segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
GALA DISTINGUE JOSÉ LOPES DIAS

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Novo bispo de Aveiro faz domingo entrada solene na Diocese
terça-feira, 15 de julho de 2014
António Moiteiro
sexta-feira, 20 de junho de 2014
Emigração: O engenheiro galáctico
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Furriel Pára-quedista João Caria Ramos; Heroi da Cruz de Guerra
No blogue “Cruz de Guerra” fomos encontrar esta merecida homenagem (que transcrevemos abaixo) a um nosso conterrâneo já anteriormente referido neste espaço:
Foi como voluntário que aos 19 anos a 26 de Outubro de 1961 incorporou o Regimento de Caçadores Paraquedistas em Tancos, tendo merecido o Brevet nº 1793 após ter frequentado o 19ª curso de pára-quedismo militar.
Em 1963 tira o curso de Primeiros Socorros e parte em Junho desse ano para a Província Ultramarina de Angola para cumprir a sua primeira comissão de serviço junto do 21º Batalhão de Caçadores Paraquedistas. A 18 de Novembro de 1965 é promovido a Furriel paraquedista.
A 29 de Novembro de 1967, ano em que tirou o Curso de Transporte Aéreo e Lançamento de Material, é recolocado no BCP 21, unidade na qual cumpriu a sua primeira comissão de serviço.
Aos 25 anos é morto em combate na Província de Angola a 10 de Julho de 1968.
“Por Portaria De 21 de Outubro de 1968
Condecorado com a Medalha da Cruz de Guerra de 3ª Classe, a titulo póstumo o furriel pára-quedista João Caria Ramos, ao tempo do CBP 21 por ter sido considerado nas condições expressas nos art.ªs 9º e 10º e seus parágrafos 1º e 4º do Regulamento da Medalha Militar aprovado pelo Decreto 33667 de 28MAI46.”
“Ordem à Aeronáutica nº32
3ª série 20 de Novembro de 1968
Considerado como dado pelo SEA, o louvor a titulo póstumo concedido ao furriel paraq. João Caria Ramos, ao tempo do BCP 21, publicado na OS nº100 de 19AGO68, do C.º 2.ª RA.
Pelo valor e serenidade que sempre demonstrou em missões de combate no comando da sua secção.
A profundidade dos seus conhecimentos militares e o exemplo permanente foram sempre motivos de admiração.
Na ultima missão em que tomou parte, pois nela pereceria quando seguia à frente da sua secção, revelou, além daquelas qualidades, astuciosos e sensatos processos de combate que permitiram à rede de emboscada, que esteve a seu cargo, um alto rendimento capturando alguns elementos adversos.
O furriel para-qedista Caria Ramos doou a vida pela pátria e nós nunca esqueceremos o seu sacrifício”
Em Março de 2011 a Junta de Freguesia de Vale da Senhora da Póvoa em Penamacor prestou publica homenagem aos filhos da terra que tombaram em combate na defesa de Portugal. João Caria Ramos não foi, nem será esquecido pelas suas gentes, pela sua terra ou pela sua Pátria.
Nunca por vencido se conheceu!
Do seu estandarte pende a Medalha de Valor Militar grau Ouro com Palma, e por ele deram a vida 47 Portugueses Imortais.
Do seu brilhante role de feitos e virtudes cívico-militares contamos quase uma centena de Medalhas da Cruz de Guerra nas suas quatro classes.
Pelos que caíram em nome de Portugal, pelos que mereceram a Medalha da Cruz de Guerra, e por todos quantos palmilharam Africa desde o século XVI, escolhemos João e a sua Cruz de Guerra de 3ª Classe para que nos lembrarmos dos feitos do BCP21.
terça-feira, 9 de julho de 2013
UBI: ANTÓNIO FILDAGO NOVO REITOR
domingo, 24 de julho de 2011
Seguro, um político de carreira que tem Guterres como principal referência
terça-feira, 26 de abril de 2011
Morreu António Luzio Vaz, ex-administrador dos Serviços Sociais da Universidade de Coimbra

quarta-feira, 9 de junho de 2010
Casa Cunha Leal
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Fundão: Autarquia presta homenagem a Cunha Leal
Para assinalar o Centenário da República, a Câmara Municipal do Fundão vai homenagear, no próximo sábado, dia 1 de Maio, uma homenagem a Cunha Leal, um dos vultos da História do Portugal republicano. Nascido em Pedrogão de S. Pedro, Penamacor, em 1888, Cunha Leal foi ao longo da sua vida pública, militar, deputado, presidentes do conselho de ministros de um dos Governos da Primeira Republica Portuguesa, Ministro das Finanças, e reitor da Universidade de Coimbra. Exilado por várias vezes, foi dos mais notáveis opositores do Estado Novo e da política de António de Oliveira Salazar e um dos primeiros proponentes de uma solução política de autodeterminação para o antigo Império Colonial Português. Faleceu em Lisboa a 26 de Abril de 1970 e está enterrado no Alcaide, terra da serra da Gardunha que considerava ser a sua “pátria Chica”.
O programa, com o apoio da Junta de Freguesia e da Liga dos Amigos do Alcaide, inicia-se com os ‘Sons da República, pela Banda Filarmónica de Peroviseu. No salão da Junta apresentar-se-á o filme “Cunha Leal-Um Rebelde com causa”, realizado por Alexandre Leonardo. Segue-se o colóquio “Cunha Leal: vida e obra”, com a participação de Albano Mendes de Matos, Fernando Paulouro, Carlos Vale, Manuel João Vieira e do grande especialista académico do político Luís Farinha que abordaram diversas facetas, moderados por Pedro Salvado. O evento é presidido por Manuel Frexes, Presidente da Câmara do Fundão, por António Pedro Pita, Delegado Regional da Cultura do centro e pela Governadora Civil de Castelo Branco, Alzira Serrasqueiro. Na antiga casa do estadista, entretanto já recuperada pela autarquia, Paulo Fernandes, Vice-Presidente da Câmara do Fundão, apresentará o projecto “O Muro da Palavra”, futuro espaço dedicado à oratória de Cunha Leal e o percurso pedestre, entre o Alcaide e o Pedrógão, “Os berços da vida de Cunha Leal”. Depois da inauguração de uma exposição bio-bibliográfica, segue-se a deposição de uma coroa de flores na sua sepultura e a leitura “Horizontes e pedras da ‘Pátria Chica”com textos sobre a Alcaide e a Gardunha de sua autoria.
quinta-feira, 4 de março de 2010
Joaquim Leitão dá aula de cinema em Penamacor
Com raízes em Pedrógão de São Pedro, o realizador Joaquim Leitão esteve em Penamacor para dar uma aula de cinema. De seguida falou ao Reconquista sobre o que é isto de ser realizador.
Joaquim Leitão, o realizador, o actor, o homem. O homem, sobretudo. Foi com ele que travámos o primeiro conhecimento e que o vimos dar uma ‘aula de realização’ para alunos do ‘seu concelho’. Penamacor só não é mesmo o seu concelho e Pedrógão de São Pedro a sua terra, porque acabou, por circunstâncias da vida, por nascer em Lisboa. Mas passava ali as suas férias, as grandes, quando na altura não havia ainda luz. E já ele era viciado em televisão. Desde pequenino.
Aqueles locais davam-lhe liberdade e a certeza de, por mais que andasse, nunca se perder. “Era só olhar para trás e lá estava, o Pedrógão”, conta ao Reconquista. E foi aí que andou de égua e que correu pelos campos…
“O que me influenciou foi a minha família, embora tenha sido criado em Lisboa, os meus pais e os meus avós foram criados aqui e parte dos meus valores e da minha maneira de ver o mundo têm a ver com aquilo que eles me ensinaram. E isso nasceu aqui”, lembra.
A avó, analfabeta, foi a pessoas que mais o marcou pela sabedoria que lhe passou. E o facto de ser uma família com algumas posses, o que permitiu a mãe estudar, fê-lo estar entre dois mundos e tratar toda a gente por igual. “Não se deve olhar de cima para ninguém, nem debaixo para quem quer que seja” – é uma máxima que continua a seguir.
Por isso gosta de tratar toda a gente por ‘tu’, mesmo o Presidente da República!
“Lembro-me de vir para aqui nas férias, tinha lados engraçados e outros menos. Apesar de aqui não haver electricidade, tinha a vantagem de contactar com o mundo que eu não conhecia… e podia passear de égua. A vantagem destes sítios é que podemos ir para onde queremos. Vamos até estarmos cansados e nunca nos perdíamos”, recorda.
Foi assim a sua infância e talvez esta liberdade que conquistada em terras da beira o tenha feito deixar o seu curso de advocacia e ingressar no Conservatório, onde viria a terminar o curso de Montagem da Escola de Cinema.
Um realizador e um actor de sucesso. Quisemos saber como é o ‘método’ de fazer um filme. Como nasce um filme na cabeça de Joaquim Leitão?
“É um processo que não consigo descrever, que é razoavelmente espontâneo e que eu prezo muito. Há um momento em que me apetece falar de algo. Há um tema que me interessa e sobre o qual me apetece pronunciar e isso eu não controlo. Às vezes, pode ser uma coisa sugerida por outra pessoa. Outras vezes, acordo a meio da noite e lembro-me de outra coisa qualquer… o clik faz-se quando se junta a ideia, que pode ser uma coisa muito vaga”, diz.
Faz filmes sobre questões que o inquietam, que lhe levantam dúvidas e discute o tema consigo próprio.
São factos reais ou algo que leu ou ouviu falar. Dá-se um clik entre um determinado tema, entre certas personagens e um esboço de história.
Depois, bom… é “perceber como posso tratar aquele tema no meio daquele ambiente… é um processo muito complicado. É algo que é simultaneamente, trabalho artístico, mas que tem o lado técnico. Temos que perceber se aquilo que estamos a escrever é fazível. E encaixar num determinado tempo, porque normalmente um filme terá por volta de duas horas e é fundamental encaixar a história nesse tempo”, revela.
Não tem agenda de temas, simplesmente não gosta de fazer o que já está feito. E, talvez por isso, aborde, muitas vezes temas ‘tabu’.
“Não é por serem tabu. Por exemplo, no caso do “Tentação”. Eu queria falar sobre a droga e apetecia-me frisar que há uma espécie de ideia feita de que aquilo acontece aos outros. Tentei arranjar as personagens que passassem essa mensagem da forma mais eloquente”, afirma.
De resto, a ideia inicial contava com um presidente de Câmara. Mas depois percebeu que era muito mais forte se fosse um padre. “Quando comecei a trabalhar no filme, apareceu nos jornais a notícia de um padre cuja história tinha alguns pontos de contacto com a minha. A minha ideia é anterior a isso. Ainda me encontrei com ele e depois a história que eu conto não tem nada a ver com a dele, que não me interessou”, adianta.
Depois, há a trilogia dos filmes sobre a guerra do Ultramar. De facto explica, “Inferno”, por exemplo, foi catalogado como um filme nesse âmbito, mas “para mim é um filme sobre a amizade”.
Por outro lado, deu-se a coincidência de, na altura, ser um tema pouco falado e, segundo refere, era algo que estava mal resolvido. “Não temos que ter vergonha, embora considere que foi absurdo, existiu e temos que lidar com isso”, reitera.
Este foi um filme muito baseado no que o irmão, que esteve lá, lhe contou. “O risco de vida, mas houve momentos onde a vida foi muito vibrante. A perspectiva da morte também nos obriga a viver com outra intensidade”, refere.
E a critica, como lida o Joaquim Leitão com ela? Indiferente. Claro que qualquer pessoa gosta de ouvir dizer bem do seu trabalho. Há pessoas cuja opinião respeita, regista, “mas não afecta muito nem por um lado, nem por outro”.
E recorda que já recebeu elogios acerca de coisas que achava péssimas em determinado filme. “Ou eu estava mal, ou a pessoa estava distraída. Se damos importância às boas, temos que dar importância às más, portanto não dou importância a nenhuma”, afirma.
Para terminar quisemos saber se não está no seu horizonte realizar um filme em Penamacor. “Prognósticos só depois do jogo. Não gosto de falar de projectos sem ter a certeza”, diz.
Joaquim Leitão pensa filmar ainda este ano. O quê? Não revela. Só quanto tudo estiver certo.
Autora: Cristina Mota Saraiva in jornal "A Reconquista"
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Leitura recomendada
Estou neste momento a ler o livro “Cunha Leal, Deputado e Ministro da República – Um notável Rebelde”, da autoria de Luís Farinha (Investigador do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa).
Retrata a vida política de um nosso conterrâneo (já aqui referido), sem dúvida um dos mais prestigiados, que entre outros cargos que desempenhou foi Oficial do Exército, Deputado, Ministro das Finanças, Presidente do Conselho de Ministros e Reitor da Universidade de Coimbra, durante a I República. Foi um dos mais notáveis políticos do seu tempo, de grande coragem e visão, nunca temendo a defesa dos seus ideais.
Pena que nesta obra as referências a Pedrógão de São Pedro sejam escassas.


