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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016


aqui nos referimos anteriormente a um ilustre filho da nossa terra, Francisco Pinto da Cunha Leal, que desempenhou alguns dos mais altos cargos da Nação.

Hoje trazemos informação sobre um outro ilustre pedroguense, deputado à Assembleia Nacional durante duas legislaturas (VII e VIII), entre 1957 e 1965. 

Trata-se de Alberto Franco Falcão, cujo registo de actividade parlamentar podemos encontrar aqui.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

GALA DISTINGUE JOSÉ LOPES DIAS

Rádio Cova da Beira

A associação de estudantes da escola superior de saúde do instituto politécnico de Castelo Branco promove esta noite, pelas 21:00, uma homenagem ao fundador daquele estabelecimento de ensino. Natural da freguesia de Vale da Senhora da Póvoa, no concelho de Penamacor, José Lopes Dias faleceu em 1976. Em 1948 avançou para a fundação da então escola superior de enfermagem com o objectivo de ultrapassar as graves carências da população da região na área da saúde. 

Integrado nas comemorações dos 115 anos do nascimento de José Lopes Dias o cine teatro avenida acolhe uma gala onde se pretende distinguir uma personalidade marcante na vida do distrito, como refere a presidente da secção cultural da associação de estudantes da ESALD “era uma pessoa que, para além de todo o conhecimento técnico e científico que detinha, esteve sempre ao serviço dos outros. Podia ter trabalhado em qualquer parte do país ou do mundo mas optou por ficar sempre no seu distrito e deu vários contributos à cidade de Castelo Branco; para além de ter fundado a então escola de enfermagem foi também o primeiro presidente do Rotary, foi ele que fundou a delegação da Cruz Vermelha e quem lhe pedia ajuda era sempre ajudado”.
Sara Gaspar acrescenta que, para além da homenagem, esta gala vai ter também uma vertente solidária com o intuito de angariar fundos para apoiar duas instituições albicastrenses “contamos poder oferecer equipamentos informáticos específicos à APPACDM de Castelo Branco para jovens e adultos que tenham dificuldades em falar e também vamos tentar ajudar a casa de infância e juventude num projecto que estão a desenvolver que é o «linhas e costuras” com a aquisição de mobiliário e isso é também uma forma de a comunidade albicastrense poder interagir com estas duas instituições”. 

Autor: Nuno Miguel in "Rádio Cova da Beira"

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Novo bispo de Aveiro faz domingo entrada solene na Diocese

Aveiro, 10 set (Lusa) - Uma celebração com 19 bispos vai assinalar domingo à tarde, na Catedral de Aveiro, a entrada solene na diocese do novo bispo, António Moiteiro, anunciou hoje fonte diocesana.
António Moiteiro foi nomeado bispo de Aveiro pelo papa Francisco, em julho, para suceder a António Francisco dos Santos, atual bispo do Porto que, por sua vez, substituiu Manuel Clemente, agora patriarca de Lisboa.
A celebração eucarística, que assinala a entrada solene na Catedral de Aveiro, terá lugar às 16:00, com a presença do núncio apostólico, Rino Passigato, que apresentará a bula papal da nomeação.
António Moiteiro toma posse canónica na véspera, numa cerimónia privada junto ao túmulo de Santa Joana Princesa, perante o Colégio dos Consultores.
Antes de ser nomeado bispo de Aveiro, António Manuel Moiteiro Ramos, de 58 anos, esteve como bispo auxiliar da Arquidiocese de Braga.
Nascido na Aldeia de João Pires, do concelho de Penamacor (Castelo Branco),foi ordenado presbítero em 08 de abril de 1982 e durante 30 anos serviu em várias paróquias da Diocese da Guarda.
Foi nomeado bispo-auxiliar da Arquidiocese de Braga em 08 de junho de 2012 pelo papa Bento XVI, com o título de bispo-titular de Cabarsussi, recebendo a ordenação episcopal em 12 de agosto de 2012, na sé da Guarda, em cerimónia presidida pelo cardeal Saraiva Martins.
 
MSO // JGJ
 
Lusa/Fim
 

terça-feira, 15 de julho de 2014

António Moiteiro

 
Dois anos depois de ser nomeado bispo auxiliar da arquidiocese de Braga, D. António Moiteiro foi indigitado pelo Papa Francisco para bispo de Aveiro. Com 58 anos, o antigo pároco de S. Miguel, da Sé e de São Vicente, na Guarda, está a ter uma ascensão meteórica na hierarquia da Igreja portuguesa. Uma evolução a que não será alheia a formação deste natural da Aldeia de João Pires (Penamacor), que é licenciado pelo Instituto Superior de Teologia São Dâmaso (Madrid), mas também o seu trabalho na área da Educação Cristã e a sua relação muito próxima com os fiéis.
 
In jornal "O Interior"

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Emigração: O engenheiro galáctico

António Caria mostra uma das peças dos aviões. Foto: José Furtado/ Reconquista

António Caria trabalhou no projeto da ponte sobre o Tejo e ajudou a desenvolver os motores a jacto para aviões. A astronomia é a última grande paixão.
 
In jornal "A Reconquista"

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Furriel Pára-quedista João Caria Ramos; Heroi da Cruz de Guerra


No blogue “Cruz de Guerra” fomos encontrar esta merecida homenagem (que transcrevemos abaixo) a um nosso conterrâneo já anteriormente referido neste espaço:

 
 
 
Furriel Pára-quedista João Caria Ramos, Medalha da Cruz de Guerra de 3ª Classe; Pedrógão de São Pedro, Penamacor 15 de Outubro de 1942/ Angola 10 de Julho de 1968.



Foi como voluntário que aos 19 anos a 26 de Outubro de 1961 incorporou o Regimento de Caçadores Paraquedistas em Tancos, tendo merecido o Brevet nº 1793 após ter frequentado o 19ª curso de pára-quedismo militar.
Em 1963 tira o curso de Primeiros Socorros e parte em Junho desse ano para a Província Ultramarina de Angola para cumprir a sua primeira comissão de serviço junto do 21º Batalhão de Caçadores Paraquedistas. A 18 de Novembro de 1965 é promovido a Furriel paraquedista.
A 29 de Novembro de 1967, ano em que tirou o Curso de Transporte Aéreo e Lançamento de Material, é recolocado no BCP 21, unidade na qual cumpriu a sua primeira comissão de serviço.

Aos 25 anos é morto em combate na Província de Angola a 10 de Julho de 1968.



“Por Portaria De 21 de Outubro de 1968

Condecorado com a Medalha da Cruz de Guerra de 3ª Classe, a titulo póstumo o furriel pára-quedista João Caria Ramos, ao tempo do CBP 21 por ter sido considerado nas condições expressas nos art.ªs 9º e 10º e seus parágrafos 1º e 4º do Regulamento da Medalha Militar aprovado pelo Decreto 33667 de 28MAI46.”




“Ordem à Aeronáutica nº32
3ª série 20 de Novembro de 1968

Considerado como dado pelo SEA, o louvor a titulo póstumo concedido ao furriel paraq. João Caria Ramos, ao tempo do BCP 21, publicado na OS nº100 de 19AGO68, do C.º 2.ª RA.
Pelo valor e serenidade que sempre demonstrou em missões de combate no comando da sua secção.
A profundidade dos seus conhecimentos militares e o exemplo permanente foram sempre motivos de admiração.
Na ultima missão em que tomou parte, pois nela pereceria quando seguia à frente da sua secção, revelou, além daquelas qualidades, astuciosos e sensatos processos de combate que permitiram à rede de emboscada, que esteve a seu cargo, um alto rendimento capturando alguns elementos adversos.
O furriel para-qedista Caria Ramos doou a vida pela pátria e nós nunca esqueceremos o seu sacrifício”


Em Março de 2011 a Junta de Freguesia de Vale da Senhora da Póvoa em Penamacor prestou publica homenagem aos filhos da terra que tombaram em combate na defesa de Portugal. João Caria Ramos não foi, nem será esquecido pelas suas gentes, pela sua terra ou pela sua Pátria.

Nunca por vencido se conheceu!
O 21º Batalhão de Caçadores Pára-quedistas (BCP21) criado pela Portaria nº18464 de 8MAI61 é o primeiro Batalhão de Caçadores Pára-quedistas a ser enviado para a Africa Portuguesa.
Do seu estandarte pende a Medalha de Valor Militar grau Ouro com Palma, e por ele deram a vida 47 Portugueses Imortais.

Do seu brilhante role de feitos e virtudes cívico-militares contamos quase uma centena de Medalhas da Cruz de Guerra nas suas quatro classes.

Pelos que caíram em nome de Portugal, pelos que mereceram a Medalha da Cruz de Guerra, e por todos quantos palmilharam Africa desde o século XVI, escolhemos João e a sua Cruz de Guerra de 3ª Classe para que nos lembrarmos dos feitos do BCP21.

terça-feira, 9 de julho de 2013

UBI: ANTÓNIO FILDAGO NOVO REITOR

 
 
O conselho geral da Universidade da Beira Interior escolheu este sexta-feira o novo reitor da instituição. António Fidalgo recolheu 18 votos, contra os 11 obtidos por João Queiroz.
 
Sexta, 05 de Julho de 2013 por Paulo Pinheiro in "Rádio Cova da Beira"
 
CURRICULUM VITAE
ANTÓNIO CARRETO FIDALGO
Data de Nascimento: 14/02/1956
1. Formação Académica
1962-1966: Escola Primária de Aldeia de João Pires, Penamacor (4ª Classe)
1966-1974: Seminários Diocesanos da Guarda (Conclusão do 12º ano)
1975-1978: Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa (Bacharel em Filosofia)
1979-1981: Universidade de Würzburg, Alemanha (Magister Artium)
1981-1985: Universidade de Würzburg, Alemanha (Doctor Philosophiae)
1987-1989: Universidade de Colónia, Husserl Archiv, Alemanha
1990: Universidade Católica Portugesa, Doutor em Filosofia
1998-1999: Universidade Harvard, EUA, Visiting Scholar
1999: Universidade da Beira Interior, Agregação em Ciências da Comunicação
2. Bolsas de Estudo
1968-1974: Instituto de Obras Sociais, do 7º ao 12º anos de escolaridade
1980-1981: Institut für Begabtenförderung der Konrad Adenauer Stiftung, Alemanha (Magister Artium)
1982-1984: Institut für Begabtenförderung der Konrad Adenauer Stiftung, Alemanha (Doctor Philosophiae)
1987-1988: Fundação Calouste Gulbenkian, Husserl Archiv, Universidade de Colónia, Alemanha
1988-1989: Institut für Begabtenförderung der Konrad Adenauer Stiftung, Husserl Archiv, Universidade de Colónia, Alemanha
1988-1989: Fundação Luso-Americana, Universidade de Harvard
1988-1989: Fundação para a Ciência e Tecnologia, Universidade de Harvard
3. Universidades em que leccionei
1981-1982: Universidade de Bamberg, Alemanha, Leitor de Português
1982: Universidade Católica Portuguesa, Lisboa, Docente de Filosofia
1984-1987: Universidade Católica Portuguesa, Lisboa, Docente de Filosofia
1989-1991: Universidade Católica Portuguesa, Lisboa, Docente de Filosofia
1991-2013: Universidade da Beira Interior, Ciências da Comunicação
2009: Universidade Federal da Bahia, Ciências da Comunicação
2009: Universidade Santiago de Compostela, Ciências da Comunicação
4. Carreira Académica
1984-1990: Assistente da Universidade Católica Portuguesa
1990-1991: Professor Auxiliar da Universidade Católica Portuguesa
1991-1995: Professor Auxiliar da Universidade da Beira Interior
1995-2000: Professor Associado da Universidade da Beira Interior
2000-2013: Professor Catedrático da Universidade da Beira Interior
2012-2013: Professor Convidado da Universidade Federal da Bahia, Brasil
5. Cargos na Academia
1989-1991: Secretário do Conselho de Publicações da Faculdade de Teologia da UCP
1991-1996: Primeiro Director do Curso de Comunicação Social da UBI
1993-1998: Presidente do Conselho Científico da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UBI
1993-1998: Membro do Senado e da Assembleia da Universidade da UBI
1995-1998: Director do CREA-Centro de Audiovisuais e Multimédia da UBI
1995-2000: Primeiro Director do Curso de Mestrado em Ciências da Comunicação
1996-1998: Primeiro Director do Curso de Língua e Cultura Portuguesas
1995-1996: Vice-Reitor da UBI, Reitor Prof. Cândido Manuel Passos Morgado
1996-1998: Vice-Reitor da UBI, Reitor Prof. Manuel José Santos Silva
2000-2008: Primeiro Director da Faculdade de Artes e Letras da UBI
2000-2008: Membro do Senado e da Assembleia da Universidade da UBI
2000-2002: Primeiro Director de Curso de Design Multimédia
2003-2005: Primeiro Director de Curso de Cinema
2008: Membro da Assembleia Estatutária da UBI
2013: Membro da Direcção do único Doutoramento FCT em Ciências da
Comunicação (UMinho, UBI, ISCTE, ULusófona)
6. Liderança Científica
2002-2013: Director do LabCom – Laboratório de Comunicação Online, Unidade de
Investigação Avaliada com Muito Bom pela FCT, Projecto Estratégico – UI 661 – 2011-2012, Financiamento: € 126.060,00
2000-2004: Investigador Responsável de “AKADEMIA-Information Technology and New Types of Journalism On-line”; POCTI/COM/36216/2000, Financiamento: € 119.112,94
2005-2008: Investigador Responsável do Projecto “Informação e persuasão na Web”; POCI/COM/58750/2004, Financiamento: € 25.000,00
2013-2015: Investigador Responsável de “Public and Private in Mobile Communications”, CENTRO-07-ST24-FEDER-002017, Financiamento: € 179940,94
7. Participação em projectos internacionais
2004-2006: Investigador da Rede ICOD – Proyecto Comunicadores Digitales (ALFA: II-0332-A); Financiado pela União Europeia
2011-2013: Consultor do projecto Laboratório de Jornalismo Convergente (PPP0060/2011); Financiado pela CNPq/FAPESB – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Brasil)
2013/2016: Investigador no projecto Audiencias Activas y Periodismo: Análisis de la calidad y la regulación de los contenidos elaborados por los usuarios (CSO2012-39518-C04-03); Financiado pelo Ministerio de Economía y Competitividad (Espanha);
8. Orientações de Doutoramento
Oito Orientações de doutoramento;
Três Co-orientações de doutoramento.
9. Cargos Nacionais
2004-2005: Presidente da Comissão de Avaliação Externa da CNAVES dos Cursos Universitários de Comunicação
2004-2006: Coordenador do Painel de Avaliação de Bolsas Individuais da FCT –
Fundação para a Ciência e Tecnologia, na área de Ciências da Comunicação: Mestrado, Doutoramento e Pós-Doutoramento
10. Iniciativas na academia
1996-1998: Criação e direcção do Ubiversitas. Boletim mensal de informação da UBI
1999-2007: Criação e direcção da BOCC – Biblioteca Online de Ciências da Comunicação
2000-2008: Criação e direcção do Urbi et Orbi, semanário online de informação da UBI, da região e do mundo
2006-2011: Criação e direcção da Editora Livros LabCom
11. Publicações
Livros (autor)
2013: Ética Mínima. Pequeno Guia para Tempos Difíceis, São Paulo: Intercom.
1996: Semiótica, a Lógica da Comunicação, Covilha: UBI.
1993: Joaquim, o último dos profetas, Lisboa: Cotovia.
1990: O Realismo da Fenomenologia de Munique, Braga: Faculdade de Filosofia.
Livros (co-organizador)
2013: Dez anos de Comunicação Digital, Coimbra: Minerva (no prelo).
2005: Estética e Tecnologias da Imagem, António Fidalgo e Paulo Serra, Covilhã: Universidade da Beira Interior.
2005: Teorias e Estratégias Discursivas, orgs. António Fidalgo e Paulo Serra, Covilhã: Universidade da Beira Interior.
2003: Jornalismo Online. Informação e Comunicação Online Vol. I, António Fidalgo e Paulo Serra, Covilhã: Universidade da Beira Interior.
2003: Mundo Online da Vida e Cidadania. Informação e Comunicação Online Vol. III,
João Carlos Correia, António Fidalgo e Paulo Serra, Covilhã: Universidade da Beira Interior.
Capítulos de Livros (últimos quatro anos)
2013: “Liberdade como participação em Isaiah Berlin” in Paulo Serra, Eduardo Camilo e Gisela Gonçalves (org.), Participação Política e Web 2.0, Covilhã: UBI.
2013: “O celular como rádio de pilhas na era da internet. Rádio IP no celular” in Suzana Barbosa e Luciana Mielniczuk (org.), Jornalismo e Tecnologias Móveis, Covilhã: UBI.
2012: “Elegias da Cultura na Era da Internet” in Ana Teresa Peixinho; Carlos Camponez, Alexandre Sá (orgs.), Aprofundar a Crise. Coimbra: Universidade de Coimbra.
2011: “Conectados e tutelados. Uma revisitação tecnológica da esfera pública” in João Correia e Rousiley Maia (orgs.), Public Sphere Reconsidered, Covilhã: UBI.
2010: “Da retórica às indústrias da persuasão” in Ivone Ferreira e Gisela Gonçalves (orgs.), Retórica e Mediatização: As Indústrias da Persuasão, Covilhã: UBI.
2009: “Especificidade Epistemológica do Jornalismo: desfazendo uma ilusão do jornalismo cidadão”, in Gustavo Cardoso, Francisco Rui Cádima, Luis Landerset Cardoso (orgs.). Media, Redes e Comunicação, Lisboa: Quimera, pp. 219-230.
2009: “Todos os jornais no bolso”, in Carla Rodrigues (org). Jornalismo on-line: modos de fazer. Rio de Janeiro, Porto Alegre : Editora PUC-Rio, Editora Sulina, Brazil, pp. 99-117.
Artigos em Revistas Internacionais (últimos quatro anos)
2011: Fidalgo, António e Canavilhas, João (2011). “Aula Permanente Sin Paredes. Uso de una Intranet en la Enseñanza Universitaria. Revista El Profesional de la Información, enero-febrero, vol. 20, n.2, pp. 191-195. Espanha.
2009: “PUSHED NEWS: When the news comes to the cellphone”, in Brazilian Journalism Research 5/2, pp. 113-124, São Paulo, Brasil.
2009: “O celular de Heidegger – comunicação ubíqua e distância existencial”, in Matrizes 3/1, pp. 81-98, USP, São Paulo, Brasil.
12. Comunicações INTERNACIONAIS por convite (últimos quatro anos)
2012-11-08: “Leitura e escrita na era dos tablets: da lousa escolar à biblioteca universal”, conferência inaugural do IV Colóquio Internacional de Semiótica, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Brasil.
2012-09-18: “Cultura e Média Digitais. Elegias e ditirambos”. No Pentálogo III, Internet: viagens no espaço e no tempo, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, Brasil
2012-04-23: “Presenças e Ausências na Sociedade Móvel”. Conferência inaugural do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia. São Salvador, Brasil.
2011-11-10: “Comunicação Ubíqua e Sociedade Móvel”, 2º SEMICOM, Universidade Federal da Amazónia, Manaus, Amazónia, Brasil.
2011-11-08: “A Função-Signo do Celular. Produção e consumo de sentidos na sociedade móvel”, 2ª Conferência Internacional de Comunicação e Semiótica na Amazónia, Universidade Federal de Roraima, Boa Vista, Roraima, Brasil.
2011-05-25: ” Limited Effectiveness of Argumentation in Mediated Communication”, International Colloquium – Inside Arguments – Logic vs Argumentation Theory, Universidade de Coimbra, Portugal.
2010-10-20: “Direitos do Internauta vs Direitos de Autor, Colóquio Agora – Propiedad intelectual y nuevas tecnologías, Badajoz, Espanha.
2010-07-01: “Cultura e Ciência na Universidade”, Universidade do Mindelo, Cabo Verde.
2009-11-12: “Journalism and mobile internet” em 1. Congreso Internacional de Ciberperiodismo e Web 2, Bilbau, Espanha.
13. Textos na imprensa
(Jornal do Fundão, Notícias da Covilhã, Público, Diário de Notícias, Urbi et Orbi)
2009: Os Tempos e os Modos da UBI. Pensar a UBI em contexto.
1998: Ubiversidade. Dispersos sobre a Universidade em geral e a UBI em particular.
AS RAZÕES DA CANDIDATURA:
Ser reitor é um imperativo, não é um objectivo. A UBI não é um emprego, não é uma universidade entre outras, é a minha universidade. Não posso ser indiferente ao seu destino e aos desafios que enfrenta; não posso refugiar-me no conforto das minhas aulas, do meu laboratório e dos textos que publico; não posso deixar de ser solidário com todos os alunos, docentes e funcionários que fazem universidade no interior de Portugal e ambicionam uma universidade melhor.
Candidato-me de livre vontade, por iniciativa própria. Ninguém me obriga e nada me move a ser reitor que não seja responder à obrigação que, em consciência, tenho para com a UBI. É um imperativo que nasce da convicção de que serei um bom reitor, de que a universidade cumprirá melhor a sua missão de formar pessoas, transmitir conhecimento, fazer ciência e contribuir para o desenvolvimento da região.
Se ser reitor fosse um objectivo, mesmo que de realização pessoal ou profissional, então o motivo da candidatura estaria no cargo de reitor e não no destino da instituição. E, mais grave ainda, a missão da universidade ficaria submetida a um desígnio meramente pessoal. Considero que a glória de mandar na universidade não é razão bastante para uma candidatura a reitor.
Mas se ser reitor é um imperativo surgido de uma convicção, qual o fundamento desta? Uma convicção sem fundamento não passa de presunção e esta é arbitrária, cada um toma a que quiser. A convicção de que serei um bom reitor creio-a bem fundamentada; ela advém da minha história, dos graus e bolsas que recebi em Portugal e no estrangeiro, do meu trajecto de professor em várias universidades, dos cargos que exerci, das iniciativas que tomei, do que fiz e escrevi, das equipas que liderei, da coesão que promovi, do rigor que exigi, dos doutorandos que orientei e dos percursos académicos que incentivei e apoiei. O fundamento está no exame que faço do meu currículo.
No entanto, por mais sério e rigoroso que seja este exame do currículo e da sua adequação a uma candidatura reitoral, não deixa de ser o exame de apenas um e, ainda por cima, em causa própria. Mesmo as convicções mais sólidas necessitam da aferição do juízo alheio. É indispensável ouvir os outros, saber o juízo que fazem das nossas convicções e das razões que as alimentam. E foi isso que fiz. Ouvi colegas e pessoas que prezo e respeito sobre a minha capacidade e aptidão para reitor, e o seu juízo confirmou a minha convicção. O imperativo é só meu, mas a convicção em que se funda é partilhada.
Escolhi como lema da minha candidatura “uma universidade coesa e plural”. Quem conhece a UBI e o momento que vive sabe quão necessária é essa coesão, quão importante é a tarefa de envolver todos na vida da universidade. Há uma desmobilização nos departamentos, as faculdades distanciaram-se, e as unidades de investigação continuam tão isoladas como sempre. É preciso que o reitor e a sua equipa iniciem uma tarefa de aproximação das pessoas, que catalisem presenças e mobilizem iniciativas comuns, de modo a preencher os espaços vazios que ameaçam a vida da UBI. Sei que posso contribuir decisivamente para essa coesão. Fá-lo-ei mediante uma relação personalizada com professores, alunos e funcionários. Durante o mandato hei-de conhecer pelo nome todos os funcionários e docentes da UBI. Visitarei regularmente os departamentos e serviços e, com o máximo de informalidade possível, darei azo a que as pessoas expliquem o seu trabalho, façam os reparos que têm a fazer e apresentem as sugestões que acharem por bem. Em particular, envidarei todos os esforços para que os ambientes de trabalho sejam humanamente saudáveis, de relações cordiais e motivadores no desempenho das funções.
Um bom ambiente de trabalho dentro da UBI é fulcral para o cumprimento da sua missão. E isso consegue-se com imparcialidade e exigência, por exigir de todos e não privilegiar ninguém. Consegue-se com um forte sentido de justiça e uma prática de isenção, por respeitar o trabalho de cada um, pela atribuição de responsabilidades, por reconhecer e premiar quem cumpre e não desculpar quem não cumpre. É preciso que a vida universitária se paute pelos princípios da integridade académica.
Proponho também uma universidade plural, de respeito pelas diferenças próprias de cada área. Considero que a multiplicidade e a diversidade são uma riqueza a cultivar. Não haverá pensamentos únicos, nem procedimentos estandardizados, as avaliações respeitarão as diferenças, sem o menor prejuízo da exigência. Sobretudo, haverá respeito pela autonomia de cada faculdade, conforme estabelecido nos Estatutos.
A UBI afirmará a Beira Interior. Pugnará pela região. Será um actor a juntar-se aos actores regionais, autarcas, deputados, empresários, associações, politécnicos e escolas, de modo a que todos se unam e se façam ouvir no contexto nacional. Deslocar-me-ei a todos os municípios do interior, do Douro ao Tejo, falarei com todos os presidentes de câmara para estabelecer parcerias e promover a cooperação em projectos de desenvolvimento. Para que todos na Beira Interior saibam e sintam a UBI como a sua universidade.
O imperativo de ser reitor é de o ser de forma plena.

domingo, 24 de julho de 2011

Seguro, um político de carreira que tem Guterres como principal referência

António José Seguro, que sucede a José Sócrates no cargo de secretário-geral do PS, iniciou-se na política no início dos anos 1980 e tem em António Guterres a sua principal referência política, na linha do socialismo humanista.

Licenciado em Relações Internacionais, António José Martins Seguro nasceu a 11 de Março de 1962 em Penamacor e é actualmente deputado do PS, eleito pelo círculo de Braga, e docente universitário.

Líder da Juventude Socialista (JS) entre Maio de 1990 e Março de 1994, António José Seguro começou a aproximar-se da cúpula do poder socialista quando, no início de 1992, António Guterres bateu Jorge Sampaio na corrida ao lugar de secretário-geral do PS.

«Com António Guterres, o PS será mais fixe», declarou Seguro à Agência Lusa a 10 de Janeiro de 1992, vincando bem a sua preferência política, numa fase em que os socialistas se encontravam divididos entre sampaístas (a ala esquerda), soaristas (a ala direita) e a corrente surgida ao centro dos guterristas.

Pela mão de António Guterres, o líder hoje eleito pelos militantes socialistas conheceu uma ascensão rápida: desempenhou as funções de chefe de gabinete do secretário-geral, foi eleito directamente deputado nas legislativas de 1991 e a partir de 1994 fez parte da Comissão Permanente do Secretariado Nacional – o núcleo duro do guterrismo.

Com a vitória do PS nas legislativas de Outubro de 1995, Seguro assumiu as funções de secretário de Estado da Juventude, cargo do qual sairia para se candidatar no segundo lugar da lista dos socialistas às europeias de 1999, atrás do cabeça de lista Mário Soares.

Em 2001, já numa altura de agonia política do segundo Governo liderado por António Guterres, Seguro regressou do Parlamento Europeu para exercer o cargo de ministro adjunto do primeiro-ministro.

Os mais próximos do novo líder do PS são unânimes em considerar que a influência dos dez anos de convivência permanente com António Guterres marcou a sua forma presente de estar na política e ajuda a explicar o facto de Seguro perder horas em conversas com militantes anónimos, falar nos afectos (contra a racionalidade estrita) nas relações políticas e apresentar uma visão telúrica da vida.

Nesta última campanha interna para a liderança do PS, o novo secretário-geral lembrou várias vezes o quanto em criança gostava de brincar com o peão e com os berlindes, assim como com um jogo de futebol, numa tábua de madeira com pregos, feita por um marceneiro de Penamacor.

Nas legislativas de 2002, dirigiu a campanha do então secretário-geral Ferro Rodrigues e, neste período, desempenhou em 2004 as funções de presidente do Grupo Parlamentar de PS até à queda do Governo PSD/CDS de Pedro Santana Lopes.

Em 2004, esteve em vias de disputar a liderança do partido com José Sócrates, mas, segundo relatos de socialistas de várias correntes, Jorge Coelho, então o homem forte do aparelho, pediu-lhe para esperar.

Nos últimos seis anos de governação de Sócrates, Seguro esteve sempre na segunda linha, apesar de ter sido cabeça de lista por Braga nas eleições legislativas de 2005, 2009 e 2011 e presidente das comissões parlamentares de Educação e de Economia, além de ter coordenado a reforma do Parlamento em 2007.

Esperou pela saída de Sócrates, grande parte do tempo em silêncio – como no último congresso do PS, em Abril último –, evitando fazer críticas em público à direcção em funções, embora fossem conhecidas as suas divergências quanto a aumentos de impostos contrários às promessas eleitorais, em relação ao financiamento dos partidos e à legislação para combate à corrupção, em que disse pretender ir mais longe.

Chega hoje a líder do PS com apoios de dirigentes que estiveram sempre na ala direita, de gente próxima de Sócrates, e de quase toda a ala esquerda do partido.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Morreu António Luzio Vaz, ex-administrador dos Serviços Sociais da Universidade de Coimbra














O jurista Luzio Vaz, ex-administrador dos Serviços de Acção Social da Universidade de Coimbra (SASUC), morreu hoje, aos 70 anos, de doença prolongada nos Hospitais da Universidade de Coimbra.

António Luzio Vaz administrou os serviços sociais universitários durante 30 anos e é considerado uma das figuras mais queridas da academia local por sucessivas gerações de estudantes.

Consagrado como uma das figuras da academia de Coimbra, Luzio Vaz exerceu também advocacia na cidade e foi presidente do Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra.

Em Janeiro de 2010, já aposentado dos SASUC, foi substituído nestas funções por Jorge Gouveia Monteiro, antigo vereador da CDU da Câmara Municipal de Coimbra.

Um mês antes, apresentou na Sala do Senado da Universidade um livro sobre a história e a actividade dos serviços sociais da instituição, editado pela Imprensa da Universidade de Coimbra.

Intitulada “Acção Social Escolar na Universidade de Coimbra - Perspectiva Histórica e Princípios Orientadores”, a obra analisa os serviços sociais universitários, desde os primórdios, passando pelo Estado Novo até à actualidade.

No dia 4 de Julho de 2010, feriado municipal em Coimbra, Luzio Vaz recebeu a Medalha de Ouro da Cidade, uma das várias homenagens de que foi alvo nos últimos dois anos.

Oriundo de Penamacor, Luzio Vaz radicou-se em Coimbra nos anos 70, após uma juventude de andarilho, enquanto camponês, seminarista e emigrante.

Nas últimas três décadas, conciliou o cargo de administrador dos serviços sociais da Universidade com a profissão de advogado, que abraçou após ter exercido funções de delegado do Ministério Público.

Sócio honorário da Associação Académica de Coimbra (AAC), residiu nos tempos de estudante na extinta República do Põe-Ta-Pau.

Também a título honorífico, é membro de várias repúblicas de estudantes da cidade.

Nascido em Benquerença, Penamacor, numa família de agricultores, Luzio Vaz ainda frequentou o Seminário da Guarda na perspectiva de seguir a carreira eclesiástica à semelhança de um tio padre.

Nos anos 60, já aluno de Germânicas na Faculdade de Letras de Coimbra, antes de optar em definitivo por Direito, teve vários empregos em França e na Alemanha.

Foi intérprete na estação ferroviária de Austerlitz, em Paris, operário fabril e distribuidor de batata ao domicílio na zona de Colónia. Vendeu também sabonetes e trabalhou em restaurantes.

Matriculado num curso da Sorbonne, Luzio viveu em Paris as convulsões políticas e sociais do Maio de 1968.

Em 1980, assumiu a gestão dos Serviços Sociais a convite do reitor Ferrer Correia.

O funeral realiza-se terça-feira, no cemitério dos Olivais, em Coimbra. O cortejo fúnebre sairá da Igreja de São José, após as cerimónias religiosas, previstas para as 10h00. O corpo ficará em câmara ardente na capela mortuária daquela igreja, a partir das 17h00 de hoje.


In jornal "Público"

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Casa Cunha Leal



Pela sua importância e acima de tudo por ser uma personalidade natural da nossa terra, deixamos aqui o vídeo com a reportagem da inauguração da Casa Cunha Leal, na freguesia do Alcaide no concelho do Fundão.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Fundão: Autarquia presta homenagem a Cunha Leal

Para assinalar o Centenário da República, a Câmara Municipal do Fundão vai homenagear, no próximo sábado, dia 1 de Maio, uma homenagem a Cunha Leal, um dos vultos da História do Portugal republicano.

Nascido em Pedrogão de S. Pedro, Penamacor, em 1888, Cunha Leal foi ao longo da sua vida pública, militar, deputado, presidentes do conselho de ministros de um dos Governos da Primeira Republica Portuguesa, Ministro das Finanças, e reitor da Universidade de Coimbra. Exilado por várias vezes, foi dos mais notáveis opositores do Estado Novo e da política de António de Oliveira Salazar e um dos primeiros proponentes de uma solução política de autodeterminação para o antigo Império Colonial Português. Faleceu em Lisboa a 26 de Abril de 1970 e está enterrado no Alcaide, terra da serra da Gardunha que considerava ser a sua “pátria Chica”.

O programa, com o apoio da Junta de Freguesia e da Liga dos Amigos do Alcaide, inicia-se com os ‘Sons da República, pela Banda Filarmónica de Peroviseu. No salão da Junta apresentar-se-á o filme “Cunha Leal-Um Rebelde com causa”, realizado por Alexandre Leonardo. Segue-se o colóquio “Cunha Leal: vida e obra”, com a participação de Albano Mendes de Matos, Fernando Paulouro, Carlos Vale, Manuel João Vieira e do grande especialista académico do político Luís Farinha que abordaram diversas facetas, moderados por Pedro Salvado. O evento é presidido por Manuel Frexes, Presidente da Câmara do Fundão, por António Pedro Pita, Delegado Regional da Cultura do centro e pela Governadora Civil de Castelo Branco, Alzira Serrasqueiro. Na antiga casa do estadista, entretanto já recuperada pela autarquia, Paulo Fernandes, Vice-Presidente da Câmara do Fundão, apresentará o projecto “O Muro da Palavra”, futuro espaço dedicado à oratória de Cunha Leal e o percurso pedestre, entre o Alcaide e o Pedrógão, “Os berços da vida de Cunha Leal”. Depois da inauguração de uma exposição bio-bibliográfica, segue-se a deposição de uma coroa de flores na sua sepultura e a leitura “Horizontes e pedras da ‘Pátria Chica”com textos sobre a Alcaide e a Gardunha de sua autoria.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Joaquim Leitão dá aula de cinema em Penamacor

“Faço filmes sobre coisas que não sei”

Com raízes em Pedrógão de São Pedro, o realizador Joaquim Leitão esteve em Penamacor para dar uma aula de cinema. De seguida falou ao Reconquista sobre o que é isto de ser realizador.

Joaquim Leitão, o realizador, o actor, o homem. O homem, sobretudo. Foi com ele que travámos o primeiro conhecimento e que o vimos dar uma ‘aula de realização’ para alunos do ‘seu concelho’. Penamacor só não é mesmo o seu concelho e Pedrógão de São Pedro a sua terra, porque acabou, por circunstâncias da vida, por nascer em Lisboa. Mas passava ali as suas férias, as grandes, quando na altura não havia ainda luz. E já ele era viciado em televisão. Desde pequenino.

Aqueles locais davam-lhe liberdade e a certeza de, por mais que andasse, nunca se perder. “Era só olhar para trás e lá estava, o Pedrógão”, conta ao Reconquista. E foi aí que andou de égua e que correu pelos campos…

“O que me influenciou foi a minha família, embora tenha sido criado em Lisboa, os meus pais e os meus avós foram criados aqui e parte dos meus valores e da minha maneira de ver o mundo têm a ver com aquilo que eles me ensinaram. E isso nasceu aqui”, lembra.

A avó, analfabeta, foi a pessoas que mais o marcou pela sabedoria que lhe passou. E o facto de ser uma família com algumas posses, o que permitiu a mãe estudar, fê-lo estar entre dois mundos e tratar toda a gente por igual. “Não se deve olhar de cima para ninguém, nem debaixo para quem quer que seja” – é uma máxima que continua a seguir.

Por isso gosta de tratar toda a gente por ‘tu’, mesmo o Presidente da República!

“Lembro-me de vir para aqui nas férias, tinha lados engraçados e outros menos. Apesar de aqui não haver electricidade, tinha a vantagem de contactar com o mundo que eu não conhecia… e podia passear de égua. A vantagem destes sítios é que podemos ir para onde queremos. Vamos até estarmos cansados e nunca nos perdíamos”, recorda.

Foi assim a sua infância e talvez esta liberdade que conquistada em terras da beira o tenha feito deixar o seu curso de advocacia e ingressar no Conservatório, onde viria a terminar o curso de Montagem da Escola de Cinema.

Um realizador e um actor de sucesso. Quisemos saber como é o ‘método’ de fazer um filme. Como nasce um filme na cabeça de Joaquim Leitão?

“É um processo que não consigo descrever, que é razoavelmente espontâneo e que eu prezo muito. Há um momento em que me apetece falar de algo. Há um tema que me interessa e sobre o qual me apetece pronunciar e isso eu não controlo. Às vezes, pode ser uma coisa sugerida por outra pessoa. Outras vezes, acordo a meio da noite e lembro-me de outra coisa qualquer… o clik faz-se quando se junta a ideia, que pode ser uma coisa muito vaga”, diz.

Faz filmes sobre questões que o inquietam, que lhe levantam dúvidas e discute o tema consigo próprio.

São factos reais ou algo que leu ou ouviu falar. Dá-se um clik entre um determinado tema, entre certas personagens e um esboço de história.

Depois, bom… é “perceber como posso tratar aquele tema no meio daquele ambiente… é um processo muito complicado. É algo que é simultaneamente, trabalho artístico, mas que tem o lado técnico. Temos que perceber se aquilo que estamos a escrever é fazível. E encaixar num determinado tempo, porque normalmente um filme terá por volta de duas horas e é fundamental encaixar a história nesse tempo”, revela.

Não tem agenda de temas, simplesmente não gosta de fazer o que já está feito. E, talvez por isso, aborde, muitas vezes temas ‘tabu’.

“Não é por serem tabu. Por exemplo, no caso do “Tentação”. Eu queria falar sobre a droga e apetecia-me frisar que há uma espécie de ideia feita de que aquilo acontece aos outros. Tentei arranjar as personagens que passassem essa mensagem da forma mais eloquente”, afirma.

De resto, a ideia inicial contava com um presidente de Câmara. Mas depois percebeu que era muito mais forte se fosse um padre. “Quando comecei a trabalhar no filme, apareceu nos jornais a notícia de um padre cuja história tinha alguns pontos de contacto com a minha. A minha ideia é anterior a isso. Ainda me encontrei com ele e depois a história que eu conto não tem nada a ver com a dele, que não me interessou”, adianta.

Depois, há a trilogia dos filmes sobre a guerra do Ultramar. De facto explica, “Inferno”, por exemplo, foi catalogado como um filme nesse âmbito, mas “para mim é um filme sobre a amizade”.

Por outro lado, deu-se a coincidência de, na altura, ser um tema pouco falado e, segundo refere, era algo que estava mal resolvido. “Não temos que ter vergonha, embora considere que foi absurdo, existiu e temos que lidar com isso”, reitera.

Este foi um filme muito baseado no que o irmão, que esteve lá, lhe contou. “O risco de vida, mas houve momentos onde a vida foi muito vibrante. A perspectiva da morte também nos obriga a viver com outra intensidade”, refere.

E a critica, como lida o Joaquim Leitão com ela? Indiferente. Claro que qualquer pessoa gosta de ouvir dizer bem do seu trabalho. Há pessoas cuja opinião respeita, regista, “mas não afecta muito nem por um lado, nem por outro”.

E recorda que já recebeu elogios acerca de coisas que achava péssimas em determinado filme. “Ou eu estava mal, ou a pessoa estava distraída. Se damos importância às boas, temos que dar importância às más, portanto não dou importância a nenhuma”, afirma.

Para terminar quisemos saber se não está no seu horizonte realizar um filme em Penamacor. “Prognósticos só depois do jogo. Não gosto de falar de projectos sem ter a certeza”, diz.

Joaquim Leitão pensa filmar ainda este ano. O quê? Não revela. Só quanto tudo estiver certo.

Autora: Cristina Mota Saraiva in jornal "A Reconquista"

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Leitura recomendada


Estou neste momento a ler o livro “Cunha Leal, Deputado e Ministro da República – Um notável Rebelde”, da autoria de Luís Farinha (Investigador do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa).

Retrata a vida política de um nosso conterrâneo (já aqui referido), sem dúvida um dos mais prestigiados, que entre outros cargos que desempenhou foi Oficial do Exército, Deputado, Ministro das Finanças, Presidente do Conselho de Ministros e Reitor da Universidade de Coimbra, durante a I República. Foi um dos mais notáveis políticos do seu tempo, de grande coragem e visão, nunca temendo a defesa dos seus ideais.

Pena que nesta obra as referências a Pedrógão de São Pedro sejam escassas.