quatro pontos. Atalaia e Penamacorense têm 26 pontos e o Vitória de Sernache 22. Seguem-se o Proença, com 17 pontos, Pedrógão com 16 e Alcains com 14. Voltamos a recordar que os pontos que estão atribuídos ao Penamacorense e à Atalaia do Campo são apenas aqueles que se reportam aos jogos homologados. Lamentavelmente, a segunda fase do campeonato começou sem que os clubes conheçam por completo as regras do jogo. O desfecho do processo disciplinar relativo ao jogo Atalaia – ADEP ainda está por definir, podendo vir a ser atribuídos pontos a um ou aos dois clubes ou como terceira possibilidade, atribuída derrota aos dois clubes ficando tudo como está.

Na próxima jornada os confrontos entre ADEP e Sernache e Atalaia do Campo – Pedrógão, podem ajudar a fazer uma melhor leitura de como este distrital está a ser disputado. Alcains – Proença é o outro confronto desta Liga.

Nos dois jogos de apuramento para a final da Taça de Honra registaram-se vitórias para as equipas forasteiras. O Vilarregense foi a Escalos de Cima vencer por 2-0, com golos de Joca e Nuno Alves e o Oleiros venceu em Vila Velha de Ródão, por 4-0, com golos de Miguel, Rui Paulo (2) e Theres.


Autor: José Joaquim Ribeiro in "Rádio Cova da Beira"

GOVERNADORES CIVIS CONFORMADOS

Governadores civis de Castelo Branco e da Guarda resignados perante a introdução de portagens na A23. Apesar de discordar, Alzira Serrasqueiro considera que a medida era inevitável.


Autores: Paulo Pinheiro e Paula Brito in "Rádio Cova da Beira"

PENAMACOR: CAMINHOS RURAIS IRREGULARES

A denúncia foi feita na última sessão da assembleia municipal por António Bento, membro da coligação "Todos por Penamacor". De acordo com o autarca, há caminhos rurais cujo traçado foi alterado e outros estão fechados. Presidente da câmara municipal quer saber de que vias se tratam, embora os caminhos rurais sejam competência das juntas de freguesia.

Autor: Paulo Pinheiro in "Rádio Cova da Beira"

sexta-feira, 4 de março de 2011

AFCB: NOMEAÇÕES CONHECIDAS

O Conselho Regional de Arbitragem da Associação de Futebol de Castelo Branco deu a conhecer esta sexta-feira os árbitros nomeados para a primeira jornada da 2ª fase da Liga Covifil.

Luís Cruz será o juiz do derby do concelho de Penamacor, entre Pedrogão de S. Pedro e Penamacorense.

Para o jogo Proença-à-Nova – Atalaia do Campo, os conselheiros nomearam Ricardo Fontes, enquanto que o árbitro Bruno Nave vai dirigir o encontro, Vitória de Sernache – CD Alcains.

Quanto à fase de Apuramento do Finalista da Taça de Honra “José Farromba”, o conselho de arbitragem nomeou Tiago Gonçalves para o Escalos de Cima – Vilarregense, e Carlos Silva para o jogo Vila Velha de Rodão – Oleiros. Neste primeira jornada vai folgar o GD Teixosense.

Todos os encontros estão marcados para este domingo às 15 horas, com excepção do jogo de Vila Velha de Rodão, que começa uma hora depois.

Entretanto a contar para a Taça de Honra “Carlos Ranito Xistra” em Futsal, os jogos da terceira e última jornada da primeira fase vão decorrer este sábado.

Na série “A” vão jogar às 18 horas, Carvalhal Formoso – Casa do Benfica em Belmonte, com arbitragem a cargo de João Abrantes, enquanto que às 21 horas, o Sporting da Covilhã recebe o Vitória de Sernache, e o árbitro nomeado é David Veríssimo.

Na série “B”, o juiz Izaldo Barata dirige às 17 horas, o jogo Casa do Benfica em Oleiros – Casa do Povo do Ferro, e às 18 horas, o árbitro Bruno Duarte vai estar no AC Alcaria – UD Cariense.




Autor: Miguel Malaca in "Rádio Cova da Beira"

quinta-feira, 3 de março de 2011

Penamacor: Utentes do concelho mais longe do hospital


Os utentes do Serviço Nacional de Saúde do concelho de Penamacor querem continuar a optar pelo hospital onde pretendem ser atendidos. O direito de opção existia há já alguns anos, baseado num acordo entre a Câmara Municipal de Penamacor e a Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro. Mas com a entrada em funcionamento da Unidade Local de Saúde de Castelo Branco (ULS), que tem sede no Hospital Amato Lusitano, caiu por terra esta excepção.
Para quem vive na vila de Penamacor e nas freguesias mais a sul - como Aldeia do Bispo, Águas, Aldeia de João Pires, Aranhas, Salvador, Pedrógão de S. Pedro e Bemposta - a deslocação até ao Amato Lusitano já faz parte da rotina, por ficar mais perto. Mas o mesmo não acontece quando se fala na Meimoa, Benquerença, Meimão ou Vale da Senhora da Póvoa, que têm mais perto o Hospital da Cova da Beira, na Covilhã.
Os números são mais elucidativos do que está em causa. Quem mora na Benquerença faz 31 quilómetros até à Covilhã, que demoram a percorrer cerca de 40 minutos. Ir para Castelo Branco implica uma deslocação de 70 quilómetros, que resultam em cerca de uma hora de viagem.
António Luís Soares, o presidente da Junta de Freguesia de Benquerença, confessa-se "estupefacto" com a alteração, que mexe com a prestação de serviços de ambulância.
"A decisão de canalizar todos os serviços de saúde para o Hospital Amato Lusitano penaliza muitíssimo os utentes do concelho de Penamacor e essencialmente os do norte do concelho", afirmou o autarca, que apresentou uma moção na Assembleia Municipal de Penamacor. O documento analisado na reunião da passada semana foi votado quase por unanimidade. O único voto dissonante foi o do socialista Dias Lopes.
Francisco Abreu, da Coligação Todos por Penamacor (PSD, CDS-PP, Partido da Terra), considera que a medida vai contribuir para a desertificação resultante da perda de jovens, mas também afasta algumas pessoas que depois de uma vida de trabalho optavam por regressar à terra para gozar a reforma. Mas o deputado municipal é também crítico daquilo que diz ser a falta de intervenção da autarquia, que segundo ele não levanta a voz quando é preciso.
"Até neste aspecto somos um pobre concelho, temos um executivo que está de cócoras perante interesses que não são os do concelho de Penamacor", afirmou.
A condenação chega também do presidente da assembleia municipal. Jorge Seguro chegou a participar na reunião com a Administração Regional de Saúde onde a excepção ficou assente, recordando que esse compromisso "foi assumido por parte do presidente da ARS".
O presidente da Câmara Municipal de Penamacor discorda da decisão e pretende agendar uma reunião com a direcção da Unidade Local de Saúde de Castelo Branco para reverter a situação. Domingos Torrão alega que concordou com a integração de Penamacor na ULS de Castelo Branco "porque tínhamos esta liberdade de escolha", acusando os responsáveis pela gestão da saúde de não terem honrado os seus compromissos.
O presidente lamenta ainda que a câmara municipal não tenha sido consultada previamente.
Questionada pelo Reconquista, a ARS Centro responde apenas que os esclarecimentos cabem à ULS de Castelo Branco, que tem "plena autonomia para decidir sobre o assunto". Mas da parte da ULS nem sequer há comentários. A moção segue agora para os grupos parlamentares na Assembleia da República e a ministra da Saúde.

Autor: José Furtado in jornal "A Reconquista"

Penamacor: Parlamento dos Jovens debate violência escolar


Jovens de 20 escolas do distrito de Castelo Branco estiveram reunidos esta semana em Penamacor para debater o tema da violência em meio escolar. O encontro aconteceu no âmbito da sessão distrital do ensino básico do Parlamento dos Jovens, uma iniciativa da Assembleia da República.
Desta sessão distrital, que decorreu no antigo quartel de Penamacor, saiu a aprovação de uma proposta inicialmente apresentada pela Escola Frei Heitor Pinto, da Covilhã, que contempla a aplicação de acções disciplinares aos agressores, a criação de um órgão se segurança nas escolas e finalmente de um gabinete de apoio à vítima e às famílias.
O debate foi conduzido pelo deputado socialista Jorge Seguro, natural de Penamacor e presidente da assembleia municipal daquele concelho.
O encontro serviu ainda para escolher os jovens que se vão sentar no lugar de deputados na sessão nacional do Parlamento dos Jovens, que está marcada para
2 e 3 de Maio na Assembleia da República, em Lisboa.

In jornal "A Reconquista"

Agrupamento Ribeiro Sanches: Violência nas Relações em debate

Decorreu no auditório da escola sede do Agrupamento Ribeiro Sanches de Penamacor, dia 22 de Fevereiro, uma conferência sobre o tema Violência nas Relações, organizada pelas alunas de Área de Projecto de 12º ano, Adriana Adelino, Cláudia Salvado, Cristiana Pereira e Dalila Pelicano.
Destinada a alunos do ensino básico e secundário e integrada nos seus temas de Educação Sexual, em parceria com o Projecto de Educação para a Saúde (PES) e a Cáritas Diocesana da Guarda, através do seu projecto "100 Muralhas", o projecto contou ainda com o contributo de Carlos Brito, presidente do Centro de Alcoólicos Recuperados da Guarda, Vera Pragana, directora do Centro de Apoio à Vida da Cáritas Diocesana da Guarda e Elsa Gouveia, ex-vítima de violência doméstica que, através dos seus testemunhos, deram uma lição sobre o ser vítima e/ou violentador, suas causas e consequências.
Carlos Brito falou do seu percurso de vida antes, durante e após a sua dependência do álcool. Vera Pragana elucidou a plateia sobre as várias formas de violência exercida especialmente sobre mães adolescentes, que perderam todo e qualquer suporte de vida. Elsa Gouveia, testemunhou o seu inferno de vida durante 15 anos de casada com um alcoólico violentador e as dificuldades por que passou para se libertar daquela tortura.
Os alunos presentes apreciaram deveras estes testemunhos e saíram desta palestra mais sensibilizados e alerta para estas chagas que continuam a envergonhar a nossa sociedade.

In jornal "A Reconquista"

terça-feira, 1 de março de 2011

PENAMACOR: EXPOSIÇÃO DE BUREL

A partir de hoje, até final do mês de Março, o 1º piso dos paços do concelho de Penamacor acolhe uma expoisção de burel, da autoria de Miguel Gigante.

Sobre o autor:

Miguel Gigante nasceu na Covilhã no dia 18 de Outubro de 1971. Cresceu no seio de uma família ligada à indústria Têxtil, tendo despertado cedo para tudo o que estava relacionado com o vestuário. Em 1992 mostra a sua primeira colecção e em simultâneo abre loja de marca própria na Covilhã.

No ano seguinte abre o seu atelier onde desenvolve trabalhos personalizados, e onde actualmente produz as marcas Miguel Gigante e (cool)natura.

Participou em vários eventos de moda pelo país com colecções próprias e com parcerias com a indústria têxtil e confecção, na elaboração de catálogos, protótipos, produções e colecções.
De entre o Burel, as Flanelas e as Malhas, deparamo-nos com uma diversa panóplia de texturas, espessuras e toques agradáveis, conseguida pela primazia dos acabamentos imputados. Tanto os produtos como as cores manifestam uma forte associação ao conceito natureza.

Já participou em várias feiras, nacionais tais como: Artesanatus no Porto, Fia em Lisboa entre outras. Internacionais: Itália (Florença, Roma, Milão e Piza) e Áustria (Innsbruck).

Fonte: CMP

Autor: Paulo Pinheiro in "Rádio Cova da Beira"

PENAMACOR "EMPURRADO" PARA CASTELO BRANCO

Depois do ministério da saúde, também o instituto de emprego vem exigir que todos os assuntos sejam tratados com Castelo Branco em vez de Covilhã, como acontecia até agora. O concelho de Penamacor está a ser administrativamente "empurrado" para sul.

Primeiro foi o ministério da saúde a exigir que os penamacorenses recorram aos serviços do Hospital Amato Lusitano em vez do Centro Hospitalar da Cova da Beira, agora a vez do ministério do emprego fazer as mesmas exigências em relação ao centro de emprego e formação profissional. Situações que levam Domingos Torrão a afirmar que Penamacor está a ser empurrado para Castelo Branco "é aquilo que tem acontecido, sempre estivémos mais ligados à Cova da Beira, mas agora, desde que pertencemos à Nut III da Beira Interior Sul estamos a ser empurrados para Castelo Branco".

Depois da saúde, que levou à aprovação na última assembleia municipal de uma moção exigindo a liberdade de escolha do hospital onde querem ser tratados, é agora a vez do Instituto de Emprego exigir que todos os assuntos sejam tratados com Castelo Branco em vez da Covilhã, a partir deste mês de Março. Uma decisão comunicada ao presidente da autarquia na passada sexta-feira "só hoje é que recebi do centro de emprego uma decisão que já tinha sido tomada em 31 de Dezembro do ano passado para entrar em vigor a partir de Março". Uma decisão que Domingos Torrão não entende e com a qual não concorda "a única argumentação é a NUT III , por questões estatísticas, mas eu acho que as pessoas são mais do que números".

O presidente da câmara de Penamacor defende a promoção de um amplo debate no concelho sobre esta matéria "para saber o que pretendemos porque até agora não fomos tidos nem achados". Segundo Domingos Torrão a questão "não pode ser apenas uma obrigação administrativa, há direitos constitucionais, como a liberdade de escolha, que devem ser salvaguardados".


P.Pinheiro

Paula Brito

In "Rádio Cova da Beira"

AMP APROVA MOÇÕES

A assembleia municipal de Penamacor aprovou por unanimidade uma moção apresentada por Guida Leal, da bancada do PS, contra os cortes no pagamento do transporte de doentes não urgentes. Outra moção, aprovada por maioria, insurge-se contra ao fim da opção dos penamacorenses em escolher os serviços do CHCB ou do HAL.


Autores: Paulo Pinheiro e Paula Brito in "Rádio Cova da Beira"

Penamacor: Como é viver numa escola com menos 5,5% do Orçamento de Estado


Chineses, ucranianos, brasileiros e portugueses partilham o mesmo Agrupamento de Escolas que continua a sentir um decréscimo de alunos, mesmo assim, o projecto educativo em promover a formação académica dos alunos é visto por toda a comunidade escolar como ponto forte.

A escola está bem, recomenda-se e está de saúde diz a directora do Agrupamento que fez uma auto-avaliação para identificar os pontos fortes e os fracos do Agrupamento Ribeiro Sanches composto por 83 professores, 486 alunos e 38 pessoal não docente. É esta família escolar do concelho de Penamacor.

Helena Pinto admite ainda não ter os dispositivos que gostava que a escola tivesse para se auto-avaliar a juntar aos resultados ao nível do 9º ano, apesar de terem dado um pequeno salto de melhoria ainda não estão bem classificados a nível nacional, sobretudo nas disciplinas de português e matemática assim como os resultados nas disciplinas de biologia/Geologia e físico-química A. O “calcanhar de Aquiles” do Agrupamento Ribeiro Sanches está na redução de alunos, ou por motivos de transferência ou por anulação de matrícula, sinónimo da desertificação e abandono de todo o território do Interior. Se o concelho de Penamacor vive de forma acentuada o peso da desertificação, este êxodo para as cidades tem tido reflexos no agrupamento de escolas que tem tido dificuldade em fazer uma oferta educativa que possa satisfazer as escolhas de todos, porque não tem alunos suficientes para abrir turmas necessárias.

Tal como acontece em todos os agrupamentos de escola, estejam eles no Interior ou no Litoral, também o de Penamacor vive sobretudo do Orçamento de Estado e Helena Pinto já fez as contas e diz que se tem sido difícil viver com menos, este ano lectivo o Agrupamento de Escolas Ribeiro Sanches vai ter de viver ainda com menos, em cerca de 5,5% do Orçamento de Estado, a principal fonte de financiamento. Á pergunta como é que a escola vai viver com menos dinheiro em tesouraria a directora responde “tal como vivemos em nossas casas, fazendo cortes onde temos mais gastos”.

A falta de uma psicóloga a tempo inteiro no Agrupamento, dado que o Ministério da Educação não autorizou a renovação do contrato com a técnica vem traduzir na prática a falta de um serviço de orientação escolar a funcionar, como aconteceu no ano passado em pleno diz Helena Pinto recordando o ano anterior em que foi feito um trabalho notável em termos de aprendizagem e orientação escolar porque havia uma psicóloga a tempo inteiro em articulação com a autarquia, tendo permitido o aumento das taxas de sucesso escolar.

A Escola Ribeiro Sanches tem formado gerações em Penamacor, numa escola que nasceu no Solar do Conde, hoje como Biblioteca Municipal, seguiram-se os pré-fabricados junto à mata municipal por um período provisório mas que o tempo arrastou durante 15 anos até 1999, altura em que foi construída junto à variante da Vila a nova escola sede. Passados 12 anos a escola continua por inaugurar, uma situação que não preocupa Helena Pinto que responde que “ o cortar da fita é o momento menos importante que tem uma escola”. Desvaloriza o acto porque sabe que o mais importante é o trabalho que é feito todos os dias que começaram quando toda a comunidade mudou-se para as novas instalações. Mais que estar a faltar a inauguração, a escola está preocupada é com a redução de alunos.

O Agrupamento Ribeiro Sanches tem pontos fortes que merecem atenção da directora ao enumerar a “estabilidade do corpo docente, os resultados escolares dos alunos do 1º e 2º Ciclos a juntar às parcerias e projectos criados de ligação à comunidade”. Com instalações notáveis a escola sede tem apostado nas energias renováveis, tendo em funcionamento um curso profissional nesta área. Aliás, a par de uma escola da Sertã, foi pioneira nesta área e hoje tem uma estação meteorológica auto-suficiente em termos energéticos e aposta na microgeração onde os painéis foto-voltaicos permitem arrecadar uma renda que ronda os 300 euros mensais, da energia vendida à REN.

Presente em sete freguesias do concelho raiano o Agrupamento de Escolas que tem como patrono o pedagogo Ribeiro Sanches continua a formar alunos dos 3 até quase aos 20 anos de idade de quatro nacionalidades.

Autor: Jaime Pires in "Diário Digital Castelo Branco"