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domingo, 13 de abril de 2014

“Atlas da Educação” traça retrato da escolarização portuguesa

Estudo com base nos Censos de 1991, 2001 e 2011 mostra evolução dos mais importantes indicadores de escolarização, abandono e sucesso educativo.

O “Atlas da Educação” confirmou cenários que já se previam: o sistema educativo reflete as desigualdades sociais do território nacional, as escolas são incapazes de atenuar o contraste entre zonas urbanas e rurais, norte e sul, interior e litoral, e a certeza de que o abandono e o insucesso escolares não se explicam só pela pobreza das famílias. Mas também que “o atraso revelado pelos níveis de escolarização da população tem vindo a ser superado”. 
Em vinte anos, os portugueses deixaram de ter apenas a 4.ª classe para alcançarem o 7.º ano. Mas, se em 1991 o nível de atraso educativo era evidente - a população estudava em média até ao 1.º ciclo - em 2011 ainda havia muito por fazer para que a maioria atingisse a escolaridade obrigatória de nove anos. Mais: a manter-se o ritmo de aumento verificado nas últimas duas décadas, só em 2021 tal acontecerá. 

É no litoral do país que se concentra a população com maior nível de escolarização. Assim, às regiões de Porto, Lisboa e Coimbra, cujos residentes já em 1991 se distinguiam com 6,33, 6,61 e 6,07 anos de escolaridade, juntam-se algumas capitais de distrito. Casos de Faro, Évora, Santarém, Aveiro, Braga e Vila Real. Nos anos de 2001 e 2011, a tendência é a afirmação das cidades do interior, na sua maioria capitais de distrito, cujo desenvolvimento local se afirmou ao nível dos serviços públicos de administração, educação e saúde. 

Em 2011, o grupo restrito constituído pelos concelhos de Oeiras (10 anos), Lisboa (9,51), Cascais (9,50), Coimbra (8,99) e Porto (8,89) mantinha as médias de escolarização mais elevadas. Nos restantes concelhos que perfazem os 25 melhores (com valores entre os 10 e os 7,93), surpreende a evolução registada em Alcochete e Mafra que em vinte anos viram a sua população aumentar em quatro anos a sua escolarização. Entre os concelhos com valores mais baixos destacam-se a Pampilhosa da Serra (4,58), Penamacor (4,75), Idanha-a-Nova (4,77), Alcoutim (4,79) e Boticas (4,90). Regiões que sofrem os efeitos da quebra demográfica, do envelhecimento da população e a migração das gerações mais novas e escolarizadas.

Os números e as suas explicações constam do “Atlas da Educação – Desempenho e potencial de sucesso e insucesso por concelho”, realizado entre 2012 e 2013 pela associação EPIS – Empresários pela Inclusão Social, em parceria com o Centro de Estudos de Sociologia da Universidade Nova. O estudo passa em revista a evolução dos principais indicadores do sistema educativo, com base nos dados recolhidos através dos Censos de 1991, 2001 e 2011.

Adultos pouco escolarizados
Em Portugal dá-se pouca importância à educação de adultos. As consequências são prejudiciais ao país. “A fraca procura de escolarização entre os grupos mais envelhecidos é sempre uma condicionante dos processos de mudança social”, alerta o estudo. O Censos de 2001 mostrava que dos dez milhões de portugueses, 9% eram analfabetos. A população adulta, com idades entre os 25 e os 64 anos, apresentava em média cinco anos de escolaridade em 1991; sete em 2001 e próxima dos nove em 2011 (8,9). 

No último Censos, só as mulheres atingiam os nove anos de frequência do sistema de ensino, enquanto os homens se ficavam pelos oito anos e meio. De acordo com a análise feita, a evolução da escolaridade feminina adulta merece particular destaque. Em 1991 parte de uma posição de desvantagem em relação à população masculina (5,1 e 5.7, respetivamente), dez anos mais tarde alcançava o mesmo nível de escolaridade (7,1 e 7,2) e em 2011 superava-o (9,1 e 8,6). Os investigadores contextualizam o fenómeno argumentando que as mulheres terão respondido “de forma mais pronta” ao que viria ser definido como ensino obrigatório até ao 9.º ano.

O segundo grupo etário a merecer destaque neste estudo é o dos 25 aos 44 anos. Trata-se da “geração dos pais” com filhos que à data do recenseamento frequentavam a escola. Dados recolhidos pelos investigadores mostram que as crianças abrangidas pelo aumento da escolaridade obrigatória de nove anos têm pais com seis anos e meio de estudos. Ou seja, que não foram muito além do 2.º ciclo. Vinte anos depois, os alunos associados ao alargamento da escolaridade para os 12 anos têm pais com mais de dez anos de escolaridade.

Menos desigualdade nas áreas urbanas
Como se distribuiu a escolaridade pelos diferentes estratos da população? Para obter esta resposta, os investigadores partiram da hipótese que em zonas onde a desigualdade social é mais acentuada as expectativas de permanência na escola são menores. O passo seguinte foi “situar” essas desigualdades no território. 

As conclusões apontam para a diminuição da desigualdade educativa. Menos contraste entre estratos altamente e escassamente escolarizados nos concelhos de “urbanização recente”. “Em grande parte, resultado da integração de áreas periféricas nas dinâmicas de metropolitanização.” A estas, juntam-se ainda as capitais de distrito que registaram um “aumento significativo da escolarização média dos seus residentes”, lê-se no estudo. 

Assim, Alcochete, Mafra, Santa Cruz, Condeixa-a-Nova, Arruda dos Vinhos e Maia, ocupam os cinco primeiros lugares na lista de concelhos que, entre 1991 e 2011 mais reduziram a desigualdade educativa nos seus estratos populacionais. Os concelhos com índices mais igualitários são já repetentes entre os melhores indicadores: Oeiras (00,5) Lisboa (0,11), Cascais (0,12), Coimbra (0,18) e Porto (0,21). 

Abandono diminui com desemprego
Entre 1991 e 2011, os concelhos dos vales do Ave, do Sousa, do Tâmega e do Douro foram os que mais conseguiram romper o ciclo de abandono escolar, entendido como o número de jovens entre os 10 e os 15 anos que deixam a escola antes do 9.º ano. A maioria destas regiões esteve tradicionalmente marcada pelo trabalho infantil ligado aos setores do têxtil, vestuário, calçado, mobiliário e construção civil, explicam os autores do estudo. Assim, “a transição da escola para o mercado de trabalho era precoce e concretizava-se no próprio núcleo doméstico.

Vinte anos depois o progresso registado “é assinalável”, lê-se no estudo. De cerca de 12,6% a taxa de abandono teve uma quebra significativa nos anos 90, no início do século cifrava-se em 2,8% e em 2011 em 1,7%. Por se tratar atualmente de valor residual, surge a necessidade de avaliar um novo indicador: o abandono precoce. Diz respeito ao número de jovens entre os 18 e os 24 anos que saíram do sistema educativo sem o 12.º ano e não frequentam qualquer tipo de formação profissional. 

Os investigadores verificaram uma “elevada sensibilidade” entre a saída do ensino e a empregabilidade. “Quando o desemprego dos jovens é baixo, o abandono precoce tende a ser mais alto, verificando-se o inverso em situações de aumento desse desemprego.” O fenómeno tem “especial incidência” em Portugal e nos países da Europa do sul. A explicação para esta correlação poderá estar no baixo valor social atribuído à educação. “Em situação de escolha entre mais um ano de escolarização e a inserção precoce no mercado de trabalho, esta segunda opção tende a prevalecer”, escrevem os investigadores. 

De acordo com os dados extraídos dos Censos, Portugal reduziu o abandono precoce de 63,7% em 1991 para 27,1% em 2011; segundo o Eurostat, órgão oficial de estatísticas sobre a União Europeia, o valor aproximou-se dos 20% em 2012 e poderá baixar em 2013. 

Numa retrospetiva geográfica, o grande foco de abandono situava-se na metade litoral do norte do país e nos concelhos do Pinhal Interior, Baixo Alentejo e nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira. Duas décadas depois, o primeiro grupo regista as maiores reduções, sendo que apenas o vale do Douro apresenta valores acima da média nacional. Os Açores ocupam o primeiro lugar na lista dos 25 concelhos que em 2011 registavam maiores taxas de abandono precoce, em segundo lugar os municípios localizados na confluência dos vales do Sousa, do Tâmega e do Douro, apesar da quebra assinalada. Em terceiro lugar, contam-se os concelhos mais isolados do Alentejo. 

Insucesso troca norte pelo sul
Para medir o insucesso escolar, com base nos dados obtidos pelos Censos, os investigadores criaram um indicador relativo ao “atraso escolar”, entendido como o número de jovens com pelo menos um ano de chumbo. Comparando os resultados dos três inquéritos, os investigadores concluíram que a percentagem de alunos a frequentar ciclos de ensino com idade superior à ajustada tem vindo a diminuir desde 1991. 

No entanto, a redução do “atraso escolar” é mais evidente no 1.º e 2.º ciclo do que no 3.º e ensino secundário. Curiosamente, o 2.º ciclo registava nos anos 90 “um valor anormalmente alto”, diz o estudo, mas idêntico ao do secundário. Ainda assim, após a quebra acentuada nesta década, o 3.º ciclo e o secundário estabilizaram a proporção dos alunos com idade superior à idade ajustada. “Tal significa que naqueles dois ciclos de ensino não se conseguiu reduzir de forma significativa a acumulação da retenção”, explicam os autores. Com estas leituras, os investigadores estimam que “dos alunos atualmente a frequentar o 2.º, 3. º ciclo e secundário cerca de um terço conta com, pelo menos, uma retenção no seu percurso escolar. 

A cartografia das taxas de atraso no 1.º ciclo mostra uma alteração na distribuição de 1991 para 2011, passando da maior incidência do Norte de Portugal para os concelhos do Sul, ainda que se mantenha uma elevada incidência no Vale do Douro e Beira Interior. Por outro lado, os investigadores assinalam “o maior continuum geográfico” na Lezíria do Tejo, na Área Metropolitana de Lisboa, no Alentejo e no Algarve. “Claramente, a natureza do “atraso” neste ciclo já não se identifica exclusivamente com as zonas rurais e mais isoladas, mas abrange zonas peri-urbanas, muito possivelmente marcadas pela presença de comunidades migrantes”, explicam os investigadores citando em particular os casos da região algarvia e lisboeta. 

O atraso escolar no 2.º e 3.º ciclo seguem padrões semelhantes “acentuando a natureza cumulativa do insucesso”. No ensino secundário é mais evidente o contraste entre o litoral e o interior, na metade norte do país. E, também a generalização a zonas urbanas e rurais, sejam do interior ou litoral, na metade sul. Apenas um senão: alguns concelhos do Alentejo e dos Açores registam em 2001 taxas de atraso escolar superiores às observadas 20 anos antes. 

Elevar expectativas 
Na parte final do estudo “Atlas da Educação” sugere-se uma avaliação do risco de abandono. O peso da falta de escolarização dos pais, o efeito do mercado de trabalho e o insucesso, além do contexto socioeconómico proporcionam várias explicações para este fenómeno. Acresce a taxa de abandono entre os 15 e os 17 anos, fruto de percursos atribulados pelo insucesso, sobretudo no 1.º e 2.º ciclo. 

O cenário encontrado nos últimos vinte anos permite aos autores do estudo avançar com algumas recomendações para prevenir e combater um dos maiores problemas do sistema educativo: o insucesso. Desde logo, uma intervenção ao nível do 1.º ciclo. “A retenção e a repetência nos primeiros quatro anos de escolaridade são fatores de insucesso e de abandono que vão refletir-se nos anos seguintes”, dizem os investigadores alertando que cerca de 35% dos alunos chumbaram pelo menos uma vez no seu percurso escolar. 

Por outro lado, “quando as intervenções remediativas sobre o risco de insucesso e de abandono incidem sobre o 3.º ciclo ou o ensino secundário, a probabilidade de inversão das expectativas é claramente mais reduzida”, acrescentam. Isto não significa que nada se possa fazer nestes níveis. A intervenção deve capacitar os alunos, com objetivo de aumentar as suas expectativas de escolarização. 

Segundo os investigadores, o aumento das expectativas de sucesso dos alunos pode “contrariar o carácter seletivo e determinístico dos trajetos escolares em contextos sociais de desvantagem económica ou mesmo de exclusão”. Mas a tarefa não cabe apenas às famílias e aos professores, alertam, deve envolver as comunidades locais, as autarquias e as empresas. Só assim se poderão baixar os níveis de abandono e elevar os resultados.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Boccia cresce nas escolas do distrito de Castelo



É a modalidade onde os portugueses conquistam mais medalhas nos Jogos Paralímpicos. 
Joga-se com bola, exige destreza, estratégia e tem verdadeiros campeões no distrito, onde o boccia está a crescer em praticantes e resultados. 
As escolas de Penamacor e Proença-a-Nova foram pioneiras e já têm seguidores.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Boccia em Proença-a-Nova

Realizou-se no passado dia 29 de janeiro, no Pavilhão Municipal de Proença-a-Nova, a 1.ª concentração da modalidade de Boccia que incluiu alunos de todo o distrito de Castelo Branco.
Por Direção-Geral da Educação - Record

Realizou-se no passado dia 29 de janeiro, no Pavilhão Municipal de Proença-a-Nova, a 1.ª concentração da modalidade de Boccia que incluiu alunos de todo o distrito de Castelo Branco.A atividade contou com um número recorde de equipas participantes, provenientes dos Agrupamento de Escolas de Proença-a-Nova, Sertã, Gardunha e Xisto (Fundão), Teixoso e Ribeiro Sanches (Penamacor), facto que veio consolidar esta modalidade no contexto do desporto escolar neste distrito. O nível de jogo apresentado foi bastante satisfatório, com as equipas mais experientes, que desenvolvem esta modalidade há mais tempo (Proença-a-Nova e Penamacor), a distinguirem-se com muita facilidade. No jogo que decidiu a equipa vencedora desta concentração, a equipa de Penamacor superiorizou-se por 7-5 no total dos 6 parciais.A segunda fase realiza-se em Teixoso, no dia 19 de fevereiro, estando prevista para o dia 19 de março, a terceira e última concentração, em Penamacor.
 
Classificação final:
1.º AE Ribeiro Sanches (Penamacor)
2.º AE Proença-a-Nova
3.º AE Teixoso
4.º AE Sertã
5.º AE Gardunha e Xisto (Penamacor)
 
In revista "Sábado"

terça-feira, 18 de junho de 2013

DISTRITO: 428 ALUNOS NÃO FIZERAM EXAME

 
 
No distrito de Castelo Branco cerca de 430 alunos não realizaram o exame do 12.º ano de português devido à greve geral de professores que, na região centro, atingiu níveis de adesão entre os 85 e os 90%.
 
Segunda, 17 de Junho de 2013 por Paula Brito in "Rádio Cova da Beira"
 
Segundo o Sindicato dos Professores da Região Centro houve casos em que a adesão se situou acima dos 90% como destaca Dulce Pinheiro em relação ao distrito de Castelo Branco “é o caso da Amato Lusitano com 93,5%, em Belmonte 96%, a quinta das Palmeiras com mais de 98%, ainda na Covilhã a Campos Melo com 95% e Penamacor com uma adesão superior a 98%”. Quanto à repercussão que a greve teve na realização dos exames nacionais de Português no distrito de Castelo Branco: em 30 das 63 salas previstas não se realizaram exames. No caso da Quinta das Palmeiras, na cidade da Covilhã, nenhuma sala funcionou, na Campos Melo, dos 123 alunos inscritos 91 não fizeram exame, e na Amato Lusitano, e na cidade de Castelo Branco a medida atingiu 129 alunos. Apesar da adesão, Dulce Pinheiro, denuncia a existência de situações irregulares que vão ser denunciadas pelo sindicato. O exemplo deixado pela dirigente sindical ocorreu no agrupamento Pedro Álvares Cabral em Belmonte “das 3 salas que estavam indicadas, funcionaram duas, e funcionaram com 4 professores, entre os quais o director que esteve a fazer vigilância, com a ausência do secretariado de exames, nós vamos denunciar esta situação irregular que ronda a ilegalidade”. Segundo o Ministério da Educação mais de 70% dos alunos realizaram os seus exames e 73% das escolas com exames marcados realizaram-nos a 100%”. O ministro marcou para 2 de Julho, às 9.30, a realização do exame para os alunos que hoje não o puderam fazer. No caso do distrito, são 428 os alunos que estão nessas circunstâncias.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

PENAMACOR: MARIA HELENA PINTO TOMA POSSE

Está marcada para o próximo dia 9 de Maio 2013, às 18:00H, no auditório da escola básica e secundária de Penamacor, a cerimónia de tomada de posse de Maria Helena Robalo Ribeiro Pinto como directora do agrupamento de escolas Ribeiro Sanches.
 
Hoje, às 9:24 por Paulo Pinheiro in "Rádio Cova da Beira"

sábado, 23 de março de 2013

Abandono escolar ainda preocupa na região

Penamacor é um dos piores da região, mas em 2001 destacava-se pela positiva
Penamacor é um dos piores da região, mas em 2001 destacava-se pela positiva.

O “Atlas da Educação”, desenvolvido pela Associação EPIS, revela uma região de realidades opostas. O abandono escolar é mais significativo em Figueira de Castelo Rodrigo, Penamacor, Pinhel e Sabugal.


O abandono escolar de crianças e jovens entre os 10 e os 15 anos (antes de concluir o 9º ano) diminuiu consideravelmente na região, mas os dados ainda preocupam. Se em 2001 se registou uma redução significativa – mais de 11 por cento –, a verdade é que três concelhos inverteram a tendência e, contra a “corrente”, registaram mais desistências em 2011 do que uma década antes.
É o que acontece em Penamacor, Seia e Sabugal. O mesmo poderá ter acontecido no Fundão e em Pinhel, mas isso só será confirmado quando forem divulgados os dados oficiais. O “Atlas da Educação” é um estudo da Associação EPIS (Empresários pela Inclusão Social), que o semanário “Expresso” divulgou no último fim-de-semana, e que procura desenhar o mapa nacional do abandono escolar. Até à publicação do estudo, os concelhos podem ser distinguidos por grupo de valores: de 0 a 0,9 por cento, de 0,9 a 1,7 por cento, de 1,7 a 2,6 por cento e de 2,6 a 5 por cento. Se compararmos o estudo da EPIS com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), constatamos que 13 dos 18 concelhos analisados têm resultados melhores do que há 10 anos.
O Sabugal é um dos concelhos que contraria esta tendência, já que após registar um abandono escolar de 2,44 por cento no arranque do século, se situava em 2011 entre os 2,6 e os 5 por cento. Porém, ainda não é possível estimar o agravamento. Também Seia se encontra em situação idêntica, com valores entre os 1,7 e os 2,6 por cento, depois dos 1,59 por cento em 2001. O caso mais preocupante é o de Penamacor, que conta com um aumento superior a 1,6 por cento. O concelho é sinalizado como um dos mais alarmantes, entre os 2,6 e os 5 por cento, mas há um década era o único com menos de 1 por cento.
No outro extremo, Manteigas e Mêda são os únicos municípios que registam menos de 0,9 por cento. O destaque vai para a Mêda, que ascendeu aos dois primeiros lugares, depois de em 2001 ter sido o quarto concelho com mais abandono escolar. Já na Guarda e Covilhã não se anteveem mudanças assinaláveis, sendo que os dois concelhos voltam a ter valores inferiores à média nacional, o que já tinha acontecido em 1991 e 2001. O INTERIOR solicitou o acesso ao “Atlas da Educação”, mas a EPIS entendeu que ainda não era oportuno fornecer os dados oficiais nele contidos.

foto

Por: Sara Quelhas in jornal "O Interior"

sábado, 17 de novembro de 2012

Penamacor: JSD pede Audiência à Vereadora com o pelouro da educação


Penamacor: JSD pede Audiência à Vereadora com o pelouro da educação

A Comissão Política Concelhia (CPC) da Juventude Social Democrata de Penamacor solicitou à Vereadora da Câmara Municipal de Penamacor, uma audiência de carácter urgente.A Comissão pretende ver esclarecidos algumas situações relacionadas com o atual mapa de transportes escolares no Concelho de Penamacor.
Renato Robalo da Silva, Presidente da CPC da JSD de Penamacor diz que o pedido de audiência surge após ter recebido várias denúncias de situações desagradáveis que se verificaram com o transporte de menores, a frequentar o Centro Escolar de Penamacor e a Escola Básica e Secundária da Vila Raiana.
“Fomos recentemente contatados e alertados, mais do que uma e duas vezes, por encarregados de educação e alunos para o fato de se estarem a verificar situações inapropriadas com o transporte dos menores a transportar para o Centro Escolar e Escola Secundária.”
O Presidente da JSD de Penamacor remeteu para mais tarde detalhes sobre as problemáticas que originaram o pedido de audiência com a responsável Autárquica, bem como a apresentação de uma posição pública quanto aos acontecimentos denunciados e posteriormente verificados pela JSD.
 Recorde-se que a JSD de Penamacor defendeu em Outubro do ano passado junto da Autarquia Penamacorense, um novo modelo de mapa de transportes escolares, pelo fato de considerar que o anterior se encontra desajustado às necessidades do Concelho.


terça-feira, 16 de outubro de 2012

JOSÉ RODRIGUES PREMIADO

A públicação do conto "A Escola" valeu ao docente natural de Penamacor e residente em Vila Velha de Ródão a atribuição do primeiro prémio no nono concurso literário organizado pelo sindicato dos professores da região centro.


O concurso é dirigido a docentes de todos os graus de ensino e que estejam no exercício de funções e o trabalho vencedor vai ser agora publicado em edição própria do SPRC.
O trabalho de José Rodrigues foi considerado vencedor unânime pelo júri "por evidenciar ritmo narrativo com adequada concisão ao género literário".
O autor refere que esta distinção é um estimulo para dar continuidade, de forma mais regular, à sua produção escrita e dedica a sua vitória a todos os professores que, com trabalho e dedicação, prestigiam a causa da educação". 


Autor: Nuno Miguel in "Rádio Cova da Beira"

MELHORES E PIORES DO DISTRITO

RCB
No ranking das melhores escolas do ensino secundário publicado pelo Jornal de Notícias, a primeira escola do distrito de Castelo Branco surge em quadragésimo quinto lugar. Trata-se da escola secundária Padre António de Andrade de Oleiros.


A Escola Secundária do Fundão é a segunda do distrito a aparecer no 82.º lugar da listagem de 615 escolas secundárias do país, entre públicas e privadas, cuja publicação teve em conta a classificação final da disciplina, que resulta não só da média dos exames nacionais mas também da classificação interna.
A Escola Secundária do Fundão aparece ainda no 53.º lugar no que à média nacional de exame de português diz respeito, com uma média de 11,96.
O Instituto, privado, Vaz Serra na Sertã é a terceira escola do distrito a aparecer na tabela no lugar 99, seguida da Escola Secundária Frei Heitor Pinto na Covilhã, no lugar 109 e da escola Nuno Álvares de Castelo Branco no lugar 121.
Já no 245.º lugar surge a escola secundária Quinta das Palmeiras, seguida da escola Pedro Álvares Cabral de Belmonte, no lugar 251, da secundária Pedro da Fonseca, em Proença a Nova, e da secundária da Sertã.
A escola Ribeiro Sanches de Penamacor surge no lugar 399, a escola secundária Amato Lusitano, em Castelo Branco, no lugar 460 seguida do externato privado de Nª Sª dos Remédios, no Tortosendo (461). A escola secundária Campos Melo, na Covilhã, no lugar 525 o externato privado Capitão Santigado de Carvalho em Alpedrinha, surge no lugar 548.
Entre as últimas 50 escolas do ranking estão três do distrito de Castelo Branco: a escola secundária de Alcains no lugar 577, a escola José Silvestre Ribeiro de Idanha a Nova no 598.º, e nos últimos 10 surge o instituto privado de S. Tiago em Proença A Nova.

Autora: Paula Brito in "Rádio Cova da Beira"

terça-feira, 8 de novembro de 2011

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Penamacor: Novo centro escolar, orçado de 1,7 ME, abre na próxima semana


O novo centro escolar de Penamacor, que representou um investimento de 1,7 milhões de euros, vai abrir no próximo dia 15, acolhendo crianças do primeiro ciclo e pré-escolar de dez freguesias do concelho, informou hoje a autarquia.

O novo centro escolar resultou da requalificação e ampliação da escola do primeiro ciclo da sede de concelho, construída na década de 1980.O espaço vai receber 105 crianças do primeiro ciclo e outras 27 no pré-escolar, estando dotado com uma biblioteca, refeitório, ginásio e um auditório.

As obras permitiram ainda a instalação de equipamentos que não existiam, como climatização, elevador ou casas de banho para deficientes.

“Este centro escolar foi pensado para toda a população escolar do concelho, quer em idade de pré-escolar como de primeiro ciclo”, explicou Ilídia Cruchinho, a vereadora com o pelouro da educação.

Fora da sede de concelho a única escola que ficará aberta é a da freguesia de Aldeia do Bispo, que também acolhe os alunos da freguesia vizinha de Aldeia de João Pires.

A ameaça de encerramento levou os pais a apresentarem um abaixo-assinado pela manutenção da escola, um pedido apoiado pela autarquia.

A conclusão das obras do novo centro escolar levou ao encerramento das escolas nas freguesias de Salvador, Águas, Pedrógão de São Pedro e Benquerença, que nos últimos anos funcionavam como salas de estudo.

“Foi a construção deste centro escolar que adiou o encerramento dos espaços escolares”, justifica Ilídia Cruchinho.

@Lusa

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Escola Ribeiro Sanches em concurso

Terra Lince ganha na RTP


Três alunas da Escola EB 2 3 Ribeiro Sanches de Penamacor participaram no concurso “Falaescreveacertaganha”, emitido pela RTP. Carolina Robalo (5.ºC), Mariana Vaz (6.º C) e Núria Mateus (6.º C) formaram a equipa “Terra Lince”, que teve pela frente cinco provas que testam os conhecimentos em língua portuguesa, através da gramática e da ortografia.

A equipa penamacorense teve como adversários “Os Nerys”, da Marinha Grande, disputando taco a taco a pontuação. Mariana Vaz desempatou o jogo ao conseguir a pontuação máxima na prova de leitura expressiva.

A equipa de Penamacor, que escolheu o nome “Terra Lince” em homenagem ao seu concelho, ganhou uma Diciopédia 2010 e o acesso gratuito à Infopédia.

O programa será exibido na RTP 2 e RTP Internacional entre Setembro e Dezembro.

In jornal "A Reconquista"

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Jovens estudaram passado do concelho

Alunos criam DVD com história de Penamacor

Este foi um dos resultados do projecto “Penamacor na História e na Lenda”, que teve como protagonistas um grupo de estudantes do agrupamento de escolas do concelho.




Nove meses depois de terem começado a descobrir o concelho de Penamacor, os alunos de duas turmas do 12.º ano do Agrupamento de Escolas Ribeiro Sanches apresentaram o resultado desse estudo. À partida tinham como objectivo editar um DVD, criar um blogue, uma exposição de fotografia e um guia de boas práticas. Os jovens não só cumpriram todos estes objectivos como ainda criaram um extra: um percurso pedestre que dá a conhecer a vila de Penamacor através dos seus monumentos mas também da riqueza natural, com particular destaque para a mata municipal.
O projecto “Penamacor na História e na Lenda” nasceu de uma parceria com Adraces - a Associação para o Desenvolvimento da Raia Centro Sul. Este desenvolveu-se no âmbito da Área Projecto, uma área curricular em que os alunos trabalham em grupos e com temas definidos por si.
“No âmbito curricular é a primeira vez que realizamos um trabalho desta natureza”, conta Helena Pinto, a directora do agrupamento de escolas de Penamacor. Grande parte do trabalho desenvolvido pelos alunos aconteceu fora das salas de aula e para muitos destes jovens representou uma descoberta do seu próprio concelho.
Carla Salvado, aluna do 12.º ano de Línguas e Humanidades, admite que antes nem conhecia todas as 12 freguesias. “A maior parte das vezes nunca sabemos o que é que tem a história do concelho e de facto foi muito bom para isso, porque foi um empurrão para a descoberta do meu concelho”, diz a jovem de 19 anos.
“Este tipo de trabalho envolve muito mais os alunos do que os que são desenvolvidos só dentro da sala de aula”, reforça Helena Pinto.
O DVD vai ser distribuído num primeira fase por instituições do concelho e depois fora dele. O filme passa em revista alguns dos monumentos locais e evoca a figura do médico e cientista Ribeiro Sanches, através de uma curta-metragem que tem como actores os próprios jovens. A produção do DVD proporcionou a estes um dos momentos mais marcantes do projecto, quando o realizador Joaquim Leitão, que tem raízes familiares em Pedrógão de S. Pedro, se deslocou à escola para dar uma aula de cinema. Tiveram ainda formação ao nível da representação, com a ajuda da companhia de teatro Váatão, de Castelo Branco. Estes passos estão documentados no blogue do projecto, em http://penamacornahistoriaenalenda.blogspot.com/.
A existência de informação escassa e contraditória foi uma das maiores dificuldades encontradas pelos alunos. Quando se trata de descobrir o passado do concelho uma das fontes é o livro “O Concelho de Penamacor na história, na tradição e na lenda”, editado por José Manuel Landeiro em 1938. Carla Salvado diz que foi uma boa ajuda “mas depois, à conversa com as pessoas, chegámos à conclusão que muita da informação não estava correcta”. E assim não só aprenderam como também podem ensinar algo de novo a quem queira conhecer melhor o concelho.



Por: José Furtado in jornal "A Reconquista"

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Oferta escolar deverá ficar reduzida a duas turmas

Secundário cada vez mais incerto em Penamacor

A preocupação foi deixada na inauguração da Feira das Energias Renováveis, que decorreu durante dois dias no Terreiro de Santo António.

O próximo ano lectivo no concelho de Penamacor poderá começar com cerca de 30 alunos no ensino secundário, do 10.º ao 12.º ano. Esta é a expectativa do Agrupamento de Escolas Ribeiro Sanches, que espera uma nova machadada à conta da desertificação do concelho raiano. O período de matrículas ainda não se encontra encerrado, mas a directora da escola faz as contas ao que poderá ser inevitável.

“Nós não vamos ter alunos para formar mais do que duas turmas, uma de um curso científico humanístico e outra de um curso profissional”, referiu Helena Pinto. Na área científica-humanística deverá avançar o curso de ciências e tecnologias, enquanto no profissional “não sei se será o das energias renováveis”. Tudo depende do número de alunos que se queiram inscrever, o que parece ser cada vez mais difícil devido à abertura deste curso noutras escolas do distrito, nomeadamente na cidade de Castelo Branco.

A preocupação foi deixada na inauguração da Feira das Energias Renováveis, uma organização da escola penamacorense, que durante dois dias ocupou o espaço do Terreiro de Santo António. No discurso que antecedeu a abertura, Helena Pinto afirmou que não é contra outras escolas que promovem cursos deste tipo “mas queremos que haja uma preocupação da parte das estruturas centrais na distribuição destes cursos, de modo a pensar no futuro destas escolas pequenas e dos concelhos pequenos como o nosso”.

A organização da feira é uma forma de mostrar à comunidade o trabalho da escola, mas também motivar os alunos para o empreendedorismo. O secretário de Estado Adjunto, da Indústria e do Desenvolvimento, que esteve em Penamacor para inaugurar a feira, felicitou a escola pela aposta na formação profissional em energias renováveis, sublinhando que esta é uma área estratégica para o país. Para Fernando Medina “esta aposta nas energias renováveis é não só uma necessidade (..) mas uma enormíssima oportunidade da captação de emprego e de investimento”.

O concelho de Penamacor tem actualmente um parque eólico que ronda os 80 megawats e prepara-se para produzir electricidade através do canal de transvaze entre as barragens do Sabugal e da Meimoa. A estes investimentos junta-se a formação, com o presidente da Câmara Municipal de Penamacor a elogiar trabalho feito pela escola.

“O agrupamento de escolas, em parceria com a câmara municipal, tem feito um óptimo serviço para que no futuro os jovens possam ter uma saída profissional”, sublinhou Domingos Torrão, pedindo que sejam dadas condições para que o curso continue no concelho.

A diminuição do número de alunos no Agrupamento Ribeiro Sanches poderá também ter consequências para além da formação de turmas. Helena Pinto chama a atenção para o facto de a escola também poder vir a perder professores.

“Em regime de professores do quadro se não houver horário para todos vão ter que entrar em horário zero e ser colocados noutras escolas”, explica a directora, que espera não chegar a esta situação. A escola sede do agrupamento tem cerca de 300 alunos e o último ano lectivo começou com menos 30 alunos de diversos anos.


ESCOLAS NÃO FECHAM SEM ACORDO


O Secretário de Estado da Educação garante que não vão encerrar escolas "sem a concordância dos autarcas e da comunidade escolar". Reunido esta manhã em Castelo Branco com os autarcas do distrito, João da Mata, garantia no final, à comunicação social, o encerramento, no próximo ano lectivo, apenas das escolas que tenham "melhores soluções".

Segundo o Secretário de Estado da Educação, a resolução de Conselho de Ministros de encerrar, no próximo ano lectivo, as escolas com menos de 21 alunos "vem no seguimento do que já estava estipulado desde 2006 e previsto nas cartas escolares dos municípios". João da Mata rejeita as críticas de uma solução a "regra e esquadro" e garante que o interesse das crianças está em primeiro lugar "estamos a falar de escolas, na sua esmagadora maioria, constituídas por uma única sala, onde o professor ensina ao mesmo tempo alunos do 1.º ao 4.º ano, que promovem o isolamento profissional dos professores e que não têm as condições necessárias para o sucesso escolar como refeitório, sala de informática, biblioteca, ginásio, ensino da música, nem permitem a concretização de escola a tempo inteiro".

Carlos Pinto está de acordo com o princípio mas discorda do método "o ministério não pode andar sistematicamente a instabilizar o sistema". No caso da Covilhã, são seis as escolas sinalizadas para encerramento (Casegas, Ourondo, Coutada, Barco, Vales do Rio e S. Jorge da Beira) quatro delas com menos de 10 alunos e duas com menos de 20. O autarca está disponível para celebrar um acordo com o ministério "contratualizemos a estabilidade da rede escolar com base na carta escolar que já existe". Mas para isso, segundo o autarca, tem que existir investimento nos centros escolares "que é uma coisa que o governo não tem cuidado porque os fundos comunitários para este efeito já não existem". Para o autarca covilhanense, e com base neste princípio, "se o acordo for possível, tudo bem, se não for possível tudo mal e não iremos permitir o encerramento de escolas."

Apesar de não ter sido "totalmente conclusiva", para Manuel Frexes foi dado um passo importante "é que passámos de uma situação em que somos confrontados com uma carta da DREC com a listagem de escolas a encerrar para uma garantia do secretário de estado que não vão avançar sem o acordo das autarquias, o nosso desacordo já foi expresso, agora espero por uma reunião para operacionalizarmos esta matéria e sabermos com que linha nos cosemos".

Uma reunião onde estiveram ausentes os autarcas de Belmonte e Penamacor.

No caso de Castelo Branco, Joaquim Morão diz que no concelho a situação está "resolvida" com a criação de três centros escolares, "onde foram investidos 6 milhões de euros" e que se localizam "na cidade, em Alcains e em S. Vicente da Beira".
Autora: Paula Brito in "Rádio Cova da Beira"

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Escola promove ‘marcha do coração’

No dia 23 de Maio, realizou-se pela 1.ª vez “A Marcha pelo Coração” na aldeia de Pedrógão de S. Pedro do concelho de Penamacor.
Este evento foi uma iniciativa da professora e alunos da EB1 de Pedrógão de S. Pedro, do Agrupamento de Escolas Ribeiro Sanches, em colaboração com os encarregados de educação. Pela primeira vez a aldeia de Pedrógão viveu um dia diferente marchando pelo bem do “Coração”.
A Junta de Freguesia para além de ter apoiado esta iniciativa, ofereceu t-shirt, bonés e o lanche a todos os participantes.
O percurso foi estudado ao pormenor com a ajuda dos pais. Assim, durante cerca de uma hora e meia, mais de meia centena de marchantes caminharam pela aldeia e arredores, podendo neste percurso beneficiar de ar puro e ainda observar a beleza das fontes romanas, Fonte da Prata e Fonte do Sabarnel.
Terminado o percurso e já no pátio da escola, os pais preparam o lanche reconfortante com sandes, águas, sumos e muita fruta. Esta pequena pausa serviu para recompor forças e poderem ainda continuara a participar nas actividades programadas.
Fizeram-se jogos tradicionais, envolvendo pais e filhos e por fim os alunos cantaram e fizeram uma coreografia munidos de uma mascote: o "Coração Marchante".
Foi na verdade uma manhã de sábado muito agradável que decorreu num ambiente de muita harmonia e bem-estar.
In jornal A Reconquista

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Centro Educativo de Penamacor com projecto aprovado

As obras arrancam no primeiro trimestre de 2009 para estarem concluídas no ano lectivo de 2010/2011.
Está decidido e aprovado o Centro Educativo de Penamacor, que vai concentrar na sede de concelho todos os alunos do 1.º ciclo, encerrando por completo as escolas existentes nas aldeias do concelho. Ainda se chegou a falar na construção de raiz de uma escola que concentrasse os alunos do 1.º ao 4.º ano de escolaridade, mas a candidatura agora aprovada acabou por ditar a requalificação e ampliação da actual Escola Básica do 1.º ciclo de Penamacor, junto ao cemitério.
O espaço físico existente há muito que reclama por obras, uma vez que nos últimos anos tem recebido os alunos das escolas que o Ministério da Educação sinaliza para encerrar.
Em Penamacor das 12 freguesias apenas quatro têm a escola a funcionar, nomeadamente Penamacor, Pedrógão de S. Pedro, Benquerença e Aldeia do Bispo.
As obras do futuro Centro Educativo de Penamacor, com um valor de um milhão e 700 mil euros, serão financiadas a 70 por cento por fundos comunitários do QREN, O Quadro de Referência Estratégico Nacional, sendo os restantes 30 por cento suportados pela autarquia e estão previstas arrancarem no primeiro trimestre de 2009 da qual faz parte a ampliação do parque escolar. Aliás, este foi o principal motivo da candidatura que a autarquia preparou ao QREN e que viu agora a sua aprovação.
O autarca admite que actualmente a escola do 1.º ciclo de Penamacor não tem condições para acolher todos os alunos, mas com a candidatura aprovada e dada luz verde para avançar a obra, Domingos Torrão acredita que a escola terá capacidade de resposta, com uma requalificação que passará por dotar a escola com uma biblioteca mais apetrechada, remodelação das salas de aula e áreas exteriores de recreio, sala de informática mais adequadas e uma cantina com refeitório. Terá ainda um mini auditório e um ginásio para a prática desportiva e actividades de enriquecimento curricular. Está ainda previsto a construção de um polidesportivo ao ar livre para a realização das actividades escolares.
O Centro Educativo, refere a vereadora da Educação, Ilídia Cruchinho, “terá todas as condições de ensino e aprendizagem, não só do número de salas de aula que vai aumentar como também de todas as estruturas de apoio”.
Tendo em conta que o Ministério da Educação aponta para o encerramento de mais estabelecimentos de ensino no próximo ano lectivo, o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos continua a rejeitar a ideia da escola como travão de desertificação, asseverando ser “uma completa ilusão e até mesmo um pouco fraudulento dar a ideia às pessoas que são as escolas que promovem o desenvolvimento das aldeias. As escolas deixaram de ter alunos porque as freguesias deixaram de ter pessoas. Não foi o contrário”, conclui o governante.
Para Valter Lemos o Centro Educativo de Penamacor é visto com o objectivo de “garantir uma escola mais alargada e com igualdade de oportunidades”.
Numa primeira fase o Centro Educativo vai concentrar os alunos do 1.º ciclo uma vez que enquanto for possível as crianças do pré-escolar vão continuar nas suas aldeias, justificado pelo critério de proximidade.
Autor: Jaime Pires in Jornal "A Reconquista"